Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Woman in love


Inventei palavras


 
CIDA TORNEROS


Inventei palavras
 
Inventei palavras
tão frágeis,
que, embora,
pensei, fossem ágeis,
se perderam no tempo,
se diluíram,
nas saudades infindas,
de tardes tão lindas,
de noites bem-vindas,
quando a vida nos juntava,
em abraços sinceros, eu acreditava,
em beijos marcantes, eu achava,
em prazeres eternos, eu sei agora,
porque já que é pra sempre, se adora
a lembrança, a memória,
se escreve a história,
de nós dois,
de um casal
de namorados amantes,
um canal
das palavras,
dos sonhos e dos desejos:

não viverei jamais sem receber seus beijos,
só viverei porque os apanho cada dia,
no vento que sopra daí pra cá, pela via
do pensamento, da nossa eterna sintonia...

Inventei palavras...
como se inventa a vida...
acho...
e me escondi entre elas...
me achei deveras...
em priscas eras...
nos sons e significados...
descobri estados...
ora líquidos...
ora gelados..
sólidos...
gasosos...
ares...
cantares...
ciganos sentidos...
inventei gemidos...
criei sustenidos...
compus sinfonias...
encontrei noites vadias...
como a de agora, da cheia lua...
renasci com luz que incendeia..
iluminei minha alma na tua...
inventei o amor até... cadeia...
e me prendi para sempre nessa teia... 

Cida Torneros
Publicação: www.paralerepensar.com.br15/09/2006

Feliz e reppousante


 
CIDA TORNEROS


Feliz e repousante
 
Feliz e repousante estado d'alma
minha paixão pelas palavras
produzindo imagens...
sucessão de encontros da vida..
a expressão do rosto
tudo a ver com o estado D'alma...
olhar para a câmera, vendo através...
agradecendo a realização da profecia...
largadona, sem pintura no rosto
cabelo desajeitado,
com um sorriso de tranqüilidade
ternura da menina cobrindo de mimos...
no meu coração maduro
um sentimento de gratidão leva até você
a alegria de dar-lhe muito carinho
enquanto isso me for permitido.
 
Cida Torneros
Publicação: www.paralerepensar.com.br15/09/2006

Beijos de batom


 
CIDA TORNEROS


Beijos de baton

Vermelhos lábios de macho marcam teu corpo de mulher
beiços borrados de cor e sabor, em forma de talher...

São eles a fantasia dos desejos, a tatuagem dos mistérios,
porque nivelam o mundo dos sexos de dois hemisférios,
equilibrando os opostos que se atraem e se traem nas funções,
sôfregos atos de busca dos prazeres, da entregas, dos senões...

E tu, fêmea delirante, percebes a surpresa nele, a perplexidade,
a revelação de um segredo inconsciente, na verdade...
Observas a felicidade, o poder do encontro, a eternidade
do casal que vive assim, da descoberta da própria animalidade...

Pena não seres dele a companheira e cúmplice, a parceira,
lastimas o fato de estarem assim como pássaros viajantes,
e, juntos, não terem construído o ninho no momento que passou,
no instante que não aconteceu no dia certo, nos anos idos...

Mas, peregrina das paixões, amante dos pães de cada dia,
nos desjejuns com tulipas, com cores, sabores, tantos amores...
Por que não agradecer somente agora, essa chance passageira
esses dias de sol, noites de lua cheia, esses minutos vividos,
enquanto a história se borra de baton e se anuvia...??????

Ri da cena, da brincadeira, do despojamento, da besteira...
Ri, pra seres mais verdadeira, da certeza de alcançar a alma
do homem que te faz das mulheres resolvidas, a mais inteira...

Da próxima vez que os beijos de baton acontecerem, tenha calma!
Observa a importância da atitude, a doação da amizade,
reflete em ti, muito mais, bem mais ainda a doce saudade...
A saudade dessa boca que te marca, sobe e desce,
e, num ufanismo feminista, vê nele o homem que jamais te esquece... 


