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A Paz

terça-feira, 28 de abril de 2015

Roberto forever


Adeus


Nossa familia sem tia Geni e sem tia Maria. Desejo que nossos descendentes conhecam nossa historia...



O mundo mudou em 100 anos mais do que tinha mudar em 1000.
Quando a avo Carmen deixou Verin em Orense  na Galicia espanhola era 1910. Do Porto de Vila ela embarcou numa terceira Classe e atravessou oAtlantico sozinha aos 16 anos.  Aqui encontros um primo arranjou trabalho e depois em 1920 se casou com o portugues Antonio Pinto da Silva. 
Tiveram filhos e criaram 8.
Na foto está  a filha cacula Maria,  que partiu há  dois anos. Tinhamos ido visitar tia Geni no asilo onde vivia.  Ela era divorciada do tio Helio que está  vivo,  
e sempre foi amada por todos nós. 
Juntas comigo na foto,  Carmen Lucia filha da tia Vera e Magda, minha afilhada filha da tia Maria. Também  ja partiram tio Ovidio,  tia Arminda,  tio Mario ,  tio Pedro,  tio Paulo,  meu pai Ulysses e tio Gerson. 

Familia grande e muitas festas.  Casamentos. Nascimentos. Chegada de netos e bisnetos. 
Meu pai era o primogenito. Eu fui a primeira neta estou com 65. Depois de mim,  Luiz Carlos,  Maria Carmen,  Carmen Lucia  Paulo Cesar,  meu irmao  Paulo Roberto. Sandra Regina,  Eliane, , Vania,  Marquinhos, Claudio Tadeu,  Mauro Jorge e Mario Ricardo. São  pais de Pedro  Lucas  e Nathalia respectivamente. 

Agora. A terceira e quarta gerações. Mes passado nasceu Giovana  filha de Simone irmã de Carlos Eduardo.  Ela e filha de Luis e tem os irmaos Fabio e Alxandre. 

O casamento mais recente foi da Cristiane.  No mes passado. 
Na Bahia nasceram Ana Beatriz e Juliana Filhas de Luciana e Saulo. Em Portugal estão  Joao Luis como esposa Fabiane com as meninas Luisa e Leticia. 

Tia Marilene tem as netas Carolina, Ligia, Marina e o Leonardo filhos de Paulo Cesar e Noemia. Heliaa,  viuva de Pedro tem as netas Ana Clara e Marina.  A filha de Sandra e Mauro CHAMA SE Belliza.
Pedro Guilherme meu sobrinho e solteiro. Minha sobrinha Ana Paula e seu marido Rafael  tem Eduardo. 
Meu filho Leandro vive com Carol e vai Oficializar a união breve mente. 

Pena que não  podemos juntas todos Para festejar. Meu pai era o filho amar velho. Eu fui a neta mais velha.  Meu filho foi o bisnetos mis velho do casal Carmen e Antonio. 

Somos parte do sangue do exemplo de amor de todos eles. 
Amo todos. E quero que se conhecam também. 
Maria Aparecida Torneros 



















Nepal antes da destruição


A licao dolorida e a humildade do Nepal



Os nepaleses sofreu as consequencias do terremoto com paz humildade e da ao mundo ocidental uma licao de vida. 


Nossa cancao


Nem as paredes confesso


domingo, 26 de abril de 2015

MARIA APARECIDA TORNEROS : Sábado

Encontros e dissonancias no Canal Arte 1, noite de domingo, 26 de abril, a pos-modernidade.

Ja Peguei o documentário pelo meio. Mas logo me encanto com a fala de Edgard Maria,  autor francês  que me dá  luzes há  décadas. Ele fala com calma sobre a complexidade do mundo globalizado que precisa reencontrar os caminhos da tolerancia.

São  entrevist ados outros escritores emblenatizando sociedades hoje Confusas em suas vidas e identidades. Um do Afeganistão.  Um suico de origem judaica criado em Londres,  um turno,  um  Iraniano e alguns outros.   No fim do filme o registro de Porto Alegre,  Primavera de 20.12.

