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A Paz

sábado, 31 de outubro de 2015

Ballet russo maravilhoso!


Ballet Berioska (sentimentos ao povo russo)


Frank Sinatra


You make me feel so Young


A noite


buenas noches


Dia das Bruxas





Uma lenda da Galícia para o Dia das Bruxas
Arquivado em (Aparecida, Crônica) por vitor em 31-10-2015 

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CRÔNICA/DO DIA
Pero que las hay, hay
Aparecida Torneros
Uma lenda da Galícia, terra minha avó Carmen e da minha bisavó Manuela, conta que as Meigas (como são chamadas as bruxas por ali), não possuem pelos pubianos, são mestras em aparecer e desaparecer, capazes de ajudar os aflitos, protegem mulheres perdidas e acendem luzes nos caminhos dos peregrinos andarilhos, para que alcancem o fim das suas trilhas, com sucesso.
Mas, é voz corrente que elas são atentas além de boas cobradoras, se andam soltas nos solstícios ou equinócios, em festas que seitas e tradições lhes oferecem, não se descuidam de afazeres cotidianos. Atendem pedidos, esforçam-se para superar as marcas da terrível inquisição, continuam a produzir poções e unguentos, curam feridas físicas e morais, providenciam pares para soldões aparentemente irreversíveis, viajam de avião, modernamente, travestem-se de jovens bem vestidas, algumas vezes estão nos escritórios em pele de executivas ou comandantes de governos, são mulheres modernas, seguem reencarnando em corpos suficientemente capazes de suportar seus dons que continuam surpreendendo os desavisados ou descrentes.
Bruxas, Meigas, Fadas, Feiticeiras, Médius, Sensitivas, quaisquer nomes que assumam, em verdade cumprem missão nos seus povos, através dos tempos, surgem em comunidades ciganas, em aglomerados de periferias, em clubes de bairro, em escolas de governos, em competições olímpicas, em pleitos eleitorais, em salas de aula, em salões de danças, em sets de filmagem, elas se multiplicam, assustadoramente, em olhares hipnotizadores, em perfumes extasiantes, são adeptas do no sense, ou do inebriante instante de prazer , dominam ambientes, param o tempo, proporcionam mudanças de dimensões, passam enganos, deixam que muitos imaginem que estão sonhando, os tiram da realidade, propositadamente.
Hoje, no tal “dia das bruxas”, a la americana, são mostradas como figuras menores, aliadas a abóboras iluminadas, em rituais infantilizados, o que não as incomoda, de modo algum. De tão sábias, em milhões de anos à frente da humanidade aprendiz, elas aproveitam a data e se soltam por aí, nas entrelinhas do tempo, penetram pensamentos cuja guarda se abre, e plantam fé.
Misteriosas, as Meigas influenciam meditações dos que precisam respostas e ainda, de quebra, salpicam dúvidas nos que julgavam detentores de verdades absolutas.
Só brincalhonas, divertidas, mas sabem ser responsáveis nos instantes de dores e dramas, se necessário, fazem dormir e esquecer, acalmam corações aflitos, oferecem chance de aconchego e paz aos que se acham decepcionados ou desesperançados.
Mas, é preciso sintonizá-las, nas noites de lua cheia, por volta da meia-noite, seu zumbido perpassa ouvidos sensíveis, seu perfume inunda narinas delicadas, sua luz ofusca quartos escuros, sua aura desencanta os medos e acende o céu dos insensatos medos, clareando espaços dignos de fantasias impossíveis.
Duma coisa estamos certos, elas estão soltas e devem continuar assim, não as tentem prender, são seres esvoaçantes por natureza, entram e saem das nossas vidas, com o desvelo da liberdade absoluta, não há nada a questionar e nem cadeados a trancar.
Deixem-nas assim, livres como os pássaros, porque Bruxas são criaturas além da nossa compreensão e habitam entre nós em forma de mulheres que todos conhecemos, que identificamos e nos põe interrogações cujas respostas não encontraremos nunca! Se, no meio da madrugada, lhes ouvirmos a gargalhada sonora, ecoando pelo infinito, melhor guardar sua voz como o símbolo do grito do tempo.
Cabe-nos respeitar o delírio do seu riso solto, penetrante, reverberante, aquele riso forte, restaurador e assustador, inquietante e mesmo assim, apaziguador de nossas almas que buscam o elo perdido entre os místicos poderes que sua energia é mestra em administrar. A elas, nosso silêncio e nosso olhar atento, além, claro , de ouvido ansioso por algum cântico que nos revele o paraíso além do universo !
(Aparecida Torneros, jornalista e escritora, mora no Rio de Janeiro)

Recado para as Bruxinhas!


Quando te conheci


Nos meus tempos de violonista...

Blog da Mulher Necessária: Nos meus tempos de violonista...
Nos meus tempos de violonista...

