Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

terça-feira, 30 de abril de 2019

Julio Iglesias , Dizem Que Os Homens Não Devem Chorar, Português, Musica

JULIO IGLESIAS - QUERER Y PERDER

Beth Carvalho e Brizola


Pot-Pourri: Coisinha do pai / Vou festejar [feat. Beth Carvalho] - Jorge...

QUANDO EU ME CHAMAR SAUDADE com BETH CARVALHO, vídeo MOACIR SILVEIRA

saco de feijão - Beth Carvalho

Beth Carvalho - Marchinhas de Carnaval - Pout Pourri - Medley

Coisinha do Pai - Vou Festejar ( Jorge Aragão & Beth carvalho )

Beth Carvalho - Camarão Que Dorme a Onda Leva - São José de Madureira - ...

Beth Carvalho - Tristeza-Madureira Chorou-Barracão-Firme e Forte

Eu Só Peço a Deus - Beth Carvalho & Mercedes Sosa

Beth Carvalho. Vai com Deus na tua andança pelo céu!


Raul seixas- Metamorfose ambulante

Zé Ramalho - Sinônimos (Ao Vivo)

Belchior - Saia do Meu Caminho

Oswaldo Montenegro - Estrada Nova

Música celta


O que está acontecendo AGORA na Venezuela

Plaza Altamira, campo de batalla de protestas en Caracas

Disparos nas ruas de Caracas. Guaidó diz que hoje é o dia de derrubar o ...

TOP FOLKLORE, VENEZUELA, EXITOS LLANEROS 2017

Milva - Yo soy Maria

A Guerra Civil na Venezuela, PODE COMEÇAR A QUALQUER MINUTO, HOJE .

Começou a guerra na Venezuela?



Resta saber se é guerra civil ou internacional. Que tipo de apoio militar interno terá Guaidó neste momento? Maduro cairá sem resistir? Ele tem mais de 2 mil generais hipoteticamente do seu lado, além do apoio explícito dos governos da Rússia e da China.
O quadro é preocupante e nos atinge em cheio. O Brasil é aliado aos EUA, especialmente a Trump, nesta empreitada que inclui um possível invasão militar ao país do petróleo que se encontra no caos absoluto de crise humanitária .
Aguardemos. Dificil momento para nossa América do Sul. Nosso país tem mais de 2000 km de fronteiras terrestres com a Venezuela. Nossos militares sempre mantiveram excelentes trocas com os militares venezuelanos.
No momento temos guerras de narrativas.
O filho do presidente Bolsonaro viajou nesta manhã para Pacaraima. O deputado Eduardo Bolsonaro que sempre defendeu tirar Maduro a força. O chanceler Ernesto Araujo foi chamado às pressas para uma reunião em Washington ontem, segunda feira, mas não deu detalhes sobre o que foi conversado.

Segue a guerra de narrativas. O pior cenário seria o de uma guerra civil. O ideal seria a negociação para a saída de Maduro e seus apoiadores militares e civis em bloco para um pais que os acolha como exilados.

Mas, no momento, são suposições.  Há cheiro de guerra no ar. Há tristeza de um povo sofrido que passa fome e outras agruras. Há,  principalmente,  apreensão pois o golpe pode ser militar ou civil. Há um medo global de disputa de poder pelo bem de uma população ou pelo uso da maior reserva de petróleo do Planeta. Aguardemos!

Cida Torneros 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

De Maria Betânia para Lula



DE MARIA BETÂNIA PARA LULA!           

 LULA, EU NÃO SOLTO A SUA MÃO

"Mas...antes de mais nada, eu preciso lhe dizer uma coisa que talvez vc não goste..

Eu não tenho por você nenhuma idolatria como muita gente tem. Eu não penso que vc seja perfeito e só tenha virtudes. Eu não acho que você seja ingênuo, puro, inocente em tudo o que você faz. Eu não acho que você só tenha tido acertos na sua vida e no seu governo. Eu não acho que a sua vida política não tenha máculas . Eu não posso dizer que eu tenha ficado satisfeita com o seu governo, sobretudo, no segundo mandato. Eu não gostei da escolha de Dilma para lhe suceder (votei nela para o segundo mandato. Não votei para o exercício do primeiro. Porém, a visão que hj tenho dela é de uma pessoa grandiosa em vários aspectos... mas isso é assunto para outro momento...)

Enfim, Lula, acho que você tem a capacidade de driblar os seus defeitos. Contudo, o você não tem em uma escala incomensurável é a capacidade de não esconder as suas virtudes.

E você tem essa capacidade não porque vc seja alguém egocêntrico...e até é...mas é porque suas virtudes são muitas e são intensas.

