Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Ângela Maria


Roberto Carlos em Jerusalém


Militares de Israel deixam o Brasil


Bolsonaro e Mourao visitarão a China ?


Somos dos caminantes


Bella ciao!


" leva o morto pro quartel e deixa o Lula se despedir dele"





Surreal! Inescrupuloso! Ilegal! Ato de regime de exceção!  Uma sucessão de desrespeito à Constituição de 88. Digamos que é barbárie ou será ditadura? 

Nos meus quase 70 anos, sem nunca ter defendido PT mas sendo socialista, católica, cumpridora das leis e sobretudo respeitosa aos direitos humanos, assisti essa história sobre a não ida do ex presidente Lula ao sepultamento do seu irmão Vavá e ainda me assombrei. Não deveria. Mas não consegui sufocar a sensação absurda de constatar um tratamento diferenciado e até paranóico para um preso que deve assustar e muito os delegados da Policia Federal, os Governantes da situação, os juízes,  parlamentares,  ministros de Tribunais superiores, militares radicais, talvez uma parcela do público que teme a tal volta do PT e até os que não saberiam dimensionar se o ex líder sindical estaria no poder caso não estivesse preso.
Vi uma novela delirante. 

Aliás, é o que mais tenho assistido. Está difícil engolir tanta manobra e o clima de fechadura. 

Nada mais a declarar tendo em vista que o atual governo é mestre em suscitar ódio extremo na alma brasileira. 

Sei que não atinge a todos. Ainda temos corações bondosos  no meio da nossa gente. 
Gosto de lembrar os versos. " brava  gente brasileira, longe vá temor servil, ou ficar a Pátria livre, ou morrer pelo Brasil". 

Alguém cante este hino no ouvido do Toffoli por favor! Quando o morto for o pai dele ou um familiar próximo, quem sabe iremos velar numa unidade militar? Com honras militares, claro!
Cida Torneros

Amapola


quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Tudo é divino maravilhoso


And I Love you so


Amos Oz: contra o fanatismo


O amor não tem idade


Enéias falava sobre a privatização da Vale


Pai afasta de mim esse cálice


Tudo diferente. Brasil busca seus caminhos!


Todos os caminhos, neste país continental , apontam todas as saídas.  

Nenhum é tão fácil quanto possa parecer. 

Dentro do grande Brasil, sobrevivem vários.  Temos o Brasil dos ricos e o Brasil dos pobres.  Aqui coexistem o Brasil dos caciques e o Brasil dos índios.  Há também o incrível Brasil fora da lei e o resistente Brasil da legalidade mantida a duras penas.

Sempre há que se perguntar em que caminho desses Brasis se está pisando?  

Na lama de Brumadinho ou no asfalto da Paulista? Nas  matas da Amazônia ou nos campos do agro negócio?  

Talvez nossos pés busquem trilhas seguras de soluções republicanas e estas se encontram interditadas por desastres antidemocráticos, constantes retrocessos conservadores  apoiados por elites da Casa Grande.  

Aos da Senzala, cabe resistir e protestar.

Temos todos os caminhos pela frente. Escolheremos alguns. Que sejamos sábios.  Que tenhamos  sorte nessas escolhas.

Os donos do Brasil, somos nós todos. Sim. Todos. E nós todos, juntos, seguiremos os caminhos que salvem esta nação dos rumos incertos. 

Afinal, a Pátria Amada é berço de 200 milhões de criaturas espalhadas neste solo da mãe gentil. 
Pátria Amada Brasil!
Cida Torneros 

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Resgate de cachorro em Brumadinho


Pilota heroína de Brumadinho


Only you


Never, never, never


Poesia. Facundo Cabral


Cena final de Tropa de Elite 2


Bastidores do filme Tropa de Elite 1


José Padilha entra para o clube das viúvas de Sérgio Moro


José Padilha. Conversa com Bial


Por que o diretor dos filmes Tropa de Elite deixou o Brasil.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

MAR DE LAMA, EXPRESSÃO POLÍTICA OU REALIDADE NACIONAL!




