Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

segunda-feira, 31 de julho de 2017

Os poderes de Brasília


Os poderes de Brasília

Às vezes me pergunto que centro de poder é esse concentrado em Brasília.  Gostaria que a resposta fosse " o poder do povo". Mas não me atrevo a achar que o zé povinho mande em BSB para garantia de seus desejos e aspirações.

A Praça dos Três Poderes concentra ideologia social prevista na construção da cidade concebida por arquitetos comprometidos com a igualdade para a inauguração da capital em 1960.

Hoje a cidade reúne  poderes vários que permeiam mil interesses e negócios,  muito lobista a percorrer corredores defendendo seus clientes e até um veio religioso parlamentar que se organiza e impõe sua liderança em leis e projetos. O agro negócio faz doar sua força motriz do campo assim como a indústria nacional também prega o seu quinhão de defesa por suas aspirações.  Os trabalhadores virá e mexe para lá se dirigem através de marchas organizadas por seus sindicatos e centrais profissionais para protestar por direitos e até vantagens.

No emaranhado dessa plêiade de reivindicações vindas de tantos lados, um número enorme de servidores públicos federais sobrevive com os ditos salários avantajados se comparados ao do resto dos trabalhadores da nação. 

Em Brasília há um Congresso estruturado com Deputados e Senadores privilegiados que mantém stafs respeitáveis a trabalhar por interesses dos eleitores a princípio.

O Judiciário em BSB é força considerável.  Também concentra tribunais e órgãos de proa que garantem o cumprimento das legislações. 

Um cidadão é representado em Brasília por suas engrenagens poderosas? Talvez essa seja a  pergunta que não quer calar. O aparato de tamanha burocracia afasta o simples cidadão do isolamento dos poderosos e vice versa. Um presidente do Executivo está para o cidadão como se fosse um servidor a representar os interesses da sociedade ou um inalcançável poderoso distante em suas decisões ora  de cunho personalista , ora de nuances duvidosas.

Brasília do JK era um sonho de igualdade para um Brasil que adentrava na era industrial. Brasília dos nossos tempos atuais é uma dura realidade de conflitos de expectativas e interesses que vão muito além das necessidades da população como um todo.

Esta semana a capital concentra uma trama de novela. Um chefe de Executivo denunciado e um Congresso se articulando para livra-lo ou não do processo em curso.

Para nós resta assistir ao movimento dos poderosos de Brasília.  Suas cenas novelescas fatalmente respingam nas nossas vidas de brasileiros e brasileiras com um único poder: o voto. Só este poderia mudar o destino dos outros poderes que pululam em BSB.

Cida Torneros

terça-feira, 25 de julho de 2017

No Uruguay. Em 2010 fui assaltada!



Eu acabava de chegar. O Uruguay é cativante. No meu caso tive provas. Um cidadão de bem me salvou.

 Tinha sido assaltada por um jovem adolescente desarmado que me derrubou numa praça e saiu correndo com minha bolsa de estampa de oncinha. Tudo meu estava ali. Passaporte e dinheiro.

 Fiquei gritando por socorro e o jovem delinquente sumiu numa rua próxima.  

Um transeunte me indicou a delegacia de Polícia pra onde fui com minha amiga. Lá chegando, minutos depois, entrou um outro jovem carregando minha bolsa. Seu nome, Gustavo, motorista de uma empresa que passava com o carro e viu o assalto. Seguiu o meliante e conseguiu reaver meus pertences. Pediu que eu conferisse. Tudo em ordem. 

A explicação que me deu foi que eu era muito parecida com sua mãe.  Salvou minha viagem no início da tarde do meu primeiro dia de visita ao Uruguay.

Agradeci mas ele não aceitou recompensa. Povo hospitaleiro e solidário. 

 Segundo os policiais, na pracinha estavam reunidos bandos de drogaditos. Acredito que a nova politica para consumidores de drogas possa diminuir e concorra pra minimizar a criminalidade.

Felizmente tudo se resolveu e eu pude desfrutar outros dias muito felizes naquele país. 

Conheci a colônia de Sacramento e fui também a Punta  del Leste. Passeei por Montevideo seus monumentos e fiz a visita guiada no Teatro Solis.

Assisti ao show de tango uruguaio e conheci o curioso museu do Carnaval.
Desfrutei do encantamento da Casa Pueblo do artista Villaró.

Apreciei peculiaridades de um país organizado e de boa qualidade de vida. 
O incidente no início da minha estada não diminuiu o brilho da passagem por aquelas terras acolhedoras, em dias de um agosto gelado em 2010.

