Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

domingo, 31 de janeiro de 2016

Eu, pequenina, em Fátima, com a estátua do Santo Papa João Paulo II


Naqueles dias eu fazia uma viagem com amigas e fomos a Fátima, em Portugal, visitar o lugar das aparições  da Virgem do Rosário que nos idos de 1917, tornou famosa a aldeia de camponeses meninos que viam Nossa Senhora.

Passado quase um século o culto à  Santa espalhou-se pelo mundo e lá se encontram  os túmulos dos pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia . Esta que viveu mais e tornou-se freira, durante a clausura, conversou com dois Papas. 
O último com quem falou foi João Paulo II. Dizem que revelou a ele o tal segredo de Fátima.
Um sítio abençoado pela fé foi o que vi . Na igreja Antiga rezei e agradeci. Na igreja moderna pedi pela Paz. E quando saia avistei a grande estátua de João Paulo II. Pedi uma pessoa que me fotografasse ao seu lado. Senti-me pequenina. Muito.  Diante de um ser representado por sua caminhada de luz.
Estive lá em 2009. Viagem inesquecível . Antes passara na Galicia, no Porto, em Lisboa, e seguiria para Madri e Barcelona e ainda iria a Paris.
Mas, a parada em Fátima era o momento da reflexão mais profunda. 
Em 2017 completaremos um século desse fenômeno que a crença humana explica e o testemunho dos fiéis ratifica. Uma mãe que veio do céu pedir que os homens orem pela Paz e rezem o terço.
Parece um pedido singelo mas tem a força de mil leões. Fé é  arma poderosa diante da injustiça e da maldade. É  capacidade de avistar saída para a misericórdia sobre tantos erros e egoísmos humanos.
Fiquei em estado de graça com esta oportunidade de me ver em lugar de tanta energia. Creio que a Luz que emana dos bons espíritos e a proteção dos Anjos nos acolhem quando temos fé sem medo.
É na fé que depositamos o ontem, o hoje e o amanhã.
Pequenina, me coloco assim humilde e rogo Luz para todos que alcancem a Paz interior superando vicissitudes sempre.
Cida Torneros

Som Brasil Martinho da Vila


DURA LEX SED LEX SO SE FALA NO TRIPLEX!

DURA LEX, SED LEX. SIM, É LATIM E QUER DIZER A LEI É DURA, MAS É A LEI.

você tem que se comportar com cuidado, mesmo porque, em alguns países, as regras são bem mais rígidas do que as brasileiras. Violar uma lei pode custar multas altas, deportação e até mesmo uma prisão. DURA LEX SED LEX SÓ SE FALA NO TRIPLEX.

Fico imaginando os meninos descalços do sertão que nunca ouviram falar de um triplex. Ou de propina. Ou de falcatrua. Cresceram e ainda crescem na base do sonho de crescer e luxar. À custa de luta e trabalho ou de política e campanhas para dar voz ao povo pobre.

Um dia um menino desses avança e se torna líder carismático. Aprende a viajar de avião e esquece o pau de arara. Esmera no discurso e convence tantos. Faz o jogo. Mas parece que se deslumbra. Ou terá se vendido? É  figura Central de um projeto social ao que tudo indicava. 

Mas eis que surge a história do triplex. Dura LEX sed Lex lá vem a Lei dura para ser aplicada no caso de um ilícito que o ex menino da caatinga tenha cometido ao se meter em encrenca.

Desmente. Desconcersa. Renega as origens. Revê seus valores. Vira decepção para muitos. Será que é verdade essa história de triplex como lavagem de um jato voando em torno do poder que cega?

O Lula do pau de arara não é  mais o mesmo. Triplicou seus desejos. Tripudiou suas próprias convicções. Tremeu nas bases dos seus projetos sinceros. Está no olho do furacão.

Seu perfil agora é como de tantos políticos desonestos. Tripudiou a confiança dos descamisados ou terá se enganado como ingênuo Cordeiro no meio dos Lobos?