Fui uma aprendiz de violão clássico. Estudei durante uns dois anos, entre os 16 e 17 anos, treinando diariamente a escala e indo às aulas no Conservatório Brasileiro de Música, duas vezes por semana. Ir pelas ruas, carregando o violão, me deixava com a sensação de ser uma futura violonist. Mas, fui traída pela minha baixa aptidão para o mister, e desisti um dia, provavelmente na certeza de que seguiria sendo grande apreciadora dos virtuoses, entre eles, um brasileiro chamado Darci Villaverde, que conheci numa travessia Rio-Niterói, na barca da cantareira. 
Tivemos uma conversa de tocadores de violão, mostramos os calos nos dedos, ele devia ter uns quarenta anos, admirou-se do meu interesse pelo instrumento em versão erudita, numa época em que as bandas de rock e a bossa nova eram moda para a garotada. Nem soube explicar. Mas pude fazê-lo sentir que era só um pequeno sonho, pois por mais que treinasse nunca chegaria a tocar como ele. No fim da viagem, pediu meu endereço, e uns meses depois, revebi dele um cartão postal, de Berlim , tinha se apresentado na Alemanha Oriental, e se lembrou da garota magricela que aprendia a música de violão sofisticado. Nunca mais ouvi falar dele. Mas consegui um disco, muito anterior ao advento do cd-player, com interpretações dele, magníficas e até hoje recordo seu rosto simpático naquela tarde em que o acaso nos fez sentar um ao lado do outro e conversarmos, descobrindo a afinidade momentânea dos dedos calosos pelas cordas de metal, desfiadoras a produzir sustenidos e bemóis que me deixavam doida ao ler as partituras. Mistérios da vida, coisas que vamos juntando no armário das lembranças, pequeninas alegrias proporcionadas pelos deuses conspiradores. 
Agora, remexendo gavetas atulhadas de velhos retratos, encontrei um, já comido pelos fungos, que me atrevo a escanear para observar meus sentimentos tão antigos. Ali, na saleta da casa da minha adolescência, está um móvel que continha a televisão, a vitrola, o rádio e o lugar dos long-players. Eu, vestida de azul, sapatos de verniz preto, me posiciono para uma pequena apresentação familiar, na festinha dos meus 17 anos. Há no meu entorno uma aura de promessa e futuro, uma alegria dividida entre inúmeros projetos para os próximos anos. Passada muitas décadas, ainda guardo o velho violão, comigo, presente do meu pai querido. Mas, as canções que um dia cheguei a tocar, em sua maioria, me escaparam da memória, e meus dedos, deixaram os calos para trás, embora a emoção ainda me pegue ouvindo, internamente, o som da minha juventude esperançosa e sonhadora. Bom rever essa foto e me reconhecer feliz, apesar dos tempos difíceis que enfrentávamos, já que a mocidade me brindava com sua inquietação e desafiante corrida ao novo. Hoje, o novo virou passado, e, a menina-moça que a fotografia deixa entrever, já não é tão moça, mas conserva o coração menino que se encanta com a música para sempre...
Aparecida Torneros
Cida Torneros









Hoje faz um ano que nos conhecemos!





Nós sempre teremos Paris


O delírio romântico que Paris ocasiona


set
10
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CRÔNICA
Nós sempre teremos Paris
Maria Aparecida Torneros
Na semana passada, para compensar a dor da perda de uma grande amiga, recebi dois telefonemas de Paris. A voz masculina, do outro lado da linha, era querida, amável, carinhosa e me cobria de mimos. Nas madrugadas em que me acordou, lá eram 7 da manhã, ele me trouxe o clima parisiense de volta, eu revivi, de certo modo, o delírio romântico que aquela cidade ocasiona nos corações necessitados de crer no amor.
No domingo, vejo o anúncio no jornal da ultima apresentação da peça “Nós sempre teremos Paris”, telefono para saber se ainda há lugares, decido ir na sessão de 18.30h, mando torpedo para avisar meu irmão para que dê uma olhada na nossa mãe velhinha, com quem passo os fins de semana, e fujo, literalmente, para ter Paris, de novo.
Sozinha, sento na poltrona de número 7, no balcão, observo a platéia e o palco, com visão privilegiada, imagino que subi na torre Eiffel, inicio minha sucessão de delírios!
O texto é direto, simples, envolvente e amoroso. A direção da francesa Jacqueline Laurence, autoria do jornalista Artur Xexéo, que vi circulando lá fora antes da abertura do teatro Leblon, sinto que o espetáculo é perfeito para a minha alma necessitada de atravessar o oceano, no caso, a cidade, saindo direto da Vila de Noel, para a Paris instalada na zona Sul do Rio de Janeiro.
Meus sonhos de chegar a Paris, duraram cerca de 40 anos. Comecei a desejar realmente visitar a cidade-luz, com 19, mas só consegui alcançá-la, com 59.
Em 2009, depois de excursionar por Espanha e Portugal , com amigas, decidimos amanhecer em Paris, indo de trem noturno, procedente de Barcelona.
A primeira visão do lugar foi cheia de expressões adolescentes, eu pedia às amigas, por favor, me belisquem, estou mesmo em Paris?
E sucederam-se 5 dias de deslumbramento, passeios, museus, etc.
Na véspera do vôo de volta ao Brasil, elas foram de eurostar a Londres , bem cedinho, e eu fui esperar um amigo brasileiro, radicado desde 68 na França, que viria de Lyon, para me rever e reviver comigo, nossa juventude distante. Ele trouxe presentinhos e eu lhe dei dvds do Zeca Pagodinho. Passeamos muito, de mãos dadas, rimos, almoçamos no quartier latin, e fechamos a noite no Café du Flore, ele voltou para casa, e eu para o hotel, precisava dividir com as amigas, a sensação de namorar, em Paris, com 40 anos de atraso.
Dois anos depois, em 2011, voltei a Paris, desta vez com outra amiga, também permaneci por 5 dias e de Paris, seguimos para 15 dias na Itália, começando por Milão.
Paris de 2011 já era para mim, um resumo de maturidade, não reencontrei ninguém, conheci pessoalmente a baiana Regina Soares, que já era amiga virtual, vive na California, passamos horas conversando. Entretanto, eu me reconheci, muito feliz, comigo mesma. O sabor dos sonhos dos impressionistas me invadiu, passeei de barco no rio Sena, assisti missa na Sacre Couer e para fechar, claro, levei minha companheira de viagem, para tomar vinho no Cafe du Flore, para brindarmos Paris.
A voz das ligações que tenho recebido de Paris é de um amigo português, que ali vive, há muito tempo, mas também tenho amigas e amigos franceses com quem troco conversas via internet, já que, há 3 anos, aos 61, resolvi estudar francês.
Uma das pessoas que me oferecem seu carinho, na língua francesa, é um argelino que vive em Paris, desde os anos 50, que me enviou, inclusive, fotos do casamento muçulmano, da sua filha, no ano passado.
Eu estava ali, diante do palco, ouvindo as canções lindas, interpretadas por Françoise Forton e Aloisio de Abreu, e Paris estava em mim, outra vez, e podia sentir que todas as pessoas respiravam La vie en rose, no final de domingo de setembro, enquanto o coral infantil da Rocinha, entoava o hino concebido por Piaf, uma emoção intensa.
Saí correndo, precisava voltar para ficar com mamãe, atravessei a cidade, e, no táxi, pensei assim: Paris sempre me tem de volta, desde Casablanca, o filme, ou desde aquele dia, no final dos anos 60, em que meu namoradinho da faculdade quase partiu meu coração, me avisando que ia morar em Paris! E foi.
Maria Aparecida Torneros, jornalista, escritora, mora no Rio de Janeiro, edita o Blog da Cida, onde o texto foi publicado originalmente.