Virei fã do Uruguai. Vizinhos irmãos  do Brasil.
Cida Torneros

Monsieur e Madame Adelman


sábado, 22 de julho de 2017

Para Vigo me voy. Espanha




Quando fui a Vigo naquele maio de 2009, com três amigas, tinha como plano principal visitar a terra natal da minha avó Carmen Torneros da Silva em Orense. 

Pegamos um vôo em Madrid direto a Vigo, cidade portuária que na minha história marca o embarque de minha avó para o Brasil no início do século XX em 1910 com destino ao Rio de Janeiro, Brasil.

Ficamos por ali uns 4 dias. Saímos em direção a Orense num coche alugado e passamos por muito lugares incluindo uma peregrinação a Santiago de Compostela.

Vigo é cidade desenvolvida da Galicia. Tem peculiaridades históricas. Uma delas, um grande monumento náutico em homenagem a Júlio Verne, autor de 20 mil léguas submarinas que dizem era um navegante que fazia paradas no Porto de Vigo. 

Seus restaurantes são acolhedores e me lembro da delícia de sua Jamoneria. Especialidade presunto ou "jamon".
Também a estátua imensa equestre no centro de uma praça principal destaca os cavalos alados encantadores.
Em seus bares tomei a caña um tipo de chope galego.

A proximidade com Portugal faz da sua cultura muito assemelhada à lusitana.
Depois de dias agradáveis deixamos Vigo rumo ao Porto por terra em confortável ônibus. 

De Vigo trago boas memórias e aqueles ares marítimos de uma Galicia emigrante que exportou milhares de filhos para as Américas. 
Cida Torneros


sexta-feira, 21 de julho de 2017

Um tuaregue no meu quintal




Um tuaregue no meu quintal 



É que  um “tuaregue” passou a visitar o meu quintal, sem mais nem menos, vindo talvez desde o Saara, envolto em manto que lhe cobre a cabeça, mas lhe deixa livre o fundo de um olho atrevido, que me espreita e faz enternecer.  Ele é alto e forte, sorri com o canto dos lábios, tem voz anestesiante e fala através de linguagens de sinais, em tom baixo emite sons de um idioma que tento decifrar. Faz gestos comuns a adolescentes assustados. Usa até gírias que nem conheço direito, tento traduzir, como posso e consigo, pois necessito compreender os porquês das suas vindas a mim, no calor dos meus anos incrédulos, quando eu pensava que já tinha visto de tudo e não me restava aprender quase nada além.






Às vezes penso que ele é um espírito antigo querendo me comunicar algo de sobrenatural.  Claro, que, apesar de nunca ter pisado oficialmente nas areias ferventes dos desertos africanos, não me é custoso  imaginar como sejam as miragens, quando a mente ensandecida sonha com oásis verdejantes, ventos que refrescam corpos suados, águas que dessedentam gargantas sequiosas de líquido revigorante.



O duro deve ser quando se é surpreendido pela cruel realidade após a visão fantástica do sonho, e se descobre que aquelas imagens deliciosas não passaram de produção prodigiosa e defensiva de imaginação fértil em solo infértil, ou melhor, uma grande postura sobrevivente, em momento crucial e devastador, a loucura que é atravessar um deserto onde o infinito é tudo, o horizonte é tudo, o céu e o chão de areia são quase nada, e o mundo se resume a dias e noites de solidão, propícia à meditação e ao jejum.



Pois não é que no meu quintal apareceu um “tuaregue”?



Custei a crer, fui sentindo sua presença bem devagarinho. Primeiro, observei seu andar desengonçado a circundar o meu jardim, tive dele a impressão de que me queria como uma mulher para se levar na corcova de um camelo. Mas, lembrei que  no Marrocos, por exemplo, eles trocam as mulheres por camelos valiosos, e me vi metida numa história pra lá de Marraquesh, onde entraria numa roubada.



Eu me vi, então,  como uma roubada criatura, abduzida por um berbere de origem mulçumana, com sua questionável e milenar sede de possessividade. Era a sua chance de me conduzir a uma dessas tendas recheadas com almofadas, tão macias e sedosas, dando-me sucos afrodisíacos para beber ou me induzindo a comer tâmaras secas como se fossem uvas frescas. Habituei-me então a usar vestidos que aderissem às minhas curvas mas que não denunciassem detalhes dos meus contornos. Inspirei-me nas burkas, aliciei colares e brincos para me protegerem dos maus olhados, pintei de vermelho as unhas dos pés, ergui meu pescoço em direção ao azul e me concentrei na espera do que poderia acontecer.