Só nos resta pedir DURA LEX pra ele também.

Cida Torneros 




Você aprende


Alanis Morissette


A loba


Champagne


A diferença entre amor e desejo ( revista Galileu)


A DIFERENÇA ENTRE AMOR E DESEJO, SEGUNDO SEU CÉREBRO

  (Foto: getty)
Agente cresce ouvindo em obras de cultura pop - nas músicas, nos livros e nas novelas - que paixão é diferente de amor. Por paixão, estamos falando do desejo sexual, aquela parte puramente carnal do interesse que faz você ter vontade de transar com alguém.
Como o amor é uma loucura socialmente aceita e relacionamentos são um campo bastante confuso das relações humanas, eventualmente a gente desiste de tentar entender a diferença e apenas vive a vida, mas se você é um ser humano adulto, provavelmente já se perguntou o que era aquilo que estava sentindo por alguém. O Pscyhology Today tem uma lista, escrita pela psicóloga Judith Orloff, que destaca as diferenças entre um sentimento e outro, caso você esteja em dúvida:
Paixão (ou desejo, como quiser)
- Seu foco é a aparência e o corpo da pessoa
- Você tem interesse em transar com ela, mas não quer conversar
- Você prefere manter o relacionamento no nível fantasioso, não discutir sentimentos reais
- Você sente vontade de ir embora logo depois do sexo em vez de dormir abraçado ou tomar café da manhã no dia seguinte
- Vocês são amantes, não amigos
Amor
- Você quer passar tempo com a pessoa
- Você passa horas conversando e não vê o tempo passar
- Você quer honestamente saber o que a pessoa sente e fazê-la feliz
- Ele ou ela fazem você querer ser alguém melhor
- Você tem vontade de conhecer família e amigos da outra pessoa
A boa notícia (ou má, dependendo do caso) é que, embora desejo e amor sejam sim coisas diferentes dentro do cérebro, o primeiro pode se transformar no segundo. Um estudo da Universidade de Concordia, em Montreal, no Canadá, trouxe elementos novos para a explicação de como o cérebro processa amor e paixão e as diferenças e semelhanças entre esses dois sentimentos.
De acordo com as descobertas, amor e sexo são interpretados pelo cérebro como duas coisas diferentes, obviamente. Mas existe uma região em que eles se sobrepõem. E isso significa que uma relação que começa baseada puramente em desejo pode sim se transformar em amor.
Os cientistas descobriram que amor e desejo são processados por partes diferentes da mesma área cerebral, o corpo estriado. O desejo sexual ativa a área de recompensa, a mesma que processa experiências como um orgasmo ou uma sobremesa deliciosa. O amor, no entanto, acende outra área do corpo estriado, associada com vícios em drogas. Ke$ha estava certa: your love is my drug(HEH). Por isso terminar um relacionamento tem sintomas semelhantes ao de uma abstinência em drogas.
Por fim, houve a descoberta de que, eventualmente, essas áreas no cérebro que processam as duas coisas podem se sobrepor. Isso mostra que desejo sexual pode sim se transformar em amor e que esses sentimentos não são totalmente separados.
O mais legal dessa descoberta é que ela abre a possibilidade pra entender fenômenos como amor a primeira vista: ninguém ama à primeira vista, mas é possível sim sentir atração física à primeira vista, e se esse desejo se transformar rapidamente em amor, como o estudo mostrou que é possível, pronto: você já tem uma história digna de comédia romântica.
De acordo com o Chemestry.com, dá pra aumentas as chances de alguém se apaixonar por você (ou de você se apaixonar por alguém): é preciso fazer juntos atividades que liberem picos de dopamina. Depois de um orgasmo, você tem um pico de dopamina. Mas fazer coisas novas e espontâneas juntos também libera o hormônio, associado com energia, criação de laços, motivação e alto nível de atenção. Não dá pra garantir nada, mas dá um empurrãozinho. Copyright © 2014