Comentários

Cida Torneros on 10 setembro, 2013 at 1:25 #
Merci! Oui, Paris , toujour, avec l’amour!

Graça Azevedo on 10 setembro, 2013 at 14:51 #
Vi a peça quando estive no Rio. Sensações semelhantes às suas, Cida!

regina on 10 setembro, 2013 at 15:49 #
Que bom que há Paris,
amigos que chamam no meio da noite,
mimos que se transformam em romance,
necessidade de crer no amor,
irmãos, amigos e mães, que se ajudam entre si,
sonhos que se fazem realidade,
encontros no meio da tarde que viram historia,
Café du Flore, rio Sena, missa na Sacre Couer,
Amores/Amantes/Amigos
volta à realidade mas a possibilidade de voltar à Paris…
Que bom que há Cidas!!!!!

regina on 10 setembro, 2013 at 15:58 #

Cida Torneros on 10 setembro, 2013 at 20:16 #
Regina, que lindo! Merci
Graça, estamos em sintonia!
Bisous procesduas!
Cida

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

FORA CUNHA, gritaram as mulheres no Rio de Janeiro!







As mulheres se reuniram na Cinelândia,  centro do Rio de a janeiro,  para protestar contra o presidente da Câmara dos Deputados,  Eduardo Cunha e o seu poder sobre parlamentares em sua maioria conservadora que legisla contra conquistas femininas,  dificultando até o às abortos previstos em lei  que passarão a ser de aplicação repleta de exigências que,  no fundo,  impedirão sua realização. 
A mulher ada foi para a rua e gritou.  O protesto teve bebês e nudez para chamar atenção do momento negativo por que passa o país com retrocessos e muita corrupção. 

Quando Paris me invade, a vontade é voar correndo pra lá




É um sonho . Sempre foi. Desembarquei na cidade luz num amanhecer de maio de 2009. Viajara toda a noite num trem procedente de Barcelona. Estava com 59 as anos e meu coração me avisava que seria paixão à primeira vista . E foi . Nos dias que se seguintes, cada atitude media sentimentos de gerações.

Minhas amigas que estavam comigo, ficaram  eufóricas . Era uma comemoração de 40 anos de amizade. Tours e escapadas. Lá se foram os deslunbres a cada imagem da cidade. Suas ruas de prédios  cinzentos e telhados inconfundiveis por suas janelinhas de sótão s habitados denunciam tradições assim com o seu antigo metrô cobrindo a cidade de ponta a ponta.

De lá  retornamos ao Brasil. Com saudades e ótimas lembranças.

Consegui voltar a Paris em 2011. Desta vez, mais calmamente, fui de aviao, Rio/Paris, visitei mais lugares e vivi o carisma da vida parisiense com certa reverência  e modéstia diante de tanta cultura e tal modus vivendi que admiro e invejo.

Encontrei a crise. Mas presenciei o fluxo turístico intenso. Passeios pelo Jardim de Luxemburgo me deram tranquilidade.

Visitei mais museus. Tomei muitos cafés sentada na Beira das calçadas. Rezei na Notre Dame e na Sacre Creur de Marie . Pedi para um dia voltar e ficar mais tempo.

Ali tem muitos segredos. E sonhos. E amores com dramas ou finais felizes. Um misto de amargura e encantamento. A beleza da elegância humana nos detalhes do cotidiano.

Segredos de Paris? Quem poderá desvendar suas entranhas que envolvem histórias de Reis e rainhas, angústias de artistas, porões de resistência à guerra... tanta coisa...

Paris é  mais do que cidade. É lugar de encontros de amantes do mundo. Promessas de fidelidade e um inconsciente traiçoeiro que aponta para a magia de se viver Paris através das suas esquinas e cafés, sua Toŕre Eifel e seu povo misturado com seres do mundo inteiro que para ali vão em busca de antigos desejos e a fim de conferir a tal magia parisiense. O rio Sena é  a grande testemunha.

Em Paris , a gente se envolve com a noção de liberdade e se orienta para um caminho afetuosamente refeito a cada século ou década.

Paris chama quem tem sede de passar pelo mundo e não pode ir embora sem provar  seu gosto de festa, frenesi e elegância . Também suas lutas e vitórias .

Cida  Torneros





Quando a gente ama


Sargento preso no Rio por manter mulher em cárcere privado


Sargento do Exército é preso no Rio por manter mulher em cárcere privado
Vítima ficou trancada em casa por três dias, segundo denúncia da família. Ela sofria lesões, ameaças, coação física e moral por parte do companheiro.

Por Henrique Coelho
Do G1 Rio

Dentro de cárcere, mulher escrevia mensagens no banheiro e na cozinha (Foto: Reprodução)
Um sargento do Exército foi preso em flagrante nesta quinta-feira (29), por policiais da 27ª DP (Vicente de Carvalho), pelos crimes de cárcere privado e lesão corporal. De acordo com a polícia, Tony Fabio Lima de Oliveira, de 42 anos, mantinha a companheira trancada em casa, em Madureira, no Subúrbio do Rio, além de agredí-la física e moralmente.

Tony foi denunciado pela mãe e pelo irmão da vítima, que procuraram a delegacia. O inquérito policial apura os crimes de ameaça e lesão corporal contra a mulher. Segundo a polícia, os familiares apresentaram áudios, mensagens de texto e fotografias registradas pela vítima nas quais relata as lesões, ameaças, coação física e moral a que ela estava sendo submetida.