No último fim de semana, ouvi centenas de vezes a expressão "mar de lama" nas reportagens sobre a tragédia do rompimento da Barragem de rejeitos minerais que aconteceu em Bromadinho, Minas Gerais.  Estive envolvida com uma pneumonia que acomete minha mãe muito idosa, e , nos intervalos da sua medicação,  acompanhei o noticiário triste do que parece ter características de crime ambiental cometido pela companhia Vale, com a conivência de autoridades de fiscalização frouxa e de um processo que estancou ou arquivou projetos no legislativo que se propunham a moralizar o setor mineral desde o drama de Mariana, ocorrido em 2015.

O lobby das mineradoras sufocou providências.  Agora, o tal "mar de lama" sufoca criaturas e alcança o mundo indignado. Crime humanitário e descaso ambiental. Imagens terríveis de busca de corpos soterrados pela ganância de poderosos em detrimento do respeito à vida animal , vegetal e da própria natureza que verá mais uma vez a morte de cidadãos indefesos e desprotegidos, além da agonia de rios, peixes e plantações.

Puxei pela memória . Eu teria 5 ou 6 anos e ouvi pela rádio muitas vezes, os opositores do Presidente Getúlio Vargas usarem a expressão " mar de lama" para qualificar a crise do governo. Entendi tudo anos depois. Mas recordo minha mãe acompanhando e sofrendo a agonia do chefe da nação acusado e acuado que acabou se suicidando

Jamais imaginei o tal mar lamacento afundando seres. Naquela época eu pouco questionava. Mas nestes dias, ao ler a revista Veja, li e reli a matéria de capa sob o titulo" a lambança do 01", o que me remeteu ao mesmo quadro de confusa situação em que se encontra o atual novo governo, recém eleito para defender um projeto anti corrupção  mas que esbarra em denúncias de envolvimento com milicianos, cuja ação torna enlameada a tese da política sem conchavos políticos partidários. Se ele os há,  de muito tempo, migraram ao que tudo indica para o mundo lamacento do crime organizado e dos grupos de extermínio .

Mares de lama teimam em nos envolver em pleno tempo de perda de esperança para mudanças de rumo neste país.

Lamas e lambanças são coisas bem parecidas. Pegajosas. Envolventes, traiçoeiras e até assassinas.

Suicídios de presidentes saíram de moda.  Disfarces para políticos lamboes se produzem aos montes.  Vergonhas para empresas ricas e irresponsáveis tentam se resolver com indenizações ou providências sociais.

Tudo leva a crer que a tal lama é mesmo movediça.  Na realidade, é movida a rejeitos de minérios e rejeitos de caráter.

Os adversários de Vargas usaram bem a metáfora e o tiraram do poder. Era1954.

Os interesses econômicos das mineradoras também massacram os desprotegidos dos desastres ambientais.  Os justiceiros dentro da lei ou fora dela farão de tudo para limpar a lambança do filho do Presidente Bolsonaro. É  2019.

Tudo seguirá seu curso. A lama corre em direção ao Rio do esquecimento histórico.
É só deixar passar um tempo.

Com 69 anos, ao ouvir a expressão " mar de lama", já não estranho. Aprendi que o ser humano pode até parecer limpinho, mas traz, infelizmente,  muitas vezes, alguma lambança no seu passado. Os que não trazem, sobrevivem com dignidade enquanto não são tragados pela lama enfurecida que avança como onda de mentiras, sobre nossas cabeças.
Cida Torneros

Resgate dramático em Bromadinho


Me ensina a escrever


Tenente Aihara: o porta voz do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais





http://bahiaempauta.com.br/2019/01/29/tenente-bombeiro-pedro-aihara-um-rosto-sereno-na-tragedia-de-brumadinho/

Yves Montand canta Bella Ciao


Tropa de Elite. Filme e realidade



O INIMIGO AGORA É OUTRO!







Good morning


domingo, 27 de janeiro de 2019

Michel Legrand.


Yentl


Au revoir Michel Legrand


Viva Itália!




Segue o baile. Apesar de tantas notícias tristes, temos o Amor e o Tango para nosso consolo !


Revista Veja analisa situação do Senador Eleito Flávio Bolsonaro


Emiti um comentário pessoal sobre o caso dos milicianos no Rio de Janeiro. Gostaria de estar enganada mas os fatos demonstram que há muitas culpas.
Cida Torneros 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Sigo lendo este livro que tem me encantado. Ganhei no Natal!