Elas fogem ao seu controle e quando você fala você deita e rola no tapete das virtudes, deixando muito gente admirada, outras encantadas  e muitas outras com raiva. Uma raiva que vem da inveja de não ser como você é: inteligente, espirituoso, perspicaz, disposto, ousado, cheio de si para o outro, afetuoso, atento, inspirado, inspirador e resiliente.

Ser tudo isso de uma só vez ou destacar uma dessas virtudes no momento certo não é algo comum. Não é todo mundo que consegue, sabe? Isso é extraordinário!

Você, sem dúvida, foge ao comum: não é um homem mediano, muito menos medíocre. E mais do que tudo, você não é um homem mau. Você não é um homem perverso. Você não é cínico.

Penso que os erros que você cometeu ao longo de sua vida...não sei se todos eles, mas certamente muitos dos que você cometeu no seu governo, não decorreram de uma intencionalidade mas da ousadia, da coragem de correr riscos na busca de um bom acerto.

Você é um homem extraordinário, Lula!

Mesmo que nesses processos ajuizados contra você existam provas daquilo que lhe acusam (coisa que eu estou convencida que não tem...em outros processos que possam ainda ser ajuizados, talvez, mas nesses que lhe levaram à condenação...) bom, mesmo na hipótese de você ter alguma culpa comprovada judicialmente, eu estou certa de que a prisão não é o seu lugar.

Ao acompanhar a entrevista que você concedeu ontem a Mônica Bergamo e Florestan Fernandes Junior, Lula, você deu mostras de uma grandeza que somente os seres humanos cientes de suas fragilidades e dispostos a superá-las, podem ter.

Você manteve a sua cabeça erguida, você demonstrou sofrer, você assumiu lutar contra as mágoas que invadem seu coração, você lançou desafios e você espontaneamente respondeu à inquietante pergunta de Mônica  Bergamo com uma firmeza admirável.

Quando ela lhe questionou sobre a possibilidade de você nunca sair da prisão, você, Lula, nem deu ao tempo  e logo retrucou afirmando que isso não era problema.

Isso me impactou!

E lógico que você tem razão: ficar o resto da vida preso não é um problema para quem,  há alguns anos já sem governar -  ainda é chamado por simpatizantes e opositores de: Presidente e para quem sobreviveu até aqui a tantas dores....

Não! Você está, dolorosamente, certo.

O problema não é exatamente o tempo que você vai ficar preso, Lula, embora isso seja também um... tempo não é o cerne do problema; o cerne é você ter sido preso da forma que foi e estar sendo mantido nessa situação da forma que está sendo...

O problema é subtraírem do BR a dignidade de todo o povo, aprisionando a sua pessoa.

O problema é jogar o BR numa vala comum, querendo que você caía nela.

O problema é não saber que fazer Justiça não é cultivar ódio ou não saber superar frustração e agir como quem se vinga. Só os medríocres, só os seres medianos sem sensibilidade alguma misturam Justiça com vingança. Esses são os recalcados, os que se condenam a si próprios e que por falta de coragem de assumirem ser o que são atraem para o fosso fétido no qual se movem, todos aqueles que não distinguem o chão do buraco que nele se abre.

Você, não, Lula!

Como você sempre pisou o chão saltando os buracos, você criou "asas": voou e vislumbrou  horizontes onde ninguém conseguiu visualizar.

Você continua nesse vôo de descobertas, Lula. E nesse trajeto você preserva sonhos. 

Eu quero voar junto, eu quero preservar sonhos para o BR.

Eu quero que o meu país tenha a possibilidade de realizá-los.

Eu quero que todos os brasileiros possam alçar voos para chegarem no horizonte que você enxerga.

Por isso, Lula, eu não solto a sua mão. Ela está para além das grades.

Um afetuoso aperto de mão seguido de um grande abraço".

Maria Betânia

a



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domingo, 28 de abril de 2019

Fito Paes






BRASÍLIA



sábado, 31 de julho de 2010

Brasília, minhas redescobertas...


Em Brasília, durante cinco dias, participando com minha amiga também  jornalista Denise Teixeira,do Encontro Nacional das Entidades Médicas, o ENEM, tive a chance de viver novas redescobertas.