Cida Torneros
Publicação: www.paralerepensar.com.br15/09/2006

El Amor

El Amor 

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Lara Fabian


Andrea Bocelli, Laura Pausini - Dare To Live (HD) ft. Laura Pausini

The 3 Tenors O Sole Mio 1994

Non Ti Scordar Di Me - Andrea Bocelli & Plácido Domingo

Luciano Pavarotti e Liza Minnelli - New York, New York

Frank Sinatra & Liza Minelli - New York, New York

Barbra Streisand -"The Way We Were"- (Subtitulada en español)

Nat King Cole - Ansiedad.

"My sweet Lord" - George Harrison - Sub Castellano -

Pablo Milanes Yolanda

THE END- Earl Grant (Tradução)

PERHAPS LOVE (Tradução)

Dream A Little Dream Of Me (subtitulada español) - Doris Day

Las Tres Grandes - La Calaca (Primera Fila) [En Vivo] ft. Lila Downs

sábado, 11 de novembro de 2017

Phil Collins


Foto dos anos 70


Cida Torneros: Uma foto dos anos 70 e as mágicas lembranças da professorinha do subúrbio de Ramos(Rio) e sua turminha de alunos especiais


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CRÔNICA
A PROFESSORINHA DO RIO
Maria Aparecida Torneros
Foto de 1971, eu e minha turminha de alunos excepcionais, na escola Nerval de Gouveia, em Ramos, Rio de Janeiro. Só consigo lembrar o nome da Dirce, a primeira, no alto da ponta direita. Mas todos me marcaram muito. Suas dificuldades de aprendizagem me mostraram que a vida é desafio sempre. Por causa deles até fui fazer um curso no instituto Helena Antipofh, mas, eu já fazia Jornalismo na UFF e segui mesmo a carreira de jornalista.
Esta turminha foi única na minha vida. Dá pra sentir na expressão da foto o quanto fomos felizes por poucos meses, e a Dirce, ah, ela fugia pra rua no meio da tarde e eu corria atrás, com a garotada torcendo que eu a pegasse e trouxesse de volta. Nós cantávamos, recortavamos papéis, fazíamos colagem, brincávamos no pátio, alguns dormiam muito, estavam medicados, tinha fila pra me dar beijinho quando iam embora pra casa.
Eu percebi que não tinha a vocação e o suporte emocional necessário para me dedicar a esse tipo de crianças e a educação delas, como precisaria. Aprendi muito no instituto Helena Antipoff, mas desisti. Admiro quem consegue lidar com estas criaturinhas realmente tão especiais, carinhosas, alegres e possa ajudá-las a se inserir na vida.
O Instituto Helena Antipoff é um estabelecimento público de ensino especializado em Educação Especial, pertencente à Secretaria Municipal de Educação da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, e é centro de referência em Educação Especial no Brasi , produz conhecimentos em educação especial e confecciona recursos multissensoriais que contribuem para a atualização permanente dos professores e desenvolvimento e aprendizagem dos alunos.
Atualmente, O IHA conta com profissionais e mantém oficinas para este fim: teatro, dança, música, informática, oficina vivencial de ajudas técnicas e pedagógicas, ginástica, artes plásticas e brinquedoteca. Há também o Centro de Transcrição à Braille, serviço para atendimento de alunos cegos e com baixa visão. Durante as atividades nas oficinas, os professores atuam com os alunos e a intenção é pesquisar novos recursos e metodologias para o desenvolvimento deles.
Na oficina vivencial de ajudas técnicas e pedagógicas, são estudados os materiais que trazem benefícios ao aluno portador de necessidades educativas especiais, em relação ao seu conforto e autonomia. As pesquisadoras observam como as crianças se saem nas atividades e que dificuldades apresentam – sobretudo de locomoção – procurando desenvolver materiais sob medida, que melhorem o desenvolvimento, a autonomia e o conforto dos alunos.
As pesquisadoras do IHA criam peças com papelão, por considerarem o material bastante maleável e um bom exemplo é a “cadeirinha de chão”, produzida com uma faixa para que as crianças dos pólos de bebês e das turmas de Educação Infantil sentem-se sozinhas no chão e se entrosem umas com as outras. Outro exemplo são os encaixes de mesa para as cadeiras de rodas de deficientes físicos ficarem bem posicionadas.
A foto me trouxe muitas recordações. Lembrei que fizemos, juntos, coelhinhos pintados para comemorar a Páscoa. Saudades de todos eles. Por onde andarão? 43 anos se passaram!
Cida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro

Aquarius


Perfídia


Caso arrumado


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Mulheres mulheres

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Mulheres, mulheres ( crônica que abre o livro A Mulher necessária)



Mulheres, mulheres, mulheres 





Um amigo me disse que gostaria de ter todas as mulheres do mundo. Tentei compreender. Um sonho masculino de possessividade ou um desejo consumista ou até um impulso incontrolável, pensei. Mas, sabendo que é um homem maduro, quarentão, concluí, talvez precipitadamente, que é uma atitude adolescente, de buscar , conquistar, obter, caçar, ou seria um atributo biológico do macho procriador a tentar garantir a prole, perpetuar a espécie, ainda que inconscientemente?

Mulheres, somos de tantas espécies, e acabamos metidas num mesmo caldeirão cultural, submetidas em histórias de machismo e opressão, mas não é verdade que isso nos aconteça a todas. Há as modernas, avançadas nos séculos, independentes financeiramente e com emoções racionalizadas. As que aprenderam a comportar-se como eles, e também querem ter todos os homens do mundo. Como os predadores, elas conquistam e abandonam, escolhem, usam e largam no meio do caminho os tais homens que ainda pensam que todas são iguais.


Mulheres, somos de tantas origens, e entrelaçadas em costumes ou medievais ou estritamente sensuais, ultrapassando as barreiras das religiões ou códigos de costumes. As que se libertaram dos próprios medos e perseguiram o sucesso profissional, que abriram mão da maternidade, que dispensaram o casamento.


Mulheres, somos de tantas loucuras e tantos amores, de tantos ideais e de tantos preconceitos, somos tão diferentes, e no entanto, nos parecemos tão iguais, aos olhos dos homens desavisados.


Um homem que deseja ter todas as mulheres do mundo, as têm no sonho, evidentemente, e nem sempre as consegue ter, nem uma parcela delas, de verdade. Porque se as conseguem atrair para a cama, nem sempre levam junto suas almas, e na maioria das vezes, conhecem seus corpos e sexualidade. Mulheres enganam demais os homens, fingem se submeter enquanto dominam, dissimulam desproteção ao passo que se garantem na sobrevivência e ainda, lhes somam as estatísticas, com um tempo de vida média mais extensa que a dos homens, que parecem cuidar-se menos fisicamente ou desgastarem-se mais rapidamente. 



Mulheres, somos de tanta viuvez, de tantos abandonos, de tantas solidões, mas somos um bando que atravessa o tempo, e carregamos tal mistério de bruxas, ou no coração, ou no entre-pernas, ou nos olhos, nas bocas e nos braços, que nem mensuramos o quanto somos diversas e tão parecidas, sejamos jovens ou senhoras, gordas ou magricelas, altas ou baixotinhas, há em nós uma aura de impressionante expressão. 



Meu amigo tem razão. É preciso desejar todas e tentar ter algumas, talvez conseguir uma em profundidade, para perder-se dentro dela, e conhecer uma de nós, verdadeiramente. 