Rompimento da Barragem de Brumadinho

Tragédia em Minas  Gerais.  

O rompimento da Barragem da Vale em Brumadinho, se constitui numa tragédia humana de grandes proporções.  

Significa que há falhas sistêmicas no monitoramento das barragens e que não se aprendeu nada com o drama vivido em Mariana há 3 anos.

Naquele vazamento, o número de mortos foi 19. Mas os desabrigados e os danos ambientais seguem aguardando soluções.  

Ninguém foi preso. Nenhuma multa foi paga. A empresa tem 50 por cento de capital brasileiro e 50 por cento de investimentos australianos e ingleses.

Na tragédia de hoje, o número de vítimas fatais será bem maior, infelizmente.

Funcionários da própria barragem estavam almoçando  e o restaurante foi tragado pela lama que vazou. A empresa estima que 159 pessoas estavam ali no momento. 

Além disso, comunidades  próximas foram atingidas e inundadas pelos rejeitos. Há muitos feridos sendo resgatados por equipes de socorro inclusive por helicópteros.  

Brumadinho tem muitas pousadas para onde vão turistas que visitam Inhotim, o grande Museu ao ar livre nos arredores de Belo Horizonte .

Tragédia que indica não ter havido plano de contingência para escape ou alerta de funcionários ou moradores próximos.  Talvez sequer estivessem monitorando com censores o risco de rompimento. Descaso e irresponsabilidade. 

Quando cursei em 2005 o MBA em gestão ambiental, tive contato com professores que alertavam para a quantidade de barragens no Estado de Minas Gerais e diziam que muitas nem dispõem de licença ambiental. 

Em todo o Brasil, há um grande número de barragens sendo que boa parte contém rejeitos de exploração de minério.

Esperemos que o meio ambiente seja levado a sério pelos governantes, legisladores, autoridades fiscais, empresários conscientes e que se tomem providências para punição dos culpados através de processos que apurem reais responsabilidades,  pela Justiça brasileira.
Cida Torneros 

Nana Mouskouri


Nana Mouskouri fez 80 anos


O can't stop loving you


SARA MONTIEL - TODA UNA VIDA

Diomar Naves - O Tempo que Temos na Mão (Léo Aversa)









Mi último tango


Viva São Paulo!


Es mi hombre


quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Sergio Endrigo -Canzone Per Te (Tradução)

Barbra Streisand Memories The Way We Were

Eu que amo somente você


Marlene Dietrich


Liza Minnelli avec Charles Aznavour


Gal Costa - Folhetim by Chico Buarque

NUESTRO HOGAR _ NANA MOUSKOURI

Otis Redding - I´ve Got Dreams To Remember

La Paloma - Nana Mouskouri e Mireille Mathieu

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Sem mandamentos


No tempo das cartas, recebi cartão de Natal de Lena Teixeira


Lena Teixeira é minha correspondente. Vive em Portugal. Nunca nos vimos,  mas há alguns anos me envia um cartão de Natal pelo correio. Este ano, como estou direto na casa da minha mãe,  só na semana passada peguei a correspondência na minha casa. Lá estava o gentil cartão me esperando. Ela sempre se despede com a expressão "jocas gordas". Beijocas gordas que a jovem lusitana me manda carinhosamente. Só posso dizer que Lena tem um lugar no meu coração.  Ela me traz de volta um tempo dos anos 60 em que tive muitos correspondentes. Não havia internet. Pois a jovem portuguesa a quem enviei meu livro por correio, me devolve a experiência de pegar o envelope, abri-lo, ler sua mensagem e sentir sua presença desde o outro lado do Atlântico em dias de um Janeiro calorento em 2019.
Devolvo as jocas gordas e sigo esperando sua visita ao Brasil.
Cida Torneros



As grafiteiras




Um documentário na TV Brasil, em madrugada insone, me proporcionou um novo horizonte: olhar para o grafite feminino.

Claro que os painéis sempre me chamaram atenção com reflexos intensos e emocionais pelas cidades onde tenho passado no Brasil e fora dele. Mas a autoria desses trabalhos era quase sempre masculina.