Redescobri, por exemplo, o gosto de observar o  por do sol no serrado, encantador e reconfortante, enquanto o carro deslizava nas vias extensas  e  a silhueta dos arbustos  se completava  em tons de rosa e dourado, à  vista   dolhos, como um desenho encomendado ao pintor não  identificado, o misterioso criador  dos   momentos que passam tão rapidamente. Redescobri o sentimento de estar no centro de um país tão pujante, ouvir o hino nacional tocado  por um sax e me emocionar de  novo...
Redescobri a doçura de um olhar penetrante e a vontade de um beijo que não demos ainda...
mas, redescobri mais... a verdade que se abriga na "mentira", a mesma mentira que escrevi em crônica antiga publicada no meu livro a Mulher Necessária...
Redescobertas à parte, Brasília me me  proporcionou tietar JK, admirá-lo mais, e beijar o seu chão...não é que levei um tombaço, saindo do Shopping Pátio e literalmente beijei a calçada? rs
Cida      


As pontes de Brasília
Na lembrança, retorno à minha redação premiada, em 1960, sobre a nova capital : Brasília. Eu tinha 10 anos, ganhei o prêmio a mim entregue em cerimônia no cine Rex, na Cinelândia, Rio de Janeiro, das mãos de autoridades do Governo do novo Estado da Guanabara, que nascia junto com a cidade projetada no planalto central.


Sonho de JK, imaginação fértil e linda nas pranchetas de Niemeyer e Lúcio Costa, a cidade planejada, Brasília, trazia a esperança de um novo Brasil que cresceria a despeito de tudo e de todos, nas décadas seguintes, com a industrialização que, àquele tempo, nos invadia com promessas de futuro melhor.


Já não consigo rever na memória exatamente o conteúdo do meu texto infantil e ufanista, mas sei, tenho certeza, nele invocava a certeza de que Brasília vinha para ficar, seria um marco do Brasil jovem, imponente, a ser construído como país-marco no cenário latino-americano. Só fui conhecer a cidade muitos anos depois e a primeira sensação que tive foi da visão de um lugar em que as pessoas me pareciam distantes umas das outras. Entretanto, nos anos subseqüentes, voltei a Brasília a trabalho algumas vezes e não me cansei de admirar sua força com a motricidade dos lugares que somam história e se auto-delegam como impulsionadores do progresso e das misérias sociais das periferias. Apesar do carinho nutrido por aquele rincão, sempre me deu certa angústia sentir a energia oscilante que por ali vigora,místico lugar que sedia seitas e ampara muitos desenganos.


As tais cidades-satélites crescentes e concentradoras de gente imigrante em nada ficaram a dever às regiões metropolitanas de Rio ou São Paulo, e logo se constatou que o centro de Brasília era uma ilha de poder cercada por gente sonhadora por todos os lados. Quando observo os episódios recorrentes em que Brasília está metida, uma pergunta paira no ar. Talvez não fosse o caso de nos indagarmos de que te acusam, Brasília, de ser uma ilha da fantasia, onde mascarados dançam música ensandecida? Nada disso, diriam os que conseguem se distanciar das histórias escabrosas ou das decisões alvos de acordos e conchavos.


Apenas o exercício pleno da democracia representativa, é o esperável, quando se aguarda que sejam barrados no baile da hipocrisia todos os que nos tentam enganar com frases de efeito ou ações em suspeição.


É preciso construir pontes que nos liguem à Brasília do meu sonho de menina, aquela cidade do imaginário socialista, plano-piloto da grande nave da nação, cujas asas equilibram-se à direita e a esquerda, mantendo o rumo do país, deitado na planície circundante, verdadeiro mar de esperança nacional, berço dos candangos. Foram eles teus primeiros estadistas, e, na linha de sucessão, espera-se que agora, se cumpra teu destino como metrópole iluminada capaz de te religar ao continente verde-amarelo, na mais perfeita engenharia moderna, para que o isolamento não te condene a ser eternamente cidade da mentira.
Aparecida  Torneros
(artigo publicado no livro A mulher necessária)

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Senhor fazei me instrumento da Vossa Paz

Heitor Villa-Lobos "Suite Popular Brasileña" (Completa) Pablo De Giusto

Albéniz - Suite Española

Los Tres tenores - Sous le Ciel de Paris - Solamente Una Vez - Mari Mar...

Roberto Carlos Amor Sem Limites

Amor sem limite A história

Amor, mi grande Amor!


sábado, 27 de abril de 2019

Andante


Las mananitas


Perla: Fernando

Amigo do Sol, amigo da Lua - Benito di Paula

ZIZI POSSI ASA MORENA

Gal Costa Chuva de prata

José Augusto - Aguenta coração

Amanha talvez Joanna Audio

Dalton - Muito Estranho

BORBULHAS DE AMOR - FAGNER

Zé e Elba Ramalho Chão de Giz

Belchior - Velha Roupa Colorida (gravado em 2011, no Uruguai)

"Viola Enluarada", por Guilherme Moscardini ? Sr Brasil 24/11/2012

Cidadão, por Zé Geraldo - Sr. Brasil - 25/08/2013

Tristeza do Jeca, por Quarteto Abayomi - Sr. Brasil - 01/12/2013

Renato Teixeira - Romaria

Gonzaga e Gonzaguinha- Minha Vida é Andar Por Esse País

Ângela Maria e Fagner


Ângela Maria e Nelson Gonçalves


Repercussão internacional da entrevista de Lula


Isto aqui o que é? - Daniela Mercury (Som Brasil - Ary Barroso)