Recuerdos de Ypacarai


Trini Lopez


Sem limites para sonhar


Flores para meus amigos


AMADA AMANTE AMADA AMANTE


Amor meu grande amor


Codinome Beija Flor


Preciso dizer que te amo


Menina de trança


Você abusou tirou partido de mim


quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Samba do poeta


Toquinho


Máscara negra





Lá vie en rose


C"est si bon


Quando fui conhecer Paris




Quando fui conhecer Paris em 2009, escrevi:



domingo, 5 de abril de 2009
PARIS-C'EST SI BON


Agora, que vou pela primeira vez a Paris, creio que irei conferir o que sempre ouvi dizer: que Paris é mágica... Sua magia me pega em cheio, faz-me imaginar a sensação da velha e sábia Europa a me impregnar de idéias de liberdade, igualdade e fraternidade.

Chegarei a Paris, de trem, como num antigo filme romântico, procedente de Barcelona, amanhecerei na primavera parisiense, com o coração ansioso pelo seu clima de arte e vida plena. Os cinco ou seis dias que terei para ficar na capital francesa, certamente serão poucos, mas me darão a chance de sentir seu perfume e olhar sua grandiosidade. Quero mesmo é me apaixonar por Paris, deixar-me dominar por sua atração definitiva preenchendo de sonhos os meus sentidos de amor.

Certamente que as emoções irão confundir-me, e é necessário e será bem vindo o torpor que me invadirá a alma, enquanto vou absorver sua energia feiticeira, de cidade-luz e cidade da paixão.

Em maio, Paris me fará festa!! E eu lhe renderei homenagens, caminhando por suas ruas e praças, sentando em algum café de beira de rua, para observar seu povo e seus turistas, contanto que me deixe envolver por sua sensibilidade histórica.

Paris me dará de presente seus votos de felizes 60 anos, que vou completar em setembro. Madura e resolvida, vou ver Paris, para que ela me veja também em cada reflexo luminoso dos vidros das suas milhares de janelas...
Cida Torneros






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Sem pecado e sem juízo


Festa das cerejeiras


Djavan Samurai


O último Samurai


Samurai guerreiro





Já amei um Samurai fantasioso.

Nos anos 70. Morei no Japão,  tinha vinte e poucos anos e me encantei com sua fidelidade ao Imperador. 

E aprendi que Amor é  além e está  acima de controles emocionais. Descobri que se ama ao concentrar pensamento e ao guerrear pela sobrevivência. Despertei no Oriente um lado meu que jamais permito que adormeça.

Todo Samurai tem sua espada afiada para defender seu ideal de vida e não pode abrir mão dos seus compromissos sequer para amar uma mulher que o espera o tempo das batalhas e vai lhe curar as feridas ou consolar por suas derrotas. Pode ser que possa comemorar suas vitórias  e tenham uma noite de amor inesquecível.

Enquanto isso, mando pensamentos fortes e positivos para um Samurai Guerreiro que é meu amigo. BANZAI.

Cida Torneros 

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Ishiban música japonesa


Reginella


Chico Buarque



Café da manhã brasileirissimo



No ano passado, o café da manhã servido na pousada em que me hospedei em Tiradentes, era brasileirissimo além de gostoso.
O quadro da Bandeira brasileira estilizada continha mensagens subliminares que me faziam refletir e muito. 
Formigas andarilhas seguiam em fila indiana no lugar da frase Ordem e Progresso.
Flores amarelas emoldrando o círculo azul.
Uma concepção fantasiosa e instigante.
Cida Torneros 


Salve Clementina de Jesus


Razões do coração


O coração não tem idade


Felicidade


A voz do silêncio


Massimo Raniere : perdere l amore


quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Um canto à Galicia





Rosas num jardim em Verin na Galicia.