Aparecida Torneros



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segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Foi Deus


Andarilho


Caminhe, moço !
Caminhe e observe
Solte a verve.
Espaireça.
Compreenda a vida.
Olhe as pessoas
Nas cidades soltas.
Aprecie as tardes
 Sobre a lida,  decida...
Caminhe, homem 
Que o mundo gira
Enquanto a incerteza invade.
Todo o futuro que chegou
Pra ela e pra você agora...
Esqueça de ir embora.
Permaneça assim:
Andarilho errante vida afora...
Se houver chance de revé-la
Caminhe até ela, enamorado,
Ainda um pouquinho, apaziguado,
Pra festejar o tempo enfim...
Cida Torneros

Com o passar dos anos



Assisti o quadro " com o passar dos anos" no programa da Eliana no domingo da sua volta à televisão. O cantor Zezé di Camargo e sua companheira Gracieli Lacerda passaram por um processo de maquiagem para envelhecerem 20 anos duas vezes. 

Primeiro o efeito de ter 75 anos para o Zezé e 57 para a Gracieli. Depois a sensação de ter 95 e ela 77. 

Os comentários e comparações demonstraram que os conceitos estão atrelados ao momento atual do que o casal está passando. Falaram de ciúmes por conta de ficarem muito tempo usando o celular. Coisa que com o passar dos anos assumirá com certeza relevância menor. Difícil alguém imaginar suas limitacoes físicas ou emocionais décadas à frente. 

Conjecturas soltas. Saúde e trabalho tantos anos adiante São fruto de imaginação insólita. O aspecto físico acaba sendo o dado mais relevante. "Velho bonitinho" ou velhinha cujas pernas continuam bonitas foram comentários manifestados. A hipótese de se perderem um do outro ao longo da estrada foi aventada e discutida. Gracieli ficou muito emocionada.

A apresentadora deu um toque solene ao quadro mas falta consistência de valores quando o que se mede é a aparência que muda com o envelhecimento e fica impossível ver as mudanças emocionais ou espirituais que fatalmente ocorrerão em cada um de nós ao longo de 20 ou 40 anos. Isso sim fará a diferença.

 Com o avanço da medicina e da tecnologia até será possível diminuir em muito os aspectos de aparência física tornando os rostos e corpos mais rejuvenescidos. 

Entretanto, os efeitos do tempo nas mentes humanas são totalmente imprevisíveis. Estar velho com cabeça jovem é o que todos almejam. Pílulas de bom humor poderiam ser administradas além de remédios para o organismo minimizar os efeitos do tempo

Talvez a intenção do quadro seja a de mostrar que é preciso encarar que o tempo passa para todos e como será enfrentar rostos modificados e dificuldades de caminhar ou sobreviver às agruras das limitações que o tal passar dos anos impõe a cada um de nós. 

Só o futuro dirá, apesar de a curiosidade pontificar com interrogações todas as expectativas do amanhã de famosos como o programa apresentou. Zezé, aos 95, de bengala , parecia um senhor plácido e sereno observando o tempo e relembrando o amor.
Valeu pela reflexão! 

Cida Torneros

Por una cabeza


domingo, 29 de outubro de 2017

Distante dos olhos


La barca


Here comes the sun


Amado


Pela luz dos olhos teus


Vivir sin aire


O mundo é um moinho


Meu coração é brega


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

De Alcatraz a Alcaçuz


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Cida Torneros: Desde Alcatraz até os dias de Alcaçuz, vai raiar a liberdade no horizonte?