No interior da entrevista de Lula


sexta-feira, 26 de abril de 2019

Brasil operário


Amazonas Ópera


discurso de Lula


Entrevista de Lula



Lula: “O inimigo central do Bolsonaro, além do PT, é o seu vice-presidente”

Em entrevista ao EL PAÍS e à 'Folha de S. Paulo' o ex-presidente diz que o Brasil está governado por “um bando de malucos” e que quem dita as regras de verdade é o ministro Paulo Guedes



Lula fala ao El País
O ex-presidente Lula fala pela primeira à imprensa, em entrevista exclusiva nesta sexta-feira, na sede da PF em Curitiba. 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso desde abril de 2018 em Curitiba, quebra o silêncio pela primeira vez com autorização da Justiça nesta sexta-feira em uma entrevista exclusiva ao EL PAÍS e ao jornal Folha de S.Paulo. Está disposto a falar. E fala muito. Enérgico, mexe as mãos, faz piadas, metáforas, ironias, e aproveita suas duas horas de publicidade para devolver ferroadas. “Imagina se os milicianos do Bolsonaro fossem amigos da minha família”. Após ver que o Superior Tribunal de Justiça reduziu sua pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá, Lula acredita que pode ser absolvido. Mas diz não temer morrer na prisão.
Três agentes policiais armados acompanham a entrevista. Um deles é Jorge Chastalo Filho. De vez em quando ele olha para Lula e segue o que o ex-presidente fala. Parece prestar atenção. Logo volta seu olhar para os demais integrantes da sala: os jornalistas, advogados de Lula e Franklin Martins, ex-ministro da Secretaria de Comunicação dos governos Lula. Chastalo é o agente que mais tem contato com o ex-presidente enquanto ele está em sua “sala”, onde lê o conteúdo dos pen drives que ganha das visitas que recebe semanalmente. Esta semana foi a vez do sociólogo italiano Domenico Demasi.
Pergunta. A prisão do senhor foi um dia histórico. O que passou pela cabeça quando estava sendo preso e conduzido?
Resposta. Durante todo o processo, sempre tive certeza de que tinha um objetivo central, que ia chegar em mim. Isso foi ficando patente em todos os depoimentos, vocês estão lembrados que a imprensa retratava: prenderam fulano, vai chegar no Lula. Prenderam sicrano, vai chegar no Lula: “você conhece o Lula, você é amigo do Lula, você fez alguma coisa… todo mundo.” Eu sabia disso porque a imprensa retratava, as pessoas contavam. Sabia disso porque advogado conversava com advogado. Foi ficando patético que o objetivo era chegar em mim. Tinha companheiros no PT que não gostavam quando eu dizia isso: eles vão chegar em mim e depois vão caminhar para criminalizar o PT. Quando ficou claro o objetivo central, muita gente achava que eu deveria sair do Brasil, que eu deveria ir para uma embaixada, que eu deveria fugir. Tomei como decisão que meu lugar é aqui. Eu tenho tanta obsessão de desmascarar o [Sergio] Moro, em desmascarar o [Deltan] Dallagnol e a sua turma e aqueles que me condenaram, que eu ficarei preso cem anos, mas eu não trocarei a minha dignidade pela minha liberdade. Eu quero provar a farsa montada. Eu quero provar. Montada aqui dentro, no departamento de Justiça dos Estados Unidos com depoimento de procuradores com filme gravado e agora mais agravado com a criação da Fundação Criança Esperança do Dallagnol, pegando 2,5 bilhões de reais da Petrobras para criar uma fundação para ele. Fora 6,8 bilhões da Odebrecht e fora não sei quantas outras coisas. Eu tenho uma obsessão, você sabe que eu não tenho ódio, não guardo mágoa, porque na minha idade quando a gente fica com ódio a gente morre antes. Como eu quero viver até os 120 anos, porque acho que sou um ser humano que nasceu para ir até os 120, eu vou trabalhar muito para mostrar a minha inocência e a farsa que foi montada. Por isso eu vim pra cá com muita tranquilidade.
Havia uma briga no sindicato aquele dia entre os que queriam que eu viesse e os que não queriam. E eu tomei a decisão. Eu falei: eu vou, eu vou lá. Eu não vou esperar que eles venham até mim, eu vou até eles, porque eu quero ficar preso perto do Moro. O Moro saiu daqui. Mas eu quero ficar perto porque eu tenho que provar minha inocência.
P. Pode ser que o senhor fique aqui para sempre. Mesmo assim, acha que tomou a decisão correta?
R. Tomaria outra vez.
P. Já pensou que pode ficar aqui para sempre?


