Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Woman in love


Inventei palavras


 
CIDA TORNEROS


Inventei palavras
 
Inventei palavras
tão frágeis,
que, embora,
pensei, fossem ágeis,
se perderam no tempo,
se diluíram,
nas saudades infindas,
de tardes tão lindas,
de noites bem-vindas,
quando a vida nos juntava,
em abraços sinceros, eu acreditava,
em beijos marcantes, eu achava,
em prazeres eternos, eu sei agora,
porque já que é pra sempre, se adora
a lembrança, a memória,
se escreve a história,
de nós dois,
de um casal
de namorados amantes,
um canal
das palavras,
dos sonhos e dos desejos:

não viverei jamais sem receber seus beijos,
só viverei porque os apanho cada dia,
no vento que sopra daí pra cá, pela via
do pensamento, da nossa eterna sintonia...

Inventei palavras...
como se inventa a vida...
acho...
e me escondi entre elas...
me achei deveras...
em priscas eras...
nos sons e significados...
descobri estados...
ora líquidos...
ora gelados..
sólidos...
gasosos...
ares...
cantares...
ciganos sentidos...
inventei gemidos...
criei sustenidos...
compus sinfonias...
encontrei noites vadias...
como a de agora, da cheia lua...
renasci com luz que incendeia..
iluminei minha alma na tua...
inventei o amor até... cadeia...
e me prendi para sempre nessa teia... 

Cida Torneros
Publicação: www.paralerepensar.com.br15/09/2006

Feliz e reppousante


 
CIDA TORNEROS


Feliz e repousante
 
Feliz e repousante estado d'alma
minha paixão pelas palavras
produzindo imagens...
sucessão de encontros da vida..
a expressão do rosto
tudo a ver com o estado D'alma...
olhar para a câmera, vendo através...
agradecendo a realização da profecia...
largadona, sem pintura no rosto
cabelo desajeitado,
com um sorriso de tranqüilidade
ternura da menina cobrindo de mimos...
no meu coração maduro
um sentimento de gratidão leva até você
a alegria de dar-lhe muito carinho
enquanto isso me for permitido.
 
Cida Torneros
Publicação: www.paralerepensar.com.br15/09/2006

Beijos de batom


 
CIDA TORNEROS


Beijos de baton

Vermelhos lábios de macho marcam teu corpo de mulher
beiços borrados de cor e sabor, em forma de talher...

São eles a fantasia dos desejos, a tatuagem dos mistérios,
porque nivelam o mundo dos sexos de dois hemisférios,
equilibrando os opostos que se atraem e se traem nas funções,
sôfregos atos de busca dos prazeres, da entregas, dos senões...

E tu, fêmea delirante, percebes a surpresa nele, a perplexidade,
a revelação de um segredo inconsciente, na verdade...
Observas a felicidade, o poder do encontro, a eternidade
do casal que vive assim, da descoberta da própria animalidade...

Pena não seres dele a companheira e cúmplice, a parceira,
lastimas o fato de estarem assim como pássaros viajantes,
e, juntos, não terem construído o ninho no momento que passou,
no instante que não aconteceu no dia certo, nos anos idos...

Mas, peregrina das paixões, amante dos pães de cada dia,
nos desjejuns com tulipas, com cores, sabores, tantos amores...
Por que não agradecer somente agora, essa chance passageira
esses dias de sol, noites de lua cheia, esses minutos vividos,
enquanto a história se borra de baton e se anuvia...??????

Ri da cena, da brincadeira, do despojamento, da besteira...
Ri, pra seres mais verdadeira, da certeza de alcançar a alma
do homem que te faz das mulheres resolvidas, a mais inteira...

Da próxima vez que os beijos de baton acontecerem, tenha calma!
Observa a importância da atitude, a doação da amizade,
reflete em ti, muito mais, bem mais ainda a doce saudade...
A saudade dessa boca que te marca, sobe e desce,
e, num ufanismo feminista, vê nele o homem que jamais te esquece... 


Cida Torneros
Publicação: www.paralerepensar.com.br15/09/2006

El Amor

El Amor 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Lara Fabian


Andrea Bocelli, Laura Pausini - Dare To Live (HD) ft. Laura Pausini

The 3 Tenors O Sole Mio 1994

Non Ti Scordar Di Me - Andrea Bocelli & Plácido Domingo

Luciano Pavarotti e Liza Minnelli - New York, New York

Frank Sinatra & Liza Minelli - New York, New York

Barbra Streisand -"The Way We Were"- (Subtitulada en español)

Nat King Cole - Ansiedad.

"My sweet Lord" - George Harrison - Sub Castellano -

Pablo Milanes Yolanda

THE END- Earl Grant (Tradução)

PERHAPS LOVE (Tradução)

Dream A Little Dream Of Me (subtitulada español) - Doris Day

Las Tres Grandes - La Calaca (Primera Fila) [En Vivo] ft. Lila Downs

sábado, 11 de novembro de 2017

Phil Collins


Foto dos anos 70


Cida Torneros: Uma foto dos anos 70 e as mágicas lembranças da professorinha do subúrbio de Ramos(Rio) e sua turminha de alunos especiais