Quinta, 19 de janeiro de 2017
Alcaçuz


Janeiro de 2017
De Alcatraz a Alcaçuz*
Maria Aparecida Torneros
Da história do presídio por onde andou até Al Capone, na ilha localizada na baía de São Francisco, restam lendas e muitas verdades incontáveis.
Por aqui, à beira do Atlântico, na capital do Rio Grande do Norte, cidade que já abrigou bases militares americanas nos idos da segunda grande guerra, temos a nossa Alcaçuz.
Por lá, no momento, também há uma sangrenta guerra.
Desde Alcatraz até Alcaçuz, uma simbologia desumana ou bestial cerca de muros ou de águas, o crime que não se quer regenerar.
Uma entrada de tropas militares nesta guerra carcerária deva ser um recurso emergencial decidido pelos comandantes da defesa Nacional.
Onde está nossa liberdade mesmo? Num hino que prega que ela já raiou no horizonte do Brasil. É cantilena?
Senhores, por favor, bestializar criaturas é mais fácil que investir em educação por certo.
Desde a tal crise de 29 que a economia selvagem do capitalismo egoísta vem formatando sociedades cada vez mais armamentistas e guerreiras.
Alguns dirão que isso acontece na humanidade há milênios.
Com certeza. Mas as cabeças pensantes tentaram nos passar a hipótese de sociedades justas com oportunidades de igualdades.
O que se constata é o crescimento ou surgimento de facções desde as práticas corruptas dos engravatados até as corruptelas dos delitos cometidos por pequenos aviões adolescentes.
Assim costumam chamar os meninos cooptados para a venda avulsa das drogas.
Estas são fonte de altas rendas no mundo inteiro.
O sistema finge que combate enquanto o consumo cresce e o crime avança.
Seres que um dia se diziam humanos tem suas imagens transmitidas ao vivo por televisões cujos repórteres descrevem cenas animalescos para o público constatar o que tá careca de saber.
Armas, drogas, celulares, tudo está ao alcance dos humanos revelados e lhes chegam através de mãos ao alcance. Ou compram ou ameaçam ao passo que o baile continua.
Como se fossem macaquinhos em exposição, eles são exibidos alvoroçados, trepando em telhados, degolando e sendo degolados.
Terror é pouco. Nada supera o poder emblemático dessas cenas. Nem o que se contou das lutas no Coliseo romano de homens enfrentando ferozes animais.
Um sadismo absoluto em meio a um bando de governantes idiotizados. ( Talvez vendidos?)
A pergunta que não quer calar? Até quando construiremos mais presídios do que escolas?
Senhor Deus dos desgraçados…lembrei Castro Alves. É delírio ou é verdade? Terrorismo midiático ?
Incompetência absoluta de programação para recuperar presidiários?
Total incapacidade de ocupa-los em atividades e doação de suas vidas ao caos sem chance de não serem manipulados pelas ditas facções de tanto poder e tamanho espírito organizado?
Somos o que? Uma plêiade de eleitores vis? Nossos escolhidos nomeiam péssimos chefetes para cuidar da segurança como um todo?
Nossos juristas e togados ficam de prontidão ou permanecem em suave recesso?
Oro pelos criminosos também. Pelas vítimas e familiares mais ainda.
Desculpem-me Santos e até Cristo, mas o que devo rezar por esta manada de governantes que parecem mais perdidos do que cegos em tiroteio?
Peço vênia ao Conselho Nacional de Justiça ora presidido por uma mulher mineira e discreta.
Seja macha, Carmen Lúcia. Assuma o que o Brasil espera.
Use a melhor das armas. Ame nosso povo e organize o galinheiro. Tire do puleiro quem só grita, canta de galo, mas não age.
Seja justa. Use mesmo saia justa. Agregue seus pares. Os ímpares também . Se for preciso.
Chame as mulheres. Crie grupos para dar aulas de humanidade nos cárceres.
Talvez Deus até ajude. Porém, cara senhora que disse os versos de Caetano, se alguma coisa está fora da ordem, vamos realinhar forças e honrar esta nação brasileira. Ainda dá tempo.
Alcatraz ficou pra traz. Virou ponto turístico. Alcaçuz e tantas outras prisões nacionais na verdade nos tornam reféns da infecção generalizada que se abate em nossa sociedade de poetas vivos e inocentes mortos diariamente nas ruas, nas cidades, nos campos, nos céus e mares.
Nos ares há profunda tristeza de ver gerações perdidas. Vamos resgatar pessoas ou vamos fazer vista grossa ou fazer de conta que tudo certo como dois e dois são cinco?
Esse Sol vai raiar ou permaneceremos na louca escuridão?
Cida Torneros, jornalista e escritora. Mora no Rio de Janeiro, onde edita o Blog da Cida.


Alcatraz

Texto e fotos extraídos do Blog Bahia em Pauta. Com a autorização da autora do artigo.