Falaram de religioes, de rituais, do uso de burcas,  da pos-modernidade e mercado,  dos questionamentos da existência de Deus.

Todos estavam calmos.  A visao de Morin,  pra mim foi perfeita.  Tolerancia  para as diferenças,  aceitacao  de que nao existe felicidade perene e da necessidade de valorizar os momentos felizes que temos na Vida.

Crise de identidade existirá sempre em cada ser humano.  A funcao  de escritor  ajuda  a organizar ideias  e dividir juntamente  com leitores as perguntas sem resposta.

Um Planeta com tantos povos tão  diversos e tantas camadas de historia  em suas vidas representa exatamente isso:encontros e idiossincrasias.

 Quero rever este documentário. Muito bom. Feito em Porto Alegre,  2012. Vi hoje,  com tres  anos de atraso,  mas parece que tem muito a me revelar ainda.


Vivo esta tal Crise de identidade desde que me conheco e também  preciso  escrever para tentar organizar minhas ideias ou crenças.

 Amo poesia e penso que a arte tem força  para promover o encontro verdadeiramnte  humano.
Cida Torneros 

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Blog da Cida Torneros: Depois da sessão de análise e me recompondo...

Blog da Cida Torneros: Depois da sessão de análise e me recompondo...: Caminho em direção ao mar. Sob o Pão de Açúcar me recomponho. LIGO para mamãe e mando beijo. Uma amiga virá me encontrar. A brisa sopra e o ...





O meu Rio está lindo hoje






O orvalho vem caindo . Acordo e vou atravessar a cidade rumo a Urca!

 Neste 2015 vou pela segunda vez ao terapeuta. Estive com ele em janeiro. Como fazemos terapia juntos há 9 anos,  nos ultimos tempos ja nao sinto necessidade de visitas semanais.

Entretanto,  se me bate um sinal de perigo emocional a vista,  Recorro ao profissional competente que considero amigo.

Hoje,  uma sexta que amanheceu ensolarada mas fria,  preparo - me para a sessão das 10. Vou aproveitar para contemplação do mar e do Pao de Acucar.

Tenho passado tao mal,  embora a minha cama não seja a Folha de Jornal como canta o Poeta da Vila. Entretanto, durmo sobre uma dolorosa solidão que de uns tempos pra ca passou a me incomodar porque as dores de coluna e os constantes tombos me assustam.

Coracao e pressão com medicamentos controlados. Meus 65 ja não me possibilitam  cuidar de minha mãe de 88,  como gostaria, e duas acompanhantes a assistem noite e dia.  Quando saio da cama e consigo,  caminho algumas quadras  e a visito.

A aposentadoria me faz ler e escrever. Faz-me dormir porque os remédios incluem calmantes. Agradeco  e descarto muitos convites de amigos e amigas para saidas. Eu me sinto dolorida e cansada. Sequer me sinto Boa companhia.

E por aqui nem consigo ouvir o famoso apito do guarda civil que me desperte para o resgate da alegria de viver.

Sei que preciso reorganizar meu inconsciente e enfrentar até  a possibilidade de fazer a cirurgia da coluna aventada pelo novo ortopedista.

As limitacoes fazem parte da vida de todos nós. Noel viveu so 26 anos e apesar da tuberculose nos legou bom humor.

Exemplar figura carioca,  o compositor vilabelense  pode me dar um puxao de orelha e me empurrar a caminho da linda Urca. Noel, la vou eu!
Cida Torneros


quinta-feira, 23 de abril de 2015

Feriado da cronista caseira : Cafe na padaria e reflexões sobre Sao Jorge.



O feriado desta quinta começou com a tradicao da alvorecer de sao Jorge que inunda de fogos os céus cariocas.

 Filas e mais filas por toda a madrugada para visitar o SANTO guerreiro em suas duas Igrejas  na cidade. O sincretismo  com a figura de Ogum no candomble.