Lula: “O inimigo central do Bolsonaro, além do PT, é o seu vice-presidente”
ISABELLA LANAVE


R. Não tem problema. Eu tenho certeza que eu durmo todo dia com a minha consciência tranquila. Tenho certeza que o Dallagnol não dorme e que o Moro não dorme. E aqueles juízes do TRF-4 que nem leram a sentença. Fizeram um acordo lá, era melhor que um só tivesse lido e falado 'todo mundo aqui vota igual'. Então eu quero, sinceramente. Quem tem 73 anos de idade, quem construiu a vida que eu construí neste país, quem estabeleceu as relações que eu estabeleci, quem fez o Governo que eu fiz neste país, quem recuperou o orgulho e autoestima do povo brasileiro como eu, não vou me entregar. Eles sabem que tem aqui um pernambucano teimoso. Eu digo sempre, quem nasceu em Pernambuco e não morreu de fome até os cinco anos de idade não se curva mais a nada. Você pensa que eu não gostaria de estar em casa? Eu adoraria estar em casa com a minha mulher, com meus filhos, netos, com meus companheiros. Mas não faço nenhuma questão, porque eu quero sair daqui com a cabeça erguida como eu entrei. Inocente. E eu só posso fazer isso se eu tiver coragem e lutar por isso.
P. Recentemente, o ministro [da Economia] Paulo Guedes disse que o senhor não cometeu nenhum crime, que não roubou. O ministro do Bolsonaro admitiu isso. Depois, o [ministro do Supremo] Marco Aurélio de Mello disse, recentemente, que não vê indícios de crime no triplex do Guarujá. E o Maurício Dieter, um dos maiores criminalistas, disse que não há crime material. O senhor acredita que com a devolução do dinheiro que foi pago pela sua esposa por esse triplex [decisão da Justiça desta quinta], o senhor pode tentar conseguir sua absolvição? Acredita nisso?

HAVERÁ UM DIA EM QUE AS PESSOAS QUE IRÃO ME JULGAR ESTARÃO PREOCUPADAS COM OS AUTOS DO PROCESSO E NÃO COM A MANCHETE DO JORNAL

