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A Paz

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Abraço de alma



A marca de um abraço
Pode ultrapassar as costelas
Entre-cortar auras no espaço
Nas entranhas do amor maior
Que chega num afago no dorso da mão
Em instante de dor corporal
E de repente se instaura no plano extra sensorial...

O afeto é mais denso.  Há um encanto mágico.
Não se vê com olhos da terra.  Um projetor além
Permite enxergar sentidos e mistura-se o calor
Da presença reconhecida ou reencontrada...

Num dado momento o lugar do cotidiano
Nem se consegue moldar. Fica fora do esquadro.
E aquela necessidade do abraço de almas
Cresce com raízes espalhadas nos ventos...

Eu e tu nos abraçamos assim... Com entrega.
Dou-te meu perfume e roubo-te energia sã.
Saímos do ar ao nos abraçarmos.  Levitamos.

Perdi a conta das vezes em que me senti envolvida
Ou te envolvi  metafóricamente  em sonhos ou ao vivo.

Cida Torneros


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