===========================================================
CRÔNICA
A PROFESSORINHA DO RIO
Maria Aparecida Torneros
Foto de 1971, eu e minha turminha de alunos excepcionais, na escola Nerval de Gouveia, em Ramos, Rio de Janeiro. Só consigo lembrar o nome da Dirce, a primeira, no alto da ponta direita. Mas todos me marcaram muito. Suas dificuldades de aprendizagem me mostraram que a vida é desafio sempre. Por causa deles até fui fazer um curso no instituto Helena Antipofh, mas, eu já fazia Jornalismo na UFF e segui mesmo a carreira de jornalista.
Esta turminha foi única na minha vida. Dá pra sentir na expressão da foto o quanto fomos felizes por poucos meses, e a Dirce, ah, ela fugia pra rua no meio da tarde e eu corria atrás, com a garotada torcendo que eu a pegasse e trouxesse de volta. Nós cantávamos, recortavamos papéis, fazíamos colagem, brincávamos no pátio, alguns dormiam muito, estavam medicados, tinha fila pra me dar beijinho quando iam embora pra casa.
Eu percebi que não tinha a vocação e o suporte emocional necessário para me dedicar a esse tipo de crianças e a educação delas, como precisaria. Aprendi muito no instituto Helena Antipoff, mas desisti. Admiro quem consegue lidar com estas criaturinhas realmente tão especiais, carinhosas, alegres e possa ajudá-las a se inserir na vida.
O Instituto Helena Antipoff é um estabelecimento público de ensino especializado em Educação Especial, pertencente à Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e é centro de referência em Educação Especial no Brasi , produz conhecimentos em educação especial e confecciona recursos multissensoriais que contribuem para a atualização permanente dos professores e desenvolvimento e aprendizagem dos alunos.
Atualmente, O IHA conta com profissionais e mantém oficinas para este fim: teatro, dança, música, informática, oficina vivencial de ajudas técnicas e pedagógicas, ginástica, artes plásticas e brinquedoteca. Há também o Centro de Transcrição à Braille, serviço para atendimento de alunos cegos e com baixa visão. Durante as atividades nas oficinas, os professores atuam com os alunos e a intenção é pesquisar novos recursos e metodologias para o desenvolvimento deles.
Na oficina vivencial de ajudas técnicas e pedagógicas, são estudados os materiais que trazem benefícios ao aluno portador de necessidades educativas especiais, em relação ao seu conforto e autonomia. As pesquisadoras observam como as crianças se saem nas atividades e que dificuldades apresentam – sobretudo de locomoção – procurando desenvolver materiais sob medida, que melhorem o desenvolvimento, a autonomia e o conforto dos alunos.
As pesquisadoras do IHA criam peças com papelão, por considerarem o material bastante maleável e um bom exemplo é a “cadeirinha de chão”, produzida com uma faixa para que as crianças dos pólos de bebês e das turmas de Educação Infantil sentem-se sozinhas no chão e se entrosem umas com as outras. Outro exemplo são os encaixes de mesa para as cadeiras de rodas de deficientes físicos ficarem bem posicionadas.
A foto me trouxe muitas recordações. Lembrei que fizemos, juntos, coelhinhos pintados para comemorar a Páscoa. Saudades de todos eles. Por onde andarão? 43 anos se passaram!
Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro

Aquarius


Perfídia


Caso arrumado


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mulheres mulheres

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mulheres, mulheres ( crônica que abre o livro A Mulher necessária)



Mulheres, mulheres, mulheres 





Um amigo me disse que gostaria de ter todas as mulheres do mundo. Tentei compreender. Um sonho masculino de possessividade ou um desejo consumista ou até um impulso incontrolável, pensei. Mas, sabendo que é um homem maduro, quarentão, concluí, talvez precipitadamente, que é uma atitude adolescente, de buscar , conquistar, obter, caçar, ou seria um atributo biológico do macho procriador a tentar garantir a prole, perpetuar a espécie, ainda que inconscientemente?

Mulheres, somos de tantas espécies, e acabamos metidas num mesmo caldeirão cultural, submetidas em histórias de machismo e opressão, mas não é verdade que isso nos aconteça a todas. Há as modernas, avançadas nos séculos, independentes financeiramente e com emoções racionalizadas. As que aprenderam a comportar-se como eles, e também querem ter todos os homens do mundo. Como os predadores, elas conquistam e abandonam, escolhem, usam e largam no meio do caminho os tais homens que ainda pensam que todas são iguais.


Mulheres, somos de tantas origens, e entrelaçadas em costumes ou medievais ou estritamente sensuais, ultrapassando as barreiras das religiões ou códigos de costumes. As que se libertaram dos próprios medos e perseguiram o sucesso profissional, que abriram mão da maternidade, que dispensaram o casamento.


Mulheres, somos de tantas loucuras e tantos amores, de tantos ideais e de tantos preconceitos, somos tão diferentes, e no entanto, nos parecemos tão iguais, aos olhos dos homens desavisados.


Um homem que deseja ter todas as mulheres do mundo, as têm no sonho, evidentemente, e nem sempre as consegue ter, nem uma parcela delas, de verdade. Porque se as conseguem atrair para a cama, nem sempre levam junto suas almas, e na maioria das vezes, conhecem seus corpos e sexualidade. Mulheres enganam demais os homens, fingem se submeter enquanto dominam, dissimulam desproteção ao passo que se garantem na sobrevivência e ainda, lhes somam as estatísticas, com um tempo de vida média mais extensa que a dos homens, que parecem cuidar-se menos fisicamente ou desgastarem-se mais rapidamente. 



Mulheres, somos de tanta viuvez, de tantos abandonos, de tantas solidões, mas somos um bando que atravessa o tempo, e carregamos tal mistério de bruxas, ou no coração, ou no entre-pernas, ou nos olhos, nas bocas e nos braços, que nem mensuramos o quanto somos diversas e tão parecidas, sejamos jovens ou senhoras, gordas ou magricelas, altas ou baixotinhas, há em nós uma aura de impressionante expressão. 



Meu amigo tem razão. É preciso desejar todas e tentar ter algumas, talvez conseguir uma em profundidade, para perder-se dentro dela, e conhecer uma de nós, verdadeiramente. 


Aparecida Torneros



--------------------------------------------------------------------------------