De repente, vejo a seriedade da adesão feminina a esta arte de rua com garra e coragem.

Os depoimentos são bem marcantes. Elas revelam o quanto tem que enfrentar os assédios e buzinaços enquanto trabalham, de costas, concentradas na produção em paredes diversas. Grupos se organizaram.

Um deles, as Minas de Minas, revela -se dedicado assim como as cariocas e as paulistas.

A mulherada veio pra rua grafitar. Tem estilo próprio.  Pintam ícones nas cidades carentes de imagens humanizadas. Sua arte contém flores e corpos sem bundões  ou peitoes , disse uma delas, mas nada contra ao referencial erótico da criação masculina.

Há espaço pra todo mundo. O grafite é uma arte popular. Bem vinda nas metrópoles infestadas de correria, cimento e cinza.

As grafiteiras chegaram pra ficar. Somam sua veia artística ao já consagrado mundo da expressão humana do cidadão que precisa mostrar que as cidades são lugares de expor sentimentos, sobretudo.

Gostei delas. Vou observar mais suas obras.
Meninas corajosas que trazem talento para os paredões e muros, sejam bem vindas!

Cida Torneros 

domingo, 20 de janeiro de 2019

Picasso me emociona !





Pablo Picasso comigo neste domingo. De repente, ele me veio à memória. Busquei imagens e textos. Lembrei emoções que senti quando visitei, em 2009, sua Guernica no Museu Rainha Sofia, em Madri, para ir, dias depois, ao Museu Pablo Picasso, em Barcelona.
Nos anos 80, como editora de um jornal para a colônia espanhola no Brasil, tive que publicar diversas matérias sobre ele, sua vida e sua obra.
Quando vejo esse vídeo "como entenderPicasso" , me indago por que? 
Um artista como ele não precisa ser entendido. Basta senti-lo. Por isso, chorei em frente à Guernica. Chorei a dor das vítimas do fascismo da guerra civil espanhola que Picasso traduziu no imenso painel.
Em Barcelona, minha visita solitária durou umas 3 horas. Vi obras do início da sua carreira. Ele viveu ali na adolescência.  São pinturas de estilo clássico,  perfeitas.
Sua extensa vida de 91 anos nos proporcionou um leque de obras entre pinturas, esculturas e gravuras. Uma vez, em São Paulo fui ver uma exposição de gravuras e desenhos ou esboços . Fantásticos. Sobre touros com traços perfeitos. Fiquei encantada.
Quando vejo fotos ou filmes do homem Picasso, me passa a idéia de alguém com vivências intensas. Relacionamentos afetivos, mulheres e amantes, dificuldades em lidar com filhos e netos, mazelas próprias do ser humano comum.
Sobretudo, Picasso é o criador, o grande artista. Esse é o seu legado. Foi ativista e se exilou na França . Tinha consciência política distinguindo opressão e reagindo a ela. Mas seu forte é a sua arte.
Esta nos comove. Nos intriga na sua fase cubista, por exemplo. 
Pablo Picasso é a representação metafórica do século XX. 
Reconhecido no mundo inteiro, o malaguenho de tantas facetas, a despeito da sua história,  é patrimônio de uma humanidade sensível à expressão através de imagens ou de esculturas. Ele me Emociona!
Cida Torneros 


quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Quizas, quizas, quizas


Miss Brasil e Miss Universo 1963


Evita interpretada por Nacha Guevara


A atriz argentina Nacha Guevara com 76 anos


Moacyr Franco, preferido de mamãe


Os 92 anos da nossa Norminha!