Eu estava na padaria e trabalhando meu Cafe com leitura as 7 da Matina.


Chegaram dois homens para o café e um deles usava  a camiseta bordada  com a imagem  de São Jorge. Ouvi parte da conversa deles. Tinham visto a cantora Alcione e o famoso Zeca Pagodinho antes do amanhecer.

Segundo comentaram  as multidoes  devem voltas pelo quartelrao.

Voltei pra casa e me hibernei no meu isolamento.  Passei o feriado refletindo sozinha sobre a fe que embala os sonhos das pessoas.

Nada aconteceu além  de repouso. São Jorge mora na Lua. Lembrei que na minha infancia eu o procurava em noites de lua cheia.

Talvez a lenda tenha me legado a coragem de enfrentar o dragao. Quem sabe?

Cida Torneros 

Tonight....


0 amor entre seres diferentes



Por que tantas guerras religiosas e tantos preconceitos de gêneros? 

Racas  ou cores de peles,  estatos social ou origens? 

Riquezas ou pobrezas,  de patrimônio  ou de moral e honra? 

O amor pode e deve ser o sentimento  capaz  de ultrapassar barreiras  e superar distâncias. 

Cida Torneros 

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Lola Flores 90 anos


Blog da Mulher Necessária: En avril a Paris - Jacqueline François

Blog da Mulher Necessária: En avril a Paris - Jacqueline François

Salve São Jorge


Guerreiro da Luz


Salve Jorge dia 23 de Abril


Minha vida e andar por este pais


Parabens Brasil pelos seus 515 anos hoje!


Por que o sistema politico brasileiro não está sendo capaz de produzir Novos estadistas?



A pergunta foi formulada por um dos cientistas politicos que participaram do programa " entre aspas".  A Pauta era uma  reflexão sobre a nova República e os 30 anos de democracia completa dos em 21 de abril de 2015 data marcante brasileira.  30 anos da morte de Tancredo Neves e posse de José  Sarney,  o primeiro presidente civil apos o período de ditadura militar.

Os dois entrevistados por Monica  Woldvogel  ,  professores de ciência politica , chamaram atenção para a necessidade de que os partidos politicos formem e motivem jovens,  homens e mulheres  para a prática Legislativa ou Executiva  com Novos modelos  acima de disputas pontuais  e sim em favor de projetos estadistas que se sobrepoem aos vicios do "toma lá da ca".

Ambos consideram que a crise política  tem saida porque a conscientizaçao do povo em seus varios niveis leva os politicos a se repensarem e os tecnicos  que ingressaren em politica terão  o cuidado de aprender a ouvir,  negociar  e se adequar aos Novos tempos.

Gostei muito.  Pena que foi tão  curto,  entre aspas, no Canal Globo News.
Cida Torneros

terça-feira, 21 de abril de 2015

Ha 30 anos morria Tancredo Neves


Há exatos trinta anos morria Tancredo Neves, no dia 21 de abril de 1985. Em 15 de janeiro do mesmo ano, o mineiro havia sido eleito, em eleição indireta pelo Congresso Nacional, o primeiro civil presidente da República após a ditadura militar, porém morreu antes de tomar posse. Quem assumiu foi seu vice, José Sarney.

Para vencer a disputa, o PMDB de Tancredo Neves, de Ulysses Guimarães e de tantas outras personalidades que lutaram contra o regime militar teve de se unir à chamada Frente Liberal, formada por dissidentes do PDS – partido de sustentação do governo militar.


Tancredo foi eleito pelo Congresso Nacional em 15 de janeiro de 1985
Foto: Célio Azevedo / Fotos Públicas
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No inicio de janeiro, o então deputado Ulysses Guimarães entregou a Tancredo o programa do partido, denominado de “Nova República”, que previa eleições diretas em todos os níveis, educação gratuita, congelamento de preços da cesta básica e dos transportes, entre outros.