"Ele era extremamente violento e a agredia constantemente. Quando fazia isso, a proibia de sair de casa para não ter contato com a família e vir à delegacia. A relação de 1 ano e meio era complicada", disse o delegado Felipe Curi, acrescentando que o sargento foi enquadrado também na Lei Maria da Penha.
Com as provas, os policiais se dirigiram à casa do sargento, que fica no acesso ao Morro da Serrinha. Houve troca de tiros durante a ação de resgate da vítima.

Na cozinha e no banheiro da casa havia mensagens nas paredes escritas pela vítima que demonstravam a condição de submissão à qual ela era mantida pelo militar. "Mv
mensagens. Além disso, no aparelho de telefone celular de Tony, foram encontradas várias mensagens com ameaças à vítima.


Bebê está em casa com parentes da mãe, que já cuidam de 2 filhos dela. 

Pessoa livre paga preços altos!

Pessoa live? Livre de que? De medos de assumir sua liberdade de ser e assumir as rédeas da própria vida.

Ah.. quem tem coragem de ser livre para pensar, agir ou contestar? Gente forte que a despeito das fofocas ou intrigas e até perseguições , a criatura vai em frente.

Pessoa livre se comporta do seu jeito mas respeita os parâmetros médios da vida em sociedade, apenas se dá ao direito de ser e agir diferente.

Claro que se você vai a um lugar onde todos se vestem da mesma maneira e seu traje é  de um Hyppie anos  70, sua presença será  notada, comentada ou até criticada. Mas é  seu direito ser livre para escolher suas roupas? A tal moda tenta impor em suas épocas, padrões visando naturalmente o comércio e a indústria. Se os lançamentos de verão ou de inverno não provocarem desejos de consumo, o modelo capitalista estará falido. Isso  se aplica  a todos os itens da propaganda que desperta interesse à  compulsão de comprar. Automóveis , casas, utensílios , viagens, restaurantes, hotéis etc, o leque de possibilidades consumistas é  imenso. Estar ou ser livre disso é  mesmo uma mudança  cultural que envolve decisão e até ofende uma maioria que não é capaz de romper as tais regras do jogo.

Porém , permito-me imaginar o grau de ofensa ou inveja ou até  mesmo ira que os prisioneiros das aparências devem nutrir diante das pessoas que são livres para o Amor.

Amor livre é  Amor sem cobranças e sem necessidade de seguir ou repetir modelos uma pessoa livre  pode amar o feio porque bonito lhe parece. Ama-se com liberdade quando se deixa o ser amado ser livre também. Que o Amor seja livre de correntes ou posses.

Sou uma pessoa livre quando amo. Disso não  abro mão. Amo porque amo e pronto. Por isso, pago o preço. E não me arrependo.

Cida Torneros

Asa morena


FORA, CUNHA! O GRITO FEMINISTA!







“Fora Cunha!”, o grito feminista contra o Brasil conservador, diz jornal português
Arquivado em (Artigos) por vitor em 30-10-2015 00:12

Eduardo Cunha está “acabando com a ideia de democracia no Brasil”,
disse uma manifestante na Cinelândia
DEU NO JORNAL PÚBLICO (DE PORTUGAL)
Kathleen Gomes (no Rio de Janeiro)

Efeito-borboleta é a descoberta de contas milionárias de um deputado na Suíça provocar uma manifestação feminista no Rio de Janeiro. Quarta-feira (29) ao final da tarde, Marina e Milena, duas adolescentes, apanharam um ônibus lotado na zona sul em direção ao centro da cidade para protestar contra Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados que, apesar das evidências de que possuía contas secretas na Suíça e apesar de ter o seu nome envolvido no escândalo de corrupção na Petrobras, recusa afastar-se do cargo. “Cunha é o karma do Brasil”, diz Milena – 18 anos, umbigo de fora – como se fizesse a síntese de uma novela demasiado familiar. Todos os dias, a imprensa brasileira dá conta das manobras de bastidores e jogos de alianças que têm permitido a Cunha permanecer uma das figuras mais poderosas e consequentes da política brasileira. Apesar das suspeitas que recaem sobre ele, Cunha tem, por exemplo, o poder de aceitar ou travar um processo de impeachment contra a presidente Dilma Rouseff, além de decidir toda a agenda legislativa na câmara baixa do Congresso.
“Ele tem um poder absurdo. Está acabando com a ideia de democracia no Brasil. Só faz o que quer, como suspender a votação de leis se o resultado previsto não lhe agradar”, diz Marina, 17 anos.
Eduardo Cunha é também o autor de um projeto de lei que visa endurecer a criminalização do aborto – que já é ilegal no Brasil –, tornando-o mais difícil para vítimas de violação e punindo com prisão quem induzir ou auxiliar uma mulher a interromper a gravidez, entre outras medidas. O Código Penal brasileiro prevê penas de prisão de um a três anos em caso de aborto e apenas permite interrupção voluntária da gravidez no sistema de saúde pública em casos de violação, quando a gravidez põe em risco a vida da mulher ou quando o feto é anencéfalo (anomalia congénita que se caracteriza pela ausência de cérebro). Em caso de violação, a mulher pode ser diretamente atendida por um médico sem ter de apresentar um relatório policial. Mas a proposta de lei de Cunha pretende mudar isso, exigindo a apresentação prévia de um exame e de um relatório policial comprovando a ocorrência de abuso sexual. O texto também prevê um agravamento penal para o anúncio ou uso de substâncias abortivas.
O projeto foi aprovado na semana passada por unanimidade na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara dos Deputados e deverá ir a votação no plenário na próxima semana. Em Fevereiro, quando assumiu a liderança da Câmara de Deputados, declarou que a legalização do aborto só seria votada por cima do seu cadáver.
“De alguma forma, esse projeto coloca o aborto como um crime maior do que a violação”, diz Clara Guimarães, uma psicóloga de 33 anos. Clara não tem muita esperança de que a mobilização tenha impacto direto em Brasília. “Acho difícil. Esse Congresso é o mais conservador de sei lá quantos anos. Os políticos conservadores são os mais votados – Jair Bolsonaro, Eduardo Cunha…”
Cunha tornou-se presidente da Câmara dos Deputados graças ao apoio das bancadas mais conservadoras e moralistas – conhecidas como bancada Bala, Boi e Bíblia, por representarem os interesses das indústrias securitárias, agropecuárias e das igrejas, com destaque para as evangélicas – e é essa maioria parlamentar que lhe serve agora de escudo de proteção para se manter no cargo. Cunha tem feito por fortalecer essa aliança: só na última semana acelerou a votação de propostas legislativas polémicas que correspondem às prioridades dos parlamentares conservadores e que se encontravam em ponto morto, mais coisa, menos coisa – como um projecto que liberaliza o porte de armas, uma proposta de emenda constitucional que tornará mais difícil a reclamação de terras indígenas e o PL 5069, que data de 2013, cuja autoria é assinada por 13 deputados, todos homens, muitos deles evangélicos.