O que posso esperar ou lhe oferecer? Pergunto se toma café, bebida comum na terra brasilis, um pouco diferente dos seus habituais chás de ervas e seu apurado gosto pela menta. Ele, a princípio, ao pegar a caneca que tem o símbolo de um time de futebol, teme que seja uma inscrição religiosa, pergunta-me do que se trata apontando o desenho vermelho e branco. Titubeia ao segurar o objeto, onde lhe  sirvo a bebida quente, escura e perfumada, que acabo de ordenar ao “gênio” da cafeteira elétrica que atendeu um dos meus três pedidos a que tenho direito nesta manhã ensolarada de uma sexta-feira. Um gole de café cheiroso é meu cartão de boas vindas ao visitante que veio de longe.



Esclareço que pode pegar sem susto na porcelana antiga, é herança do meu pai e o escudo é de um tradicional clube carioca, que mora no coração de todo torcedor não fanático. Refiro-me ao América, agremiação pela qual tenho carinho especial. Ele relaxa, acena para Alah em agradecimento, bebe de um só gole, devolve-me a xícara, porém, maliciosamente, encosta seus dedos nos meus, num gesto que dura um segundo premeditado, o que me passa uma corrente eletrificada causadora de um arrepio extra-corpóreo, sacudindo-me as entranhas e o espírito vagante, unindo extremos que funcionam como fios terra, ligando-me a algo tão novo quanto surpreendente, a partir de então.



Tento voltar ao meu estado emocional de equilíbrio consciente. Nada, ando flutuando ao sabor da materialização que este ser assumiu, sua aura e energia me confundem. Apelo para meus estudos de poder positivo da mente,“sapeco”  discurso de professora universitária, digo que ele está em terra de estranhos, falo de distâncias nossas, impossibilidades para mantermos qualquer tipo de relacionamento, lembro que somos como a Terra e o Sol, Cristãos e Mulçumanos, agradeço sua visita inesperada, ainda consigo ouvi-lo falar que sonhou comigo, mas entro, fecho a porta, escondo-me atrás da vidraça, cerro as cortinas.


Ando cansada de conversas de homens de lugares distantes. Já conheço as manhas dos americanos, italianos, franceses, portugueses, brasileiros de outras cidades, espanhóis, e agora, só me faltava essa, um habitante tão nômade, de costumes tão díspares a me conquistar com sua perseverança, como dizem por aí, a me comer pelas beiras.



Muitas horas e dias depois, ouso olhar de novo o meu quintal. Lá está o vulto dele. Altivo, de pé, manto enrolado na cabeça, sorriso contido, olhar direcionado à minha porta. – Ainda estás aí, “Tuaregue”? Não vais embora?



Afinal, não é todo dia que um “tuaregue” de linhagem principesca, com ares de mandingueiro, como o daquela música do Benjor que a Gal gravou nos anos 70 invade o meu Jardim. Pelo seu jeito, tudo indica que veio para ficar.
                                      Cida Torneros

                                       



Per amore


terça-feira, 18 de julho de 2017

Arrivederci Roma


Ciao Bela Itália!









Terra "piu" bela. Realmente belíssima.
Itália de história universal e Itália de romance épico.  A mesma Itália de regiões integradas que completaram 150 anos de União quando eu estive lá em 2011.

Itália de Veneza apaixonante. Onde na Praça San Marco pude sintonizar a epoca medieval de sua glória mercantilista.

Itália da pizza e do gelatto delicioso. Terra também do bom vinho e de oração com tantas cidades religiosas e tantas igrejas na lendária Roma.

Aquela Itália de Pompéia, Napole e Capri encantadora.

A mesma nação onde se vai ver Milão e sua moda de vanguarda e se visita lugares de peregrinação como Padova e Assis.

Na linda Roma me surpreendi vivendo um sonho. A grandiosidade do Coliseo. O Vaticano imponente. As " muchachos de lá Plaza España" que são mesmo tão bonitas.  A magia da Fontana de Trevi  e do Castelo Santangelo.  As estátuas da fundação da cidade. Rômulo e Remo alimentados pela loba.

Pieta  e Davi de Miguelangelo. A capela Sistina. A audiência do Papa nas quartas feiras.

O mistério da Torre de Pizza e o Museu a céu aberto que é Florença.