R. Por incrível que pareça, eu acredito. E continuo com a cabeça de ‘Lulinha paz e amor’. Acredito na construção de um mundo melhor, num mundo de Justiça. Haverá um dia em que as pessoas que irão me julgar estarão preocupados com os autos do processo, com as provas contidas no processo e não com a manchete do Jornal Nacional, com as capas das revistas, não com as mentiras do fake news. As pessoas se comportarão como juízes supremos de uma Corte, que é a única coisa que a gente não pode recorrer. E que já tomou decisão muito importante. Essa Corte votou, por exemplo, célula-tronco, contra boa parte da Igreja Católica. Votou a questão da reserva Raposa Serra do Sol contra os poderosos do arroz no Estado de Roraima. Essa mesma Corte votou união civil contra todo o preconceito evangélico, cotas para que os negros pudessem entrar [na universidade]. Ela já demonstrou que teve coragem e se comportou. No meu caso, a única coisa que eu quero é que vote com relação aos autos do processo. Eu não peço favor a ninguém. Só quero, pelo amor de Deus, que as pessoas julguem em funções das provas. Eu tenho certeza, o Moro tem certeza. Se as pessoas não confessarem agora, no dia da extrema unção vão confessar. Ele tem certeza que eu sou inocente. O Dallagnol tem certeza que é mentiroso. E mentiu a meu respeito. Eu tô aqui, meu caro, para procurar justiça, pra provar a minha inocência, mas estou muito mais preocupado com o que está acontecendo com o povo brasileiro. Porque eu posso brigar, mas o povo nem sempre pode.
P. O senhor durante este um ano passou por dois momentos de muita tristeza, que foi a morte do seu irmão e depois a morte do seu neto, Arthur. O que pro senhor, depois de viver isso, o que fica da vida do senhor?
R. Esses dois momentos foram os mais graves. Eu poderia incluir a perda de um companheiro como o [ex-deputado] Sigmaringa Seixas, que foi meu companheiro de dezenas e dezenas de anos. E a morte do meu irmão Vavá. O Vavá é como se fosse um pai pra família toda. E a morte do meu neto foi uma coisa que efetivamente não, não, não… [pausa e chora]. Eu às vezes penso que seria tão mais fácil que eu tivesse morrido. Porque eu já vivi 73 anos, eu poderia morrer e deixar meu neto viver. Mas não é. Não são apenas esses momentos que deixam a gente triste, sabe? Eu sou um homem que tenta ser alegre, trabalho muito pra vencer essa questão do ódio, essa mágoa profunda. Quando vejo essa gente que me condenou na televisão, sabendo que eles são mentirosos, sabendo que eles forjaram uma história, aquela história do powerpoint do Dallagnol...  nem o bisneto dele vai acreditar naquilo. Esse messianismo ignorante, sabe? Tenho muitos momentos de tristeza aqui. Mas o que me mantém vivo, e é isso que eles têm que saber, eu tenho um compromisso com esse país, eu tenho um compromisso com esse povo. Tenho obsessão com o que está acontecendo agora, [essa] obsessão de destruir a soberania nacional, de destruir empregos, de juntar um trilhão pra quê [o ministro Paulo Guedes disse que a reforma da Previdência ia economizar um trilhão de reais]? Às custas dos aposentados? Se eles lessem alguma coisa, se eles conversassem eles saberiam que esse cidadão aqui semianalfabeto, quarto ano primário, curso de torneiro mecânico, juntou trezentos e setenta bilhões de dólares de reservas [internacionais] que a 4 reais o dólar dá mais de um trilhão e duzentos sem causar nenhum prejuízo a nenhum brasileiro. Se eles querem juntar um trilhão tem uma fórmula secreta: coloque o povo no Orçamento da União. Segundo, gere emprego. Terceiro: gere crédito pra pessoas. ‘Ah , mas o povo tá devendo? Tá.’ Tire o penduricalho da dívida do povo e ele paga apenas o principal no banco e você vai perceber que as pessoas voltam a poder comprar. Um país que não gera emprego, não gera salário, não gera renda, quer pegar dos aposentados, dos velhinhos, um trilhão? O Guedes precisava criar vergonha.
P. Tem um grupo de militantes aí na porta que dizem bom dia, boa tarde e boa noite para o senhor todos os dias. O senhor escuta esse grito? Como é para o senhor?
R. Escuto todo santo dia. Quando tem atividade, que eles colocam um carro de som um pouquinho melhor, eu escuto o discurso das 9h às 21h. Eu sinceramente não sei como um dia eu vou poder agradecer essa gente. Tem gente que está aqui exatamente desde o dia que eu cheguei aqui.Serei eternamente grato. Não sei se isso já aconteceu alguma vez na história com alguém, mas eu não sei o que fazer para agradecer. Já disse para todos que certamente a polícia tem as suas regras, o meu pessoal tem as suas regras. Mas quando eu sair daqui quero sair a pé e ir lá no meio deles. A primeira cachaça eu quero tomar com eles. E brindar.
P. Seu partido perdeu a eleição no ano passado e a extrema direita chega ao poder com o voto de muitos eleitores que eram do PT. Como o senhor avalia essa guinada à direita de um eleitorado que era tão grato à sua administração?
R. Vamos relativizar tudo isso, porque uma das coisas que eu esqueci de falar, uma das condições que fez com que eu também viesse pra cá era porque não havia nenhum advogado naquele instante que não garantisse que eu disputaria as eleições sub judice. Havia uma certeza de muitos juristas de que não haveria como impedir minha candidatura, mesmo condenado eu poderia concorrer sub judice. E eu tinha certeza e estava com um orgulho muito grande de ganhar as eleições de dentro da cadeia. É importante lembrar que eu cresci 16 pontos aqui dentro [preso em Curitiba], sem poder falar. Aí quando o ministro [do Supremo Luís Roberto] Barroso fez aquela loucura, que eu tive que assinar uma carta dizendo para [o Fernando] Haddad ser o candidato, aí eu senti que nós estaríamos correndo risco, porque a transferência de votos não é algo simples, não é automática, leva tempo. Tivemos uma eleição atípica no Brasil. Vamos ser francos. O papel das fake news na campanha, a quantidade de mentira, a robotização da campanha na Internet foi uma coisa maluca. E depois a falta de sensibilidade dos setores de esquerda de não se unir. A coisa foi tão maluca que a Marina Silva, que quase foi presidenta em 2014 teve 1% dos votos. Eu nunca tinha visto o povo com tanto ódio nas ruas. Eu fui muito a estádio de futebol. Todo mundo sabe que sou corinthiano, eu ia com palmeirense, santista, são-paulino... A gente brincava, brigava. Mas agora era uma loucura, era questão de ódio. Eu tenho acompanhado, está no mundo inteiro assim. A política está efetivamente demonizada, e vai levar um tempo muito grande pra gente poder tratá-la com seriedade. 