Tancredo firmou com os brasileiros, que foram às ruas lutar pelas eleições diretas, o compromisso de virar a página da história do Brasil, colocando fim ao ciclo comandado pelos militares. Tancredo Neves conquistou os brasileiros de Norte a Sul e deu ao país perspectivas de uma pátria livre. Com a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, prometeu banir o chamado “entulho autoritário”.

Com esperança e ânimos redobrados, os brasileiros esperavam ansiosos a chegada do dia 15 de março de 1985, quando Tancredo Neves assumiria os destinos do Brasil e os militares voltariam para as casernas.

No dia 12 de março, a maioria da população ficou decepcionada com o anúncio do ministério, integrado por lideranças da antiga Arena e que haviam migrado para a Frente Liberal.

As esperanças começaram a diminuir com a doença de Tancredo Neves, internado 12 horas antes da posse em um hospital de Brasília, onde se submeteu a uma cirurgia. O problema de saúde do presidente eleito foi comunicado na véspera de sua posse. No dia 15 de março, no lugar de Tancredo assume interinamente a Presidência da República o vice-presidente eleito, José Sarney.


Tancredo seria o primeiro civil a assumir a presidência após os 21 anos de ditadura militar
Foto: Divulgação
Da noite de 14 de março até a noite de 21 de abril, brasileiros de todas as regiões, raças e credos oraram pela recuperação de Tancredo. As esperanças de tê-lo no comando do país acabaram na noite de 21 de abril, quando oficialmente foi anunciada sua morte. A tristeza e desesperança tomam conta do Brasil. Até o sepultamento, em 24 de abril, Tancredo recebeu homenagens de multidões de pessoas país afora.

Para o professor da Universidade de Brasília e cientista político Flávio Britto, Tancredo era a esperança. Segundo ele, sua morte acabou com o sonho de milhões de brasileiros que aguardavam as mudanças prometidas em campanha.

“Tancredo representava a efetiva esperança da redemocratização. Sua morte foi um momento de muita frustação e dor para o povo. A simbologia que ele passava era da verdadeira redemocratização. Todos acreditavam que o país iria entrar novamente nos trilhos.”
Há 30 anos morria Tancredo Neves, sem assumir a Presidência
Célio Azevedo / Fotos Públicas
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Eleito presidente, o mineiro não pôde tomar posse por causa de problemas de saúde que o levaram à morte







Tumulos de Tancredo Neves e sua Esposa D. Risoleta,  em São Joao del Rey





















Há exatos trinta anos morria Tancredo Neves, no dia 21 de abril de 1985. Em 15 de janeiro do mesmo ano, o mineiro havia sido eleito, em eleição indireta pelo Congresso Nacional, o primeiro civil presidente da República após a ditadura militar, porém morreu antes de tomar posse. Quem assumiu foi seu vice, José Sarney.

Para vencer a disputa, o PMDB de Tancredo Neves, de Ulysses Guimarães e de tantas outras personalidades que lutaram contra o regime militar teve de se unir à chamada Frente Liberal, formada por dissidentes do PDS – partido de sustentação do governo militar.


Tancredo foi eleito pelo Congresso Nacional em 15 de janeiro de 1985
Foto: Célio Azevedo / Fotos Públicas
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No inicio de janeiro, o então deputado Ulysses Guimarães entregou a Tancredo o programa do partido, denominado de “Nova República”, que previa eleições diretas em todos os níveis, educação gratuita, congelamento de preços da cesta básica e dos transportes, entre outros.

Tancredo firmou com os brasileiros, que foram às ruas lutar pelas eleições diretas, o compromisso de virar a página da história do Brasil, colocando fim ao ciclo comandado pelos militares. Tancredo Neves conquistou os brasileiros de Norte a Sul e deu ao país perspectivas de uma pátria livre. Com a convocação da Assembleia Nacional Constituinte, prometeu banir o chamado “entulho autoritário”.