Mamãe chega, neste 16 de Janeiro de 2019, a 92 anos. Tem sido guerreira. Mesmo acamada e esquecida, não reclama de nada. Pergunta sempre se vai comer. Pede música.  Gosta que lhe faça cafuné na cabeça.  Ri quando lhe falamos besteiras no ouvido. Por exemplo: - Você está muito bagunceira!
Aquela mulher ativa e cheia de disposição deu lugar a uma figura contemplativa, quieta, Boa ouvinte que ainda aprecia canções antigas. 
Tem histórias que se embaralham quando decide falar. A gente entra no seu universo. Faz de conta que seu mundo é o Real. Agora ela é como uma criança.  Tem filhos, nora, netos e um bisneto. Mas seus dias estão num limbo particular. Quando pergunta: - Cidinha, seu pai já jantou? Claro que respondo que sim. Embora papai tenha partido há muitos anos, no coração dela ele está vivo, e, constantemente, ela acha que ele foi pra casa do meu irmão e reclama que depois de Velho, seu companheiro de 60 anos de vida em comum, resolveu dar trabalho aos outros.
Para nós,  é um prêmio poder cuidar dela, e tem sido uma benção perceber que não sente nenhuma dor. Gosto de questionar: Mamãe,  como está a Barra Hoje? Sua resposta é sempre a mesma: Boa!
Cida Torneros

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Manuela


Cauby


Aznavour


A Martha Rocha Carioca na mira dos milicianos?

Voto nela há duas eleições.  Gosto da sua atuação como delegada pioneira e como Deputada estadual correta. Admiro sua luta num mundo antes tão masculino e sua coragem de enfrentar preconceitos e abrir trincheiras em defesa das mulheres. Gosto de saber que minha auxiliar de faxina costuma encontrá- la no supermercado do bairro fazendo suas próprias compras ou nas missas de domingo na igreja de São Francisco. Ela é uma mulher que nasceu no subúrbio da Penha, filha de imigrantes portugueses, estudiosa, vencedora de concursos públicos , ingressou na polícia,  galgou postos importantes na corporação,  criou as primeiras delegacias da mulher em nosso Estado. Deve ter incomodado muita gente preconceituosa. Deve causar insegurança naqueles que preferem Marthas Rochas bonitas, dos anos 50, misses Brasil, símbolos do comércio da beleza feminina de corpos e sorrisos que encantaram o mundo como a famosa homônima baiana que o Brasil tanto admirou.
Mas à Martha carioca é outra história e corre riscos de atentados pois incomoda os grupos identificados como milícias organizada que dominam facetas de comandos em áreas das comunidades à sua mercê de arrocho e monitoração.
No último domingo,  a Martha acompanhada da mãe de 88 anos que ela fora buscar para irem à missa, escapou da tentativa de assalto.

Martha devota de Nossa Senhora passou por momentos difíceis mas demonstrou calma e sensatez ao descrever o ocorrido.

Levanto a hipótese de tentativa de roubo mas as evidências mostram perseguição e disparos de execução.  O motorista se feriu no tornozelo.  Martha e a mãe escaparam.

Quem quer eliminá-la? Alguns ou muitos.





Como sua eleitora e acompanhante da sua vida legislativa,  sigo rezando por ela. Estamos na era infeliz dos femicidios.

Martha representa a luta de mulheres corajosas. É forte, embora de voz mansa e gestos muito femininos, não se enganem com sua determinação de contribuir nesse momento tão conturbado para o Rio de Janeiro.
Vamos,  Martha, tenha força . Estamos com você ! Nossa Senhora também!  Nós,  mulheres, precisamos da sua luta. Continue a nos representar .

Cida Torneros


A place in my heart


quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Crônica de Paloma Amado ( filha de Jorge Amado e Zélia Gattai)














Morre padre Quevedo

Tive a oportunidade de entrevistar o padre Oscar Quevedo numa reportagem que fiz, nos anos 80, para um jornal que editava para a colônia espanhola no Brasil. 

O encontro foi no Instituto Latino Americano de Parapsicologia que ele dirigia no bairro Jabaquara na capital paulista.

Era um estudioso de casos considerados de manifestação espiritual. Presenteou - me com um dos seus livros. Esteve na mídia do programa Fantástico diversas vezes. Tinha teorias sobre as leituras do inconsciente e c9mbatia a doutrina espírita. Era um jesuíta espanhol radicado no Brasil.

Na sua sala, lembro, havia um enorme quadro da Virgem de Guadalupe,  venerada no México e considerada padroeira da América Latina.