Governo Bolsonaro



Lula: “O inimigo central do Bolsonaro, além do PT, é o seu vice-presidente”


Eu não esperava que o [presidente Jair] Bolsonaro fosse resolver o problema do Brasil em quatro meses. Só propõe fazer análise de cem dias quem nunca governou, quem acha que em cem dias pode apresentar alguma coisa, ele realmente não aprendeu a sentar a bunda na cadeira. E depois, com a família que ele tem, com a loucura que tem... O inimigo central dele, além o PT,  é o vice. Quer dizer, é uma loucura. Ele passa a agredir os deputados, depois tenta agradar os deputados, diz que está fazendo a nova política, e ele faz a mesma, porque ele é um velho político. O país está subordinado à ingovernabilidade. Ele até agora não sabe o que fazer, e quem dita regras é o Guedes.
P. Houve corrupção, muitas coisas foram comprovadas, que autocritica o senhor faz depois de todo esse tempo? Erros do PT, como o PT sem o senhor vai para frente?
R. Obviamente que nós reconhecemos que perdemos as eleições. Agora, é importante lembrar a força do PT. Porque, só eu pessoalmente, deram mais de 80 capas de revista contra mim. Quando fui preso tinha 80 horas de Jornal Nacional contra mim. Mais 80 horas de Record, mais 80 horas de SBT, mais 80 da Bandeirantes. E eles não conseguiram me destruir. Isso significa que o PT tem uma força muito grande. O PT não foi destruído, perdeu uma eleição. Provou que é o único partido que existe nesse país enquanto partido político. O resto é sigla, de interesses eleitorais em momentos certos. Quem acabou foi o PSDB. Esse foi dizimado. Então veja, o PT perdeu as eleições, acho que o PT deve ter cometido erros durante nossos governos, devemos ter cometido erros...
P. A parte da corrupção?
R.  Veja, o Ayrton Senna cometeu um erro só e morreu... Ela [corrupção] pode ter havido, mas que se façam provas. Teve corrupção, você investiga, faz acusação, provou e está condenado. Fomos nós do PT que criamos todos os mecanismos para apurar a corrupção. Não foi nenhum adversário, fomos nós. Não foi o Moro. Foi o PT no Governo Lula e Dilma, com Marcio Thomas Bastos, Tarso Genro e José Eduardo Cardozo [ministros da Justiça petistas] que criou todos os mecanismos para garantir fortalecimento da PF com investimento em mais gente e mais inteligência, fortalecimento e independência do Ministério Público, transparência que nos criamos e eles acabaram agora. Com a transparência era possível saber o papel que a presidenta usava. Porque a gente queria transparência, e combater a corrupção é uma marca do PT. Se alguém do PT cometeu um erro, tem que pagar. O que queremos é que se apure, se investigue. Na hora que for investigado e for julgado, foi condenado...
P. Eu queria entrar no mérito do caso do sítio, a reforma foi feita e o senhor usufruiu dessa reforma, não houve um erro?
R. Eu poderia ter aceito nunca ido àquele sítio. Então eu cometi o erro de ir ao sítio. Eu disse, e está provado, que eu fiquei sabendo daquele maldito sítio no dia 15 de janeiro de 2011. E o sítio tinha dono, dono pré-dono. Jacob Bittar era meu amigo de 40 anos, ele comprou o sítio no nome do filho dele com cheque dado pela Caixa Econômica Federal, e a polícia sabe disso. A polícia investigou. Nós tivemos policiais e procuradores visitando casa de trabalhador rural, casa de pedreiro, casa de caseiro, perguntaram até para as galinhas ‘você conhece o Lula?’. ‘Você sabe se o Lula é dono?’. E nem as galinhas falaram. Porque eu não era dono. Se eu quisesse eu podia comprar. Se eu cometi o erro de ir a um sítio que alguém pediu e a OAS reformou, alguém pediu e a Odebrecht reformou, então vamos discutir a questão ética, e não de corrupção. É outra questão. Acontece que o impeachment, a cassação da Dilma e o golpe não fechariam com o Lula em liberdade. Se eu estivesse aqui preso e o salário mínimo tivesse dobrado [as pessoas poderiam falar] 'poxa, o Lula é um desgraçado, ele foi preso e o salário dobrou'. Mas não: acabaram agora com o aumento real do salário mínimo. Se eu estivesse aqui e o povo trabalhando com carteira assinada, mas não. Inventaram agora uma história de carteira verde e amarela [carteira que trará menos benefícios que o contrato CLT]. Nenhum empresário vai contratar trabalhador que não esteja com carteira verde amarela. Essa gente pensa que o povo é imbecil pra ficar mentindo o tempo inteiro para o povo.