Com esperança e ânimos redobrados, os brasileiros esperavam ansiosos a chegada do dia 15 de março de 1985, quando Tancredo Neves assumiria os destinos do Brasil e os militares voltariam para as casernas.

No dia 12 de março, a maioria da população ficou decepcionada com o anúncio do ministério, integrado por lideranças da antiga Arena e que haviam migrado para a Frente Liberal.

As esperanças começaram a diminuir com a doença de Tancredo Neves, internado 12 horas antes da posse em um hospital de Brasília, onde se submeteu a uma cirurgia. O problema de saúde do presidente eleito foi comunicado na véspera de sua posse. No dia 15 de março, no lugar de Tancredo assume interinamente a Presidência da República o vice-presidente eleito, José Sarney.


Para o professor da Universidade de Brasília e cientista político Flávio Britto, Tancredo era a esperança. Segundo ele, sua morte acabou com o sonho de milhões de brasileiros que aguardavam as mudanças prometidas em campanha.

“Tancredo representava a efetiva esperança da redemocratização. Sua morte foi um momento de muita frustação e dor para o povo. A simbologia que ele passava era da verdadeira redemocratização. Todos acreditavam que o país iria entrar novamente nos trilhos.”

“Além de representar a esperança, Tancredo Neves tinha a aparência de uma pessoa muito próxima e simpática. Ele estava sempre sorridente, disposto a se aproximar das crianças. Era uma figura que passava confiança”, disse o professor Flávio Britto.

“A notícia da morte dele foi muito impactante. Havia uma união de solidariedade pela recuperação do presidente eleito. Todos torciam pela recuperação dele. Tancredo Neves foi transformado em uma espécie de herói nacional”, acrescentou Flávio Britto.







Joaquin José da Silva Xavier


segunda-feira, 20 de abril de 2015

Mimosa com Sara Montiel


Blog da Cida Torneros: da incompletude do amor humano..

Blog da Cida Torneros: da incompletude do amor humano..: Natureza estranha e perfeita. Ama-se sem razão porque se ama com emoção. Ama-se uma causa ou uma pessoa ou varias ou um país ou ...

Zizi possi


Elas cantam Roberto Carlos


Cartas de amor


Todo homem que sabe o que quer Roberto Carlos


Fera ferida


Roberto Carlos e a Cigana


Como e grande o meu amor por voce


Quero me casar contigo


Roberto Carlos, tantas EMOCOES..

A



Ele tem carisma e sucesso.  Rei das EMOCOES  Roberto Carlos acompanhante e encanta gerações de brasileiros e Latino americanos. Seus show sempre lotado e a tradicao al distribuindo de Rosas que ele beija e jogar para as fas Apaixonadas. 
Roberto,  o Cara. 
Ontem completou 74 e está  solteiro. 
Meninas de 18 a 90 podem sonhar! 
Minha geracao-aprendeu,  tenho 65,  acostumou-se a amar com seu fundo musical. 
Virou da nossa família. Está  presente em nossas festas. Em nossas dores e angústias também. Quando rezamos,  nunca o esquemos.
Roberto nosso Rei. 
Parabens e muita saúde para vivencia tanto amor. 
Quer dizer... Tantas emocoes....
Cida Tirneros






  • que

  • sábado, 18 de abril de 2015

    Sevilla


    Casal Coimbra


    Dança cigana


    Oração cigana da estrada


    Mira la cigana mora


    Eu e minha Santa Sara Kali







    Ha alguns anos atrás  encontrei em Copacabana uma ex colega de Colégio da adolescência.  Talvez nao nos vissemos há  mais de 40 anos.  Ela tem uma loja de bijuterias e artesanatos Ciganos. Especializou-se em colares brincos e pulseiras. Mas também  pinta estátuas.  Pois bem,  para Surpresa de ambas havia sonhado comigo dias antes. Rimos felizes e aproveitando o bate Papo ela me Perguntou se podia produzir uma imagem de Santa Sara pra mim. Claro que disse sim.  
    Dias depois ela me ligou e fui buscar.  Está  comigo a Santa negra cor de rosa pois segundo a Yara foi a cor que ela pediu também em sonho. 