Berço de leis. Roma dos Imperadores nos aquece a alma com suas paisagens e ruínas. Locação de tantos filmes. Imagens de suas cidades como Siena na Toscana. Romeu e Julieta amantes eternos.

Cada lugar daquele país está no meu coração dessa Itália que deixa na gente inúmeras recordações e muita saudade.

Cida Torneros 

Cajuína


Mambo italiano. Brigitte Bardot


Com que roupa


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Doutor Jivago


Filme inesquecível. Eu tinha 17 anos e assisti mais de uma vez. A saga russa em história épica trouxe a realidade da revolução de 1917 para as telas em clima de atordoado romance.

O médico e poeta Yuri Jivago se envolveu com Lara Antipova, vivida pela atriz Julie Christie. 

Jivago era casado com a personagem vivida por Geraldine Chaplin, mas tendo em vista as agruras da guerra com seus percalços em crise social de intensas mudanças da sociedade, o levaram a viver uma grande paixão por Lara.

A história se desenvolve num clima de grandes emoções,  paisagens do rigoroso inverno russo, movimentos da revolta comunista e a implantação do novo regime soviético que daria origem à União das Repúblicas socialistas soviéticas-  URSS.

Sua trilha sonora é maravilhosa destacando-se  a música "tema de Lara", vencedora do prêmio Grammy de 1966.

Vale a pena rever Dr Jivago e se emocionar com a magnifica interpretação , entre outras, do saudoso ator egípcio Omar Sharif. Aliás o brilho do seu olhar destaca-se na fotografia de um cinema esmerado de grandes produções dos anos 60.

Cida Torneros

segunda-feira, 10 de julho de 2017

O Brasil do inverno de 2017



O Brasil do inverno de 2017
É um Brasil em tempo de espera e deflação.  Desacelerando. Compasso de expectativa para ver a pauta sobre a denúncia contra a Presidente no Congresso. Haja paciência.  Claro que é preciso cautela. Tempos confusos. Economia em estado de tentativa de recuperação.

Povo se cuidando com tanto desemprego. Sul e sudeste em dias friorentos a espionar possíveis saídas da crise que afeta todo o país. Todas as regiões reagem com olhos aguçados. 

Que país é esse? Todos se perguntam e os dias são assim. De muitas declarações e poucos efeitos.

A lava jato leva jeito de lei áurea pois ora prende e ora solta na base da tornozeleira eletrônica. 

Há quem acredite na morosidade do processo. É preciso tempo para ruminar tanta falcatrua. E mais tempo ainda para fazer justiça. 

Essa anda clamando por oxigênio.  Juízes,  advogados, juristas, estudiosos e afins se debruçam sobre textos e leis para avaliarem e/ou proferirem sentenças capazes de refletir os desejos de uma sociedade perplexa.

Brasil no inverno 2017 é país em estado de choque? Talvez. Mas há uma força que vem do povo trabalhador. A tal força motriz de uma gente de boa fé.  Gente que age corretamente e luta como pode e consegue.

É essa gente que merece ser ouvida. Nas  urnas.  Nas ruas. Nos campos e nas cidades. Que o Congresso possa estar atento ao grito honesto dessa gente. Que os tribunais também. 

Que o agasalho das sensatas decisões acoberte o frio das criaturas desesperançadas.

Haja calor humano na caminhada brasileira neste inverno rigoroso para aquecer corações nacionais que sonham com melhores dias.

Cida Torneros 

Katy Perry


quinta-feira, 6 de julho de 2017

Portugal sempre!







Portugal sempre!
Portugal é sempre um lugar de encantos. Andei por lá em roteiro turístico por duas vezes. Em 2009 e 2011. Trago envolventes lembranças.

Cidades extremamente aconchegantes de tanta história e culinária inesquecível. 

Braga, Porto, Guimarães,  Matheus, Lamego, Nazaré,  Óbidos, Coimbra, Fátima,  Lisboa e Marvão. 

Por esses lugares vi umas faces de um Portugal fascinante. Música e passeios. Comida e folclore. Religiosidade e tradição.  

Pedacinhos de história que fui absorvendo com reverência.  

As caves do Porto. Seu vinho e as tabernas na Ribeira onde comi o melhor bacalhau na brasa da minha vida. A livraria Lelo, com certeza a mais bonita do mundo.

A Catedral da Sé em Braga. Lugar de muita oração. Também o Santuário de Bom Jesus de Braga, com a subida no trem da montanha que funciona há mais de 130 anos.