Autocrítica


EU NUNCA TINHA VISTO O POVO COM TANTO ÓDIO NAS RUAS (...) A POLÍTICA ESTÁ EFETIVAMENTE DEMONIZADA, E VAI LEVAR UM TEMPO MUITO GRANDE PRA GENTE PODER TRATÁ-LA COM SERIEDADE

Quando você fala em autocrítica pra mim eu acho que... Eu, por exemplo, acho que tive um erro grave. Eu poderia ter feito a regulamentação dos meios de comunicação. Fizemos um Congresso em 2009, só participou a Bandeirantes e a Rede TV se não me falha a memória, sabe, nenhuma outra TV participou, muitas rádios participaram, e em junho de 2010 nós preparamos uma regulamentação dos meios de comunicação. Ao invés de dar entrada no Congresso porque iria ter eleição eu pensei ‘não, vou deixar para o novo Governo’. A razão pela qual a Dilma não entrou não sei. Então essa é uma autocrítica que eu faço. Agora pergunte o seguinte: imagina se todo mundo nesse Brasil fizesse uma autocrítica. A elite brasileira deveria estar fazendo agora uma autocritica. ‘Puxa vida, como é que a gente ganhou tanto dinheiro no Governo do Lula? Como é que o povo pobre vivia tão bem? Como é que o povo pobre estava viajando pro Piauí, pra Sergipe, pra Garanhuns, e agora nem de ônibus pode viajar?’. Vamos fazer uma autocrítica pelo que aconteceu em 2018 naquela eleição. O que não se pode é esse país estar governado por esse bando de maluco que governa o país.
P. A Odebrecht admitiu ter pago propina no Peru em troca de obtenção de contrato. A Transparência Internacional destaca que houve um ‘fordismo da corrupção’, com milhões de dólares distribuídos em vários países, e que o esquema da Odebrecht foi feito com o apoio do BNDES. Todo o esquema global contava com financiamento de campanha em países alinhados com o PT...
R. Quem está falando isso?
P. A Transparência Internacional...
R. Com base no quê?
P. Eles levantaram esses dados...[no acordo de Marcelo Odebrecht com a Justiça Americana]


Isabella Lanave
Isabella Lanave


R. Devem ter lido no jornal O Globo. Só pode ser. Deixa eu lhe contar uma coisa. O presidente da República ele não tem como interferir na burocracia do BNDES para empréstimo. O BNDES foi criado para financiar o desenvolvimento brasileiro. Quando o Brasil financia o desenvolvimento de um país através do BNDES o Brasil está exportando serviços, está exportando engenharia, máquinas, está vendendo coisas para lá. É um ganho extraordinário para um país que quer ter importância no mundo. O BNDES tem uma burocracia onde o presidente da República não decide. Tem uma coisa chamada COFIEX e COFIG que participam ministro das Relações Exteriores, da Fazenda, '500' ministros participam para tomar as decisões. Só quem não participa é o presidente. E eu sou favorável a que o BNDES empreste dinheiro para o desenvolvimento dos países africanos e latino americanos. Sou favorável.
P. O senhor se sente injustiçado por esses empresários? Eles cresceram muito, se tornaram multinacionais e depois fazem delações premiadas contra o PT e o senhor...
R. Contra mim eu não fico com raiva pelo seguinte. Eu tenho desafiado os empresários a dizer quem me deu cinco centavos. O Leo [Pinheiro] que estava preso aqui que fez a denúncia contra mim, ele passou três anos dizendo uma coisa, depois mudou o discurso. Meu advogado perguntou o porquê disso e ele disse ‘meu advogado me orientou’. E o que ele falou: ‘Lula sabia’. E agora o que está provado? Que a OAS gastou seis milhões de reais pra pagar funcionários da OAS [conforme reclamação em ação trabalhista de um ex-funcionário do grupo], pra uniformizar as delações. Como é que eu posso levar a sério isso? Não posso. Haverá tempo suficiente para que a gente faça uma investigação, ir aos EUA saber qual a intromissão do Departamento de Justiça dos EUA nessa investigação. Qual o interesse dos americanos na Petrobras? Vocês sabem qual é. A coisa que mais acontece no Brasil é denúncia. Sou favorável a que todas sejam apuradas. Todo mundo sabe que quando eu era presidente era contra policial federal investigar e denunciar antes de ter a prova. A coisa mais fácil do mundo é a imprensa investigar. Quando o processo sair, se ficar provado que você não cometeu nada, você já está condenado. Estou achando estranho essa tal dessa milícia do Bolsonaro. Cadê aquele cidadão dos sete milhões? Aquele cara que é esperto para fazer dinheiro? Como é o nome dele? [Fabricio] Queiroz. Cadê a imprensa que não vai atrás dele? [Continua]
Colaboraram: Beatriz Jucá, Gil Alessi, Heloísa Mendonça e Joana Oliveira

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