Faleceu em Minas Gerais,  aos 88 anos.
Cida Torneros  

Tengo miedo!






terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Sonia Guanabara fala sobre povos indígenas


James Green


Lady Gaga - Shallow [Clipe Oficial] [Tradução/Legendado] [PT-BR]

Is That Alright? - Lady Gaga (TRADUÇÃO, Português) - Nasce Uma Estrela

Reis do Agronegócio - Chico César na Mob Nacional Indígena de 2015

Demarcação Já!

Media luz


segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Por una cabeza


Saudades de " mi Buenos Aires querido"


Cuando yo te vuelvo a ver?
Ando programando um pulo a Buenos Aires onde já fui 3 vezes, mas não a visito há 10 anos. Aquela cidade tem seus encantos e uma nostalgia fascinante.  
Cafés,  casas de tango, a Recoleta, as confeitarias,  " Dulces y medias lunas", o Tortony, a casa Rosada, os museus. 

Um passeio em Santelmo ou no delta do rio Tigre, San Izidro,  os restaurantes do Puerto Madero .
As calles Florida e De Maggio, a Praça de maio e a resistência das avós. 
Elegantes portenhos entre milhares de turistas. Noites vibrantes ao som dos bandoneons. 
Ali se revive décadas de luxo e glamour, numa Argentina que apesar dos problemas sociais e económicos , jamais perdeu a pose.

Um povo que protesta. Uma gente que reclama. Uma população ligada em artes e política.  

A capital traduz seu espírito de resistência. Vítimas de líderes manipuladores ou populistas, marcados por uma cruel ditadura militar, centro de reflexão ou de torcidas de futebol, a cidade reúne o clima propício para dar voltas por cima de tantos problemas.

Sim, preciso "volver". Mi Buenos Aires,  me aguarde! Neste 2019.

Cida Torneros 



No dia de Reis: Zygmunt Bauman (90 anos), Domenico de Masi (80), Leonardo Padura ( 60 ) e "os perdidos na noite" do Faustão

Há algum tempo, fui me retirando da vida cotidiana de jornalista profissional, que iniciei , em 1969, aos 19 anos, na redação do Diário de Notícias, no Rio de Janeiro, ainda como estagiária, estudante de Comunicação da Universidade Federal Fluminense. Este ano, entro nos 70, vivo uma vidinha cuidando de mãe acamada, de quase 92.

A aposentadoria, de 8 anos para cá, me proporciona chance de leituras e releituras, observação de pensamentos diversos, reflexões variadas a respeito de politica e história, além de alguns pequenos textos (modestos) que produzo num acanhado blog pessoal.

Sem pretensões maiores, exerço apenas minha cidadania antenada e conservo o velho hábito e estudar, concluir, cultivar dúvidas, ainda me espantar com situações de preconceitos e retrocessos, guerras bélicas e comerciais, dilemas recorrentes da sociedade humana, ainda prisioneira de correntes religiosas e ideológicas, que assumem graus ditatoriais em vários cantos do planeta em ebulição.

No domingo de Reis, abrigada no ar refrigerado, fugindo do calor de 40 graus, prossegui a leitura do livro " o homem que amava os cachorros", do cubano Leonardo Padura. Romance que rememora o assassinato de Leon Trotsky, líder da Revolução Russa de 1917, adentrando por criteriosa pesquisa histórica sobre os movimentos das duas grandes guerras e os conceitos de nazismo, fascismo, comunismo, socialismo, focalizando o exílio em Cuba do assassino de Trotsky. Ainda não cheguei nessas páginas. Estou lendo devagar.

Entretanto, tive a chance de assistir as programas televisivos interessantes. Primeiro, na Globo News, a entrevista feita por Roberto Davilla com o sociólogo italiano Domenico de Masi, de 80 anos, cujas idéias indicam as contradições  inerentes ao mundo atual e suas mudanças tecnológicas , politicas e ideologias, os movimentos migratórios, as questões que afetam todos os povos.

Também, na TV Cultura, o professor Leandro Karnal, fez uma análise do pensador Zygmunt Bauman, falecido em 2017, aos 90 anos, judeu que escreveu sua história e desenvolveu estudos deixando um legado fabuloso.