“Fora Cunha!”, o grito feminista contra o Brasil conservador, diz jornal português

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Barbra Streisand


O pequeno burguês


Camariñas


Bruxas sábias



Bruxas sábias


Bruxas sábias

De cada momento...
guardo o sentimento...
levo a paz e a alegria...
de cada um...
e ...me entregei ao tempo
que tem passado tão depressa...
de cada momento assim, de tudo que aprendi
guardo cada sorriso amigo e cada abraço,
meu coração tem tanto espaço
cabe tanto aconchego e tanto apreço
tem lugar para o fim e para o recomeço...
De cada momento...
mudo a cara do soluço, tenho a solução
para o mistério da vida, tenho a chave
para a loucura do paradoxo, e trago comigo,
saibam todos, o nome de cada um gravado
na alma imensa que me eleva e faz feliz
de cada momento tenho a boa cicatriz
marca tatuada de estrelinhas, borboletas,
pequeninas fadas, dragões e águias,
levo sempre assim, tantos fastaminhas
tão camaradas, tão adocicados, bruxas sábias,
quem me acompanham , eternamente, como agora...
Cida Torneros

Não mexe comigo!


Você não Vale nada mas eu gosto de você


Todo sujo de batom


Divina comédia humana


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Arremedo de paixão , meu Anjo-ladrão!



Um anjo cruzou meu habitat
Arrepiei inteira e lhe dei amor...

Mas foi só um arremedo, coisa pouca...
Tudo aconteceu como se abre um botão em flor...

Se foi paixão como definir aventura louca?
Sei que as falas eram de anjo. O carinho idem.

Desde aquele momento, fiquei hipnotizada
Sonhei rever tal criatura fluida de pele oca.

Reconheço que anjos são os mensageiros
De vôo eterno... trazem esperança e auxílio

O que me visitou , ofereceu-me deleite,
Sussurrou no meu ouvido um cântico doce

Depois fugiu ou me fez fugir, não  sei ainda
Pois há um laço qualquer, preso ou enfeite.

Que me prende a um ser tão  plácido
Ele era um visitante como se fosse

O dono da casa e no entanto, pálido,
Me fez feliz e foi voar sobre minha cabeça

O que me intriga agora é  esse nó no peito
Que vou soltar,  embora sempre negue

Aprendi que um arremedo de paixão
Nem chega a ser amor e a vida segue...

Até um anjo pode se confundir na Terra
E se distrair caso um afeto o pegue ...

Anjos são do Céu  mas se um cai e erra
Como entender um anjo -ladrão de coração ?

Cida Torneros

Claudete Soares


Você não serve pra mim


John Lennon 75 anos, arquivo N, Globo News



A noite desta quarta me mostra o John dos meus tempos de adolescente.
No programa Arquivo N revejo depoimentos dele e imagens dos Beatles que trago impressas na memória.
Irreverentes e inteligentes,  o poeta Lennon e seus três companheiros de banda,  revolucionaram nossa juventude através das mensagens de suas canções.
Viraram paixão. A gente colecionava fotos deles.  Imitavamos o corte de cabelo.  Era uma febre coletiva.  Help,  lembro quando papai trouxe o LP que eu e meu irmão ouvimos repetidamente.

Tiveram fases que acompanhamos. Meditação transcendental na Índia,  a separação do grupo em 1970. John se casou com a japonêsa Yoko Ono.  Juntos,  pregaram contra a violência e pela Paz,  do seu jeito.

Imagine um mundo de homens vivendo em paz.  Lennon imaginou,  sonhou,  cantou e viveu por essa causa.  Foi assassinado por um fã louco.  Sua arte não morreu.  Temos as músicas e sua história. Temos essa possibilidade de análise num documentário que traz imagens dele com mulher e filho.

Como se fosse um ser comum Lennon ele foi vítima de um crime aos 40 anos,  enquanto os seres comuns do planeta também correm perigo semelhante mas no caso do ex Beatle foi a certeza de que o sonho acabou.  The dream is over,  ele mesmo cunhou está frase profética.

Sua morte marcou o século XX  tanto quanto as guerras e as bombas atômicas.  O saldo da curta vida do grupo The Beatles e do próprio Lennon é justamente o legado musical e existencial que sua arte proporciona às gerações subsequentes.

Imaginemos o nosso John com 75 anos compondo e protestando. Ele estaria provavelmente junto dos foragidos da Síria,  ou no mar Mediterrâneo gritando pelos afogados que fazem a travessia para fugir de uma África sem condições de sobrevivência.

O velho Lennon seria um avo engraçado ou talvez um eterno hippye largado no Central Park caminhando lentamente entre  as árvores no outono com sua Yoko ao lado.

Cida Torneros 

De que lado nasce o Sol


Belchior tudo outravez


Ela desatinou


Geni e o Zepelim


Sinal fechado


No mundo da Lua


Viola Enluarada


Que a noite seja de Amor e Paz para nós!