    Hoje,  senti necessidade de saldar o povo cigano.  Agorinha me Enfeitei e fiz as selfies. 

    Eis a minha Santa Sara KALI. 

    Cida Torneros 



    SANTA SARA PADROEIRA DOS CIGANOS



    Santa Sara Kali é a padroeira dos roma (ciganos).

    O seu nome, tal como o de Sara no Antigo Testamento, pode ser um nome hebraico que indica uma mulher de alta sociedade, que algumas vezes é traduzido como “princesa” e outras “senhora”. Já o epíteto Kali deve significar "negra", da língua indiana sânscrito, por sua tez ser escura. Seu culto se liga ao das Virgens Negras.

    As lendas a identificam como a serva de uma das três mulheres de nome Maria que estavam presentes à crucificação de Jesus[1] .E algumas lendas dizem que ela era filha de Jesus e Maria madalena.

    Algumas falam que ela seria serva e parteira auxiliar de Maria, e que Jesus, por esta tê-lo trazido ao mundo, teria uma alta estima por ela. Outras, que era serva de Maria Madalena. Seu centro de culto é a cidade de Saintes-Maries-de-la-Mer, na França, onde ela teria chegado junto com Maria Jacobina, irmã de Maria, mãe de Jesus, Maria Salomé, mãe dos apóstolos Tiago e João, Maria Madalena, Marta, Lázaro e Maxíminio. Eles teriam sido jogados no mar em um barco sem remos nem provisões, e Sara teria rezado e prometido que se chegassem a salvo em algum lugar ela passaria o resto de seus dias com a cabeça coberta por um lenço. Eles depois disso chegaram a Saintes-Maries, onde algumas lendas dizem, foram amparadas por um grupo de ciganos.

    A imagem de Santa Sara fica na cripta da igreja de Saint Michel, onde estariam depositados seus ossos.

    Fontes variam: se sua canonização consta de 1712, ou se é uma santa regional. Sua festa é celebrada nos dias 24 e 25 de maio, reunindo ciganos de todo o mundo.

    Sua imagem é coberta de lenços, sendo ela uma protetora da maternidade. Mulheres (romi) que não conseguem engravidar e mulheres que pedem por um bom parto, ao terem seus pedidos atendidos, depositam aos seus pés um lenço (diklô). Centenas de lenços se acumulam aos seus pés.

    As pessoas fazem todo tipo de pedido para Santa Sara, por sua fama de atender todos os que depositam verdadeira fé nela. Santa Sara é a santa dos desesperados, dos ofendidos e dos desamparados.

    Índice
    Outras teorias
    Referências
    Outras teoriasEditar

    Alguns autores, como Dan Brown, por exemplo[2] [3] [4] , baseando-se em outras obras como Holy Blood, Holy Grail, sugerem que Sara seria, na verdade, filha de Jesus Cristo e Maria Madalena.

    O povo cigano e tanta discriminacao no mundo.