Os castelos de Guimarães e Matheus. A Universidade de Coimbra. Sua imponente biblioteca. 

Lamego com seus quitutes. A cidade medieval de Óbidos.  Seu mistério. Nas suas vielas tomei ginginha em cálice de chocolate.

Nazaré e suas praias bravas. A capela e suas lendas. Uma visita aos mosteiros da Batalha e dos Jerônimos com seu aporte histórico vigoroso.

Fátima e a grande fé na Senhora mãe de Deus. Os pastorinhos com a saga religiosa de fervor Santo.

Lisboa exuberante. Literatura de Camões e Pessoa. O legado cantador do fado de Amália.  A tenacidade dos grandes Navegantes e a grande Torre de Belém.  Nos arredores os deliciosos pastéis. 

Marvão a caminho da Espanha. 

Quando voltei em 2011 estive somente em Lisboa que apresenta um mundo de opções para quem a visita. Andei de elétrico e de comboio. Atravessei a ponte sobre o Tejo. Fui à tasca do Chico ouvir o fado vadio.

Visitei o monumento que homenageia os grandes Navegantes.

Igreja de Santo Antônio. Também comi sardinhas na brasa no Martinho da Arcadia, restaurante que Fernando Pessoa frequentava.

Subi no elevador Santa Justa. Busquei tomar a ginginha de pé no balcão.

Caminhei pela Rua Augusta a olhar as lojas e ver os gajos em seus passeios matinais.

Portugal é acolhedor. Sem dúvida deixa saudades o seu gosto de Boa mesa e ótimas sobremesas. Além do cheiro de flores de Lisboa.

Voltar a Portugal é sonho repetido.

Cida Torneros 



50 anos da Jovenguarda em 2015


Vanderlea fala sobre a Jovenguarda


segunda-feira, 3 de julho de 2017

O galo português " grande m..."



Minha mãe tem 90 anos. Atualmente leva uma vida acamada mas ainda tem rasgos de lucidez e até bom humor. Sempre foi voluntáriosa de palavreado forte. A história do galo português que prevê as mudanças de tempo é digna de registro.



Em 2009, fui pela primeira vez a Portugal. Comentei com ela que se achasse o tal galinho traria um novo pra ela. O seu estava velhinho e tinha sido presente de uma amiga sua portuguesa há muitos anos atrás. 

Rodei por várias cidades da Terrinha e num domingo finalmente encontrei o enfeite numa lojinha de souvernies.

Comentei, feliz, com minhas amigas e fui telefonar num orelhão pra ela. Peguei-a de mais bofes e ao dizer que achara o galo a resposta foi: "grande m..."

Revidei que não sabia se "grande m..." era para comprar ou não o dito bichinho colorido...

Minhas amigas discordaram. Uma dizia que eu devia   comprar. Outra indicava que não devia.

Meu coração optou pela compra.  Voltei da viagem e ao desembarcar fui direto pra casa de mamãe. 

Quando abri a mala, ela perguntou pelo galo. Fiz suspense. Ela me contou que se desfizera do outro velho. 

Eu respondi se era o "grande m..." que ela queria. Sorriu. Puxei o pacotinho e lhe dei. O bendito galo muda de cores de acordo com a temperatura. 

Indica as mudanças de tempo é corre no Rio uma piada de que o prefeito Crivella está importando de Portugal este equipamento seguro e barato para prevenir intempéries e chuvas na cidade.

O que eu trouxe fica azul nos dias de sol. Aqui o chamamos "grande m..." e ele funciona como nosso serviço caseiro de meteorologia. 

Cida Torneros 

domingo, 2 de julho de 2017

Retalhos de cetim


Palácio Imperial de Petrópolis

O Palácio Imperial de Petrópolis é um patrimônio do segundo império brasileiro que abriga museu que a gente não cansa de revisitar.

Localizado no centro da cidade serrana fluminense, atesta a história do Império,  hábitos,  estilo de vida, luxo e grandeza de uma época áurea antes da proclamação da República e da libertação dos escravos negros.

O Imperador dom Pedro II foi pioneiro em várias áreas do conhecimento, tendo registrado momentos através da fotografia hobby que incorporou à sua vida de homem comprometido com os avanços do seu tempo.

Visitar o Palácio é ter uma intensa aula de história além de transportar nosso pensamento para época de descobertas que antecederam o século XX. Este trouxe a revolução de costumes e nos ingressou definitivamente na sucessão de estágios da revolução industrial.
Cida Torneros