A lista, Oswaldo Montenegro


Teus olhos castanhos


Vinho verde


Salve Carlos Drummond de Andrade


Documentário do momento: orgulho de ser brasileiro



“Orgulho de Ser Brasileiro”: filme de Adalberto Piotto será exibido nos EUA

Publicado em Terça, 27 Outubro 2015

Escrito por Redação Comunique-se

O documentário que discute o sentimento envolto na mais emblemática frase que se ouve no país – e que dá título ao filme - a partir de depoimentos de vários brasileiros vai desembarcar em Harvard University, em Cambridge (Massachusetts), e Columbia University, em Nova York (New York State). A obra foi idealizada e dirigida pelo jornalista Adalberto Piotto.

Parreira é uma das personalidades entrevistadas 
para o documentário

Leia Mais:
“Orgulho de ser brasileiro”: documentário de Adalberto Piotto estreia no Japão

De acordo com as informações, Piotto recebeu o convite do cientista político e pesquisador de Harvard, Hussein Kalout, e do mestrando da Escola de Mestrado de Columbia, Marcello Bonatto. As exibições estão marcadas para 27 e 29 de outubro em Harvard e Columbia, respectivamente.

Para Kalout, “o documentário explora com perspicácia as raízes idiossincráticas do vívido sentimento da identidade nacional Brasileira. Trata-se, indubitavelmente, de um verdadeiro resgate do Brasil de contrastes. É um documentário marcante, intenso e brilhante”. Já Bonatto comentou que o filme cumpre papel de engajar o espectador no debate.

Lançado em 2013, o documentário já foi exibido em várias cidades e capitais brasileiras, selecionado para a mostra principal do Cine PE, das exibições e eventos do Focus Brasil em Fort Lauderdale, Londres, Hamamatsu e Oslo. Também faz parte do acervo do King’s College London, onde foi exibido durante a Copa do Mundo de 2014, do acervo do MIS de São Paulo, da Cinemateca e teve quase 3 mil DVDs distribuídos gratuitamente a escolas, universidades, sindicatos e institutos de estudo do Brasil e do exterior como contrapartida espontânea do diretor.

Além da experiência no mundo audiovisual, Piotto soma passagens no rádio. De julho a novembro de 2014, foi apresentador do 'Jornal da Manhã', noticiário transmitido pela Jovem Pan. Anteriormente, permaneceu por nove anos na equipe de âncoras da CBN e ficou dez meses na Rádio Bandeirantes. 

Maria Rita


terça-feira, 27 de outubro de 2015

Que maravilha, Jorge Benjor


Banzai


O que tinha que ser


Saudade é dor pungente


60 anos de casamento bem comemorados!


Meu blog visto pelo mundo!



Há anos escrevo blog. O primeiro foi Maryelle. Durou uns três anos.
Depois fiz um quando lancei o livro A mulher necessária.  Parei em outubro de 2014.
Também organizei um blog com o título do segundo livro Contra-ataque do amor.  Abandonei.
Lancei e mantive por longo tempo o blog da Cida Torneros. Cansei.
Nos últimos tempos mantenho só este aqui.
E me surpreendo com quantidades de visualizações e suas origens.
Hoje consultei as desta semana,  relativas a dois dias segunda e terça.
Os leitores da Rússia ultrapassaram os dos Estados Unidos. Ano passado,  tive centenas de acessos da Alemanha. Esporadicamente,  aparecem acessos da Birmânia por exemplo. Penso que buscam música. Ou talvez imagens. Mas também conteúdo porque existe a possibilidade de usarem tecla de tradução para vários idiomas.
Para mim,  que me considero uma blogueira eventual que exercita seu gosto por escrever ou compartilhar pensamentos,  no fundo,  me dá uma tremenda curiosidade sobre o acesso anônimo inclusive do público brasileiro.
Colo aí os dados de ontem e anteontem
Cida Torneros

Visualizações do meu blog esta semana (segunda e terça)
de página por país


Brasil
857

Rússia
115

Estados Unidos
95

Alemanha
70

Portugal
44

França
8

Espanha
3

Noruega
1

Carinhoso


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Minha querida Erika, quero homenagear seu pai! Bom descanso João Francisco.



Estive hoje no cemitério do parque da colina,  em Pendotiba,  onde minha querida "filha"  postiça e a bela família de João Francisco estavam Unidos na hora da despedida.  A mãe Graça e os irmãos de Erika,  além de muitos familiares e amigos,  prestavam homenagem a um guerreiro que sofreu mas descansou.  


Impedido de se movimentar totalmente,  nos últimos dois anos,  o bravo João que coheci nos tempos da festas de aniversário da sua filha quando ele comandava os churrascos de setembro no clube português do Inga,  tinha sobre seu corpo a bandeira do Vasco da Gama e a imagem de Nossa Senhora Aparecida.  

Seu semblante estava sereno e bonito,  com um meio sorriso que nos dizia que parou de sofrer e ganhou a liberdade daquele corpo que o aprisionou com a enfermidade. 
O clima era de fé. Consolo.  Paz. Amor. Muito amor. 


João cumpriu missão e  construiu uma geração de jovens carinhosos juntamente com a dedicação da Graça,  sua grande companheira.

Oramos. Rezamos o terço.  As senhoras espanholas Maria Luiza é Maria de Los Angeles, da paróquia de São Judas Tadeu,  vieram encomendar o corpo,  lendo passagens da Bíblia que muito nos confortou.  Uma egrégora de luz inundou o ambiente e os anjos infestaram de raios luminosos os nossos corações. 

Coincidentemente,  as senhoras espanholas são  de Orense,  terra da minha avó Cármen Torneros e nos pediram ao final para cantarmos.  Um coro suave entoou "com Minha mãe  estarei santa glória um dia,  junto da virgem Maria,  no céu trunfarei". 

Erika,  Graça e todos os presentes tinham a certeza do caminho do bem que João Francisco seguirá na glória da Eternidade. Seu corpo foi cremado mas sua alma deixa nos corações dos que ama,  a eterna presença e a saudade perene.  

O lugar é  de paz.  O momento é de agradecimento por sua passagem em família unida e transbordante de amor. 