Meu encontro com o Sr. José Freiria, em Verin, 2009




As tais "coincidencias" da vida que nos fazem refletir sobre fatos e encontros assim. 

Em 2009 fui pela primeira vez à Europa. Estava com 59 anos e resolvi começar a viagem pela Espanha. Mais precisamente na Galicia porque desejava conhecer a terra de minha avó Carmen, mãe do meu pai.

Uma grande amiga tinha um tio, irmão do seu finado pai, na mesma cidade da minha avó,Verin. 
Ela viajou comigo levando sua jovem filha e éramos quatro. Depois da chegada em Madri logo pegamos uma conexão para Vigo onde nos hospedamos. Conseguimos contratar um carro com motorista para nós levar no dia seguinte a Orense onde se situa Verin. 

Levamos algumas horas de Estrada e descobrimos a casa do tio de Zaza para visitá -lo e estar com outros familiares. 

Eu não tinha ninguém para ver mas pretendia ir no povoado de Razela para rezar por meus bisavós Manuela e António. Estes ficaram sozinhos ali no início do século XX quando seu casal de filhos emigrou. Carmen veio oara o Brasil. O irmão Ovídio anos mais tarde foi para Os Estados Unidos vivendo em Nova York.

Nunca mais viram seus pais embora tenham mantido correspondência por muito tempo.

Nos anos 60 , Obidio veio ver a Hermana no Rio de Janeiro algumas vezes. Uma ocasião resolveu ir a Verin e nos trouxe fotos do lugarejo. 

Alcançamos a aldeia naquele entardecer frio de Primavera galega. Fomos ao pequeno cemiterio. Rezei com minhas amigas sem contudo encontrar o jazigo com nome do casal Do Val Torneros.

Agradeci a chance de poder ser a unica descendente deles a representar netos e bisnetos em sua memória.

Quando deixavamos aquele pedacinho de chão com seus casebres de pedra , o motorista Ramon falou que devia haver alguém velhinho que talvez tivesse conhecido minha avó ou tio avô. 
Rapidamente fiz os cálculos. Para ter conhecido vovó era impossível. Ela saiu de lá em 1910 com 16 anos. Quanto ao meu tio Obídio que era mais novo oito anos e também deixara a Espanha ainda adolescente, um contemporâneo seu teria que ter uns 95, argumentei.

Aí , no cair cinzento da noitinha gelada, Tatiana gritou : tia, olha ali aquele velhinho na porta de casa. 

Ramon parou o carro imediatamente. Zaza saltou comigo. Reja pegou a máquina de fotografar. 
Eu me dirigi ao senhor. "Buenas tardes. Usted conoce la família Torneros?"

O velho de semblante  vermelho e todo encasacado abriu os braços  e  me disse : - Tu eres la hija de Obidio Torneros?"

 Eu comecei a chorar. Ele me abraçou. Minhas amigas tiraram fotos. O Sr.José Freiria tinha feito amizade com tio Obídio nos anos 60 quando ele esteve lá.

 Lembrava que tio Obidio lhe disse que tinha uma filha única na América minha prima Dolores Manuela.

 Expliquei que eu era neta da Carmen irmã de Obidio. Tive que contar que os irmãos já tinham partido deste mundo.

 O Sr. Freiria chamou a esposa que veio nos saudar também muito idosa. Nossa conversa durou uns 20 minutos somente. 

Parecia incrível que eu tivesse encontrado alguém assim de seus 90 e tantos para me abraçar e consolar.

Saímos emocionados e pegamos a estrada de volta a Vigo. 

No silêncio do caminho eu refletia sobre esse encontro. Um milagre ou uma coincidência?

No meu coração era um recado dos meus ancestrais. Alma aliviada, senti que cumpri a missão. 
Cida Torneros

Chuva no mar


Carminho : bom dia


Hino ao Amor


Michel Sardou e Lara Fabian


Lara Fabián : perdere l amore


Sarah Vaughan canta Marcos Valle