O que não vi, mas me inteirei mais tarde, foi o desabafo do apresentador Faustão, da rede Globo, cuja repercussão acompanhei depois, através das mídias sociais. Dizem que foi um recado ao presidente Bolsonaro, que, evidentemente, virou vidraça, depois da posse, e precisa assumir a posição de estadista, não devendo. em tese, incorrer em arroubos ofensivos ou destemperados, no seu twitter habitual no que tange a bate bocas com adversários partidários, por exemplo.

Os Reis Magos da lenda cristã, em versão acadêmica pós moderna, povoaram meu domingo. Um escritor cubano, de sucesso, um sociólogo italiano contemporâneo e um pensador judeu recém-falecido, representaram os novos adoradores de um Jesus ( invocado e desacreditado constantemente) que parece tem avalizado, por vias pentecostais, a chegada ao poder de grupo extremista de direita no Brasil em crise.

Postei no blog os programas das TVs Cultura e Globo News. Porém, quanto ao livro de Padura, recomendo a leitura, e, sobre os comentários do Faustão, circulam vídeos  na internet, todos podem acessar.

As idades dos três intelectuais referidos, vão dos 60 aos 90, indicando experiência e seriedade nos seus trabalhos analisados. Quanto ao apresentador de grande audiência da televisão, cuja idade desconheço,  imagino que ingredientes de interesse da empresa em que trabalha, estejam por trás do tal desabafo, mas não descarto o componente personalista do jornalista mais bem pago, na sua modalidade.

Não vou detalhar as falas de Domenico e Zygmunt, indico que assistam aos vídeos, tirando suas conclusões. Sobre o livro de Padura, preciso lê-lo inteiramente para depois fazer uma resenha criteriosa.

O que me leva a publicar este post é justamente ter sido presenteada, no dia dos Reis, pela magia do pensamento reflexivo, com o ouro da pesquisa, o incenso do questionamento e a mirra da trajetória humana, em contraponto à superficialidade de baixo nível que se alastra na mídia tradicional e nos poderes constituídos.

Para completar, encerrei a noite, buscando ouvir Tim Maia, cuja interpretação do Dia dos Santos Reis, me remeteu à bolha conveniente e necessária para neutralizar as dores da violência  e os  horrores dos feminicídios, Sigo exercendo, por 50 anos, o estágio em jornalismo, estou apurando, estudando, concluindo, me informando, aprendendo um pouco a cada dia.

Cida Torneros

Leandro Karnal • Zygmunt Bauman: Mundo Líquido

Roberto D'Avila - Domenico de Masi e as acepções da sociedade atual

sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

Comecei a ler " o homem que amava os cachorros"


Livro escrito pelo autor cubano Leonardo Padura, que me foi presenteado pela amiga Sandra  Mara, no Natal, tevela-se já nas primeiras páginas um desafio romanceado da história contemporânea. 

Ele escreve sobre a trajetória do assassino de Trotski,  cujo destino teve um fim encomendado, tendo sido abatido no México. 
O livro é resultado de extensa pesquisa e narra episodios baseados em fatos reais que vão desde a Revolução Russa de 1917 até a dissolução da União Soviética e o exílio em Cuba do assassino de Trotski.

Ainda estou iniciando a leitura . Sei que Padura é autor muito premiado inclusive na Espanha com o Príncipe de Astúrias para obras da língua espanhola. 

Na apresentação da reedição brasileira de 2016, explicações detalhadas são discorridas pelo professor Gilberto Marangoni, da USP. 
Fala do comunismo, do socialismo, do nazismo, do fascismo, das guerras mundiais,  da guerra civil espanhola, do capitalismo, da vida em Cuba, torna um romance histórico com personagens reais da história da humanidade. 
Estou atenta. Leio cuidadosamente. Padura nasceu em 1955. É,  na verdade, um romancista autor de outras obras mas esta foi publicada em dezenas de países e o projetaram no mundo literário internacional.

Entre as críticas,  destaco uma do The Times, " Leonardo Padura  confirma seu status como o melhor escritor de ficção policial em língua espanhola".
 Vou seguir na leitura que me parece fascinante. "O homem que amava os cachorros  conduz o leitor pelos impasses da grande utopia revolucionária do século XXI e por seus desdobramentos em nosso tempo. Um romance épico  e universal,  magistralmente escrito" assinala o texto da contracapa.

Cida Torneros

Quedate