A jovem e talentosa Erika deu o exemplo da pessoa forte e madura que junto aos seus levará adiante os sonhos de João Francisco. 


Senti-me no seio de um grupo amigo. Laços de afeto e respeito. Quero lembrar dos momentos felizes que ele nos proporcionou nos ses 70 anos por aqui.


Obrigada,  João,  por nos ter oferecido tanto. Minha querida Erika,  conte comigo,  sempre. 

Amo você e  sua bela família. Ao Irmão João Francisco a paz eterna de Cristo. 


Cida Torneros 

Quando você passa


Quem sabe isso quer dizer amor


Amor, além da vida


Te amo, espanhola


Aznavour


domingo, 25 de outubro de 2015

Deixa a Luz do céu entrar


Meu domingo anoitece e o tema da redação do ENEM me martela..



Sou da geração  que pregou o feminismo. Direitos iguais para as mulheres. Liberdades conquistadas e ingresso nos mais diversos mercados de trabalho. Há  50 anos quando eu disse ao namoradinho mineiro que ia ser jornalista, ouvi-o exclamar que isso era profissão de homem. Logo eu, que estava tão apaixonada pelo futuro engenheiro que só encontrava nas férias  quando ia com meus padrinhos a uma cidade do Sul de Minas e que passava o ano inteiro trocando romanticas cartas com o jovem tocador de violão. Este fato representou uma violência machista.

Chorei muito, mas rompi o namoro. Como aquele ser que eu admirava tanto podia  desencorajar-me a trilhar um caminho de escritas e descobertas onde eu me realizaria com viagens e até  pretendia dividir com ele e nossos filhos futuros os registros de histórias intensas?

Eu não seria a professora que ele desenhava na época , como uma dona de casa afeita à  cozinha ( nada contra) mas meus sonhos eram maiores com vôos mais altos.

Doeu sim. Já  que eu tinha um pai moderno que me abria as portas da nova era, realmente minhas relações  com o sexo oposto não  aceitavam comandos ou posses nem de cabeça  ou de corpo.

Segui meu caminho. Usei as minissaias  que quis. Estudei a faculdade que escolhi e abracei a profissão que amei exercer. Em muitas ocasiões  eu era a única mulher num grupo de homens em certas coberturas. Comecei a estagiar em 1970. As jornalistas  passaram a dominar as redações a partir do final fda década de 80.

Acompanhei de perto a discriminação  sócio cultural do pretenso domínio do homem sobre a mulher em casa ou fora dela.

E achava que isso ia acabar em certo tempo. Mas não . Eu e todas da minha geração  estivemos nos enganando .  O tema da redação  proposta hoje nos exames do ENEM foi justamente a violência contra as mulheres. Evidentemente  que se refere a números  em termos de violência  física e até  assassinatos.

Passou-se meio século  e  o índice  de violência  e discriminação contra o sexo feminino ainda persiste envolvendo assédio  e desrespeito.

Os jovens que fizeram suas redações  devem ter citado a lei Maria da Penha e lamentado oo comportamento repetido e vicioso de uma parte dos homens que se consideram donos do destino das mulheres que lhes cruzam o caminho.

Meu domingo se vai com a triste constatação  do quanto a violência em geral fomenta guerras e crimes. Além  de manchar de sangue a luta de nossa bandeira de igualdade de sexos e liberdade de ser e viver.

Já  é hora de coibir e frear uma cultura que aceita agressão verbal ou física de criaturas sobre outras em nome de um poder inexistente.

Tanto faz sejamos mulheres, transexuais , gays,  prostitutas, professoras, engenheiras , jornalustas, escritoras, medicas, chefes de estado, monjas. O que importa é  sermos seres humanos respeitados e que possamos honrar nossas atitudes sem compactuar com a injustiça  cometida contra mulheres ou grupos  que a sociedade exclua como se dela não fizessem parte.

Torço para que os jovens tenham criado brilhantes textos conscientes da necessidade de virar esse jogo sujo de uma vez por todas.

Cida Torneros




Tudo está no seu lugar Graças a Deus


Meu domingo, passo comigo !




O tempo nublado me convida a ficar em casa. Não  estou sozinha. Meus três  gatos ora dormem, ora passeiam pela casa. Amigos telefonam. Prometemos nos rever. Tanto a amiga que se recupera,felizmente, de uma cirurgia e se sente presa em casa em Copacabana, como o amigo que tenta vender a cobertura onde mora no Grajaú,  mas quer que eu organize um chá  de jornalistas no início  de Dezembro para reunir nossa gente em torno de bela louça e tantas lembranças. Ambos me conhecem há  décadas. E sabem o quanto eu prezo a paz interior e o sossego da alma. Um domingo como este em que visto um kaftan indiano e me refestelo no sofá  comemorando a falta de dor. A crise de coluna passou e isso é  uma bênção. Estive ontem e anteontem com mamãe. Luto comigo para compreender sua velhice avançada  e seus esquecimentos. É  privilégio ter mãe  de quase 89 anos.
Pego um dvd antigo do Benito di Paula. Aprecio ele cantar " Tudo está no seu lugar graças a Deus".
E me fotografo depois de comer , assistindo TV. Escolhi um programa sobre literatura.
Assim, vou passando o meu domingo, comigo. Sou boa companheira de mim mesma. Não me cobro muito. Aceito minhas neuras e limitações. Rio sozinha de mim mesma. Aturo-me bem. Sou benevolente com minhas topadas e cautelosa com minhas impaciencias.
Quanto aos sentimentos, até  as saudades me consolam.  Afinal representam a vivência  de bons momentos. Principalmente gosto de rememorar dias felizes. Lugares bonitos onde já  fui. E o amor que me move recentemente. Amor por alguém  que me inspira carinho e gratidão.
Cá estou no domingo preguiçoso com ânimo adolescente para sorrir da vida. Nada mais precioso do que ser grata pelos recomeços e oportunidades de observar que tudo está no seu lugar Graças a Deus.
Meu coração bate por amor. E o meu domingo está  repleto deste amor.
Repercute em mim a melhor das sensações: a esperança.
Cida Torneros







La vie en Rose, , Brenda Lee


Bye, Bye, Outubro rosa, seguimos em combate!


O câncer de mama em números no Brasil e no mundo

O câncer de mama é o segundo tipo de tumor mais frequente no mundo e o mais comum entre as mulheres, excluindo-se o câncer de pele.

Estudos realizados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) comprovaram que em 2014 aconteceram mais de 57 mil casos de câncer de mama no Brasil.

Nos Estados Unidos, estima-se que em 2014 foram diagnosticados mais de 200 mil novos casos em mulheres e 40 mil mortes. Embora o câncer de mama atinja, com maior frequência, pessoas do sexo feminino, a doença também pode afetar os homens. Foram mais de dois mil casos e cerca de 430 mortes, nesse mesmo ano, de acordo com o National Cancer Institute.

Principais sintomas:

Nódulos palpáveis na mama ou região das axilas.
Alterações na pele que recobre o local do nódulo.
Região da mama com aspecto parecido a uma casca de laranja.
Fatores de risco:

O câncer de mama geralmente afeta as mulheres acima dos 35 anos e os principais fatores de risco são: mulher que teve a menstruação precocemente; primeira gravidez após os 30 anos; não ter filhos e menopausa depois dos 50 anos, que é considerada tardia.

O histórico familiar é também um dos principais fatores de risco, principalmente se um ou mais parentes de primeiro grau, como mãe e irmã, tiveram a doença antes dos 50 anos.

Como prevenir?

Para a prevenção do câncer de mama é importante realizar o autoexame, apalpando as mamas, que a própria mulher deve fazer mensalmente a partir dos 20 anos de idade. Esse autoexame deve ser feito entre o quarto e o sexto dia depois do fim do fluxo menstrual. As mulheres que não menstruam devem escolher uma data para fazer a avaliação.

Outro método de prevenção é fazer exame de mamografia rotineiramente de acordo com a indicação do ginecologista.  Quanto mais cedo detectar o tumor, maiores a chances de se obter a cura. Na etapa inicial da doença, a probabilidade de cura é de 95%. Além disso, é importante ter hábitos saudáveis, fazer atividade física regularmente, não fumar, ingerir pouca bebida alcoólica e ter uma alimentação equilibrada evitando alimentos gordurosos.


Referências

Instituto Nacional de Câncer



Qualquer dia, a gente se encontra...


sábado, 24 de outubro de 2015

Nise da Silveira


O fim de semana e a pausa da Globo Repórter.... Nas Minas Gerais


Meu fim  de  semana,  coincidentemente,  me fez assistir duas vezes o mesmo Globo Repórter focalizando Minas Gerais.  Imagens belíssimas e o jeito mineiro de ser na história brasileira.

O Programa desvendou os encantos das Minas Gerais.

Mostrou as belezas das cidades de Diamantina e Ouro Preto.

Um lindo passeio pelos encantos de um pedaço histórico do nosso país.

Ali,  nas MINAS GERAIS - eles nos levaram até  a Estrada Real,que era a rota da produção de diamantes no século XVII, época em que o Brasil ainda era colônia de Portugal.

A repórter Isabela Assumpção contou  sobre a busca por essas pedras raras, todos os detalhes da sua pureza e perfeição entre as cidades de Diamantina e Ouro Preto.

Isabela descobriu os garimpeiros do nosso século, que ainda trabalham peneirando pedras em busca de fortuna. Desde o século XVIII, as terras são exploradas, mas existe uma área em que o garimpo mecanizado não entrou. A diferença você percebe nas imagens da devastação deixada por uma mineradora que por anos explorou a região de Areinha. “Foi difícil de chegar, demorou muito e é preciso coragem para circular por aqui”, comentou Isabela.

Por outro lado, o Parque Estadual do Rio Preto mostra a perfeição e o cuidado com a preservação. O povo não se deixou levar pela atividade ilegal e criou o parque há 21 anos para preservar o rio e a região, já castigada com a exploração da mineradora. A área é uma imensidão de mata com 12 mil hectares, paisagens montanhosas de tirar o fôlego e uma fauna e flora ricas, com plantas medicinais raras como cactos salvador, quiabo da lapa, arnica e sementes da sucupira branca. Lá se explora o garimpo sem máquinas, ou seja, sem devastação. Isabela anda por três horas e encontra uma piscina natural de água escura, limpa e cheia de peixes.

A jabuticaba é outra estrela do local, e se transforma em vinho, geleias e licores combatendo o envelhecimento e preservando a memória. Na região da Catas Altas, a história de Ana é impressionante. Uma dona de casa tem em seu quintal 25 jabuticabeiras. “Ofereço para as visitas o vinho, que eu mesma faço com a jabuticaba, no lugar do famoso cafezinho. A fruta é antioxidante, faz bem para a saúde e para o corpo”, explica Ana. O ‘Globo Repórter’ contou  ainda que nesta região estão os melhores queijos minas. O produtor explica todo o processo e fala como compete com a concorrência sofisticada do mercado.

Na reta final da viagem pela Estrada Real, a equipe encontra uma família que percorre o caminho de bicicleta. Os pais e um casal de filhos já pedalavam há três dias e ainda faltavam cinco para a aventura acabar.

Esse tipo de programa faz muito bem.  Além dos exemplos positivos de gente simples e feliz,  traz a esperança num país rico de seres humanos e natureza exuberante. A  Diamantina de JK e suas serestas.

Os queijos e comércio do caderno do fiado.  O museu dos tropeiros. Tanto detalhe que não se perde porque as novas gerações repetem os feitos dos ancestrais e preservam a singeleza sábia de um mundo que resiste à sede de lucros.

Pensei comigo,  preciso conhecer esta região,  ir à Diamantina,  Catas Altas,  Milho Verde,  e voltar a Ouro Preto.  Comer a costela ao molho de vinho de Jaboticaba e  me deslumbrar com o Vale do Jequitinhonha.
Quem sabe,  consigo e vou?

Cida Torneros