    https://youtu.be/_o8nEEK8RBs





    História dos Ciganos
    Introdução à história dos ciganos

    Autora: Denize Carolina Auricchio Alvarenga da Silva Historiadora e Educadora

    Não podemos lidar com a trajetória cigana da mesma forma com que tratamos do percurso de outros povos que possuem documentos e registros escritos pelos próprios. Sua história é contada a partir do contato com outras sociedades; os interessados na reconstrução de sua história usaram, principalmente, acervos de arquivos oficiais de locais por onde eles passaram. Alguns utilizaram-se do contato no cotidiano e de história oral como Maria de Lourdes Sant’ Ana que conviveu durante dois anos em Campinas com seus habitantes Ciganos e Alexandre Mello Moraes Filho e seus colaboradores do Rio de Janeiro.
    Lendas e Hipóteses sobre as origens
    Para uns eles seriam indianos, outros acreditam que egípcios. Não faltaram também hipóteses de que teriam vindo de algum outro lugar da Ásia como a Tartária, Silícia, Mesopotâmia, Armênia, Cáucaso, Fenícia ou Assíria. Alguns deram crédito às hipóteses de serem europeus de regiões afastadas da Hungria, Turquia, Grécia, Alemanha, Bohemia ou Espanha (em um misto de mouros e judeus), ou mesmo de africanos de outras regiões (que não o Egito) como a Tunísia. Mas através de pesquisas estas hipóteses foram sendo descartadas e delas apenas duas continuaram sendo examinadas pelos ciganólogos: a origem egípcia e a indiana.
    Ao longo de suas andanças seculares os ciganos incorporaram culturas de diversos países, o que dificulta enormemente os estudos que tentam reconstruir sua origem e dispersão pelo mundo.
    Ciganos e alguns estudiosos recorreram a Bíblia para explicar suas origens; definiram-se como descendentes de Caim “Sela, de seu lado deu à luz Tubal Caim, o pai de todos aqueles que trabalham o cobre e o ferro” (Gênesis, capítulo 4,versículo 22). Aplicou se também um texto de Ezequiel (capítulo 30, versículo 23) “Dispersarei os egípcios entre as nações, eu os disseminarei em diversos países”, este último trecho foi associado, pois eles eram conhecidos como egípcios quando chegaram a Europa.
    Outras versões ainda resistiram ao tempo como a descendência de Caim e por isso o castigo de vagar pelo mundo, a hipótese de terem sido os fabricantes dos pregos que crucificaram Jesus, ou que teriam roubado o quarto prego tornando assim mais dolorosa a pena dele. E ainda que eles seriam os responsáveis pela segurança de Jesus, mas não puderam impedir que o levassem pois estavam bêbados. Há também a teoria que antes da Natividade os egípcios teriam recusado hospitalidade a Santa Família e como punição seus dependentes foram condenados a levar uma vida errante.
    Apenas no século XVIII começou a ser discutido o assunto com mais seriedade e lingüistas apontaram indícios mais palpáveis da origem indiana em 1753 quando se comparou o idioma romani com o sânscrito, mais precisamente o hindi que é uma de suas derivações. A partir de análises comparativas de seus costumes e linguagem com outros de diferentes povos, os estudiosos foram apontando datas aproximadas de sua presença nos locais onde passaram um tempo considerável e adquiriram parte de sua bagagem cultural. Ainda há divergência entre pesquisadores da ciganologia, mas os estudos mais recentes apontam para a origem indiana.
    Ao chegarem a Europa diziam ter vindo do Egito condenados por Deus a viverem desterrados devido ao pecado de seus antepassados de se negarem a acolher a Virgem Maria e seu filho. Mais tarde se verificou que não eram originários do Egito, mas já estavam conhecidos popularmente como egípcios, apesar de não saberem informar onde ficava essa região. Também não é provado que a denominação de egípcios tenha vindo dos ciganos, pode ter sido uma definição dos europeus para explicá-los, se baseando na escritura de Ezequiel que fala da dispersão dos egípcios. Outra evidência é a falta de elementos egípcios no dialeto cigano.
    Comparando se a língua, tipo físico e algumas crenças religiosas delineia-se uma trilha geográfica que permite localizar os ciganos na Índia. Mas a região exata ainda não está definida, acredita se que teriam vindo Sind, Punjab ou de outro ponto. Outro estudo foi feito a respeito de características físicas e relatos dos caracteres dos ciganos comparando com os hindus e as principais semelhanças são o rosto comprido e estreito na altura dos pômulos, cabelos e olhos negros, pele bronzeada, nariz um pouco agudo, boca pequena, estatura variando de regular a alta, corpo robusto e algo que apesar de não ser físico era notável: a agilidade.

    A Dispersâo - Uma História de Perseguiçao e Sofrimento
    Infelizmente pouco sabemos a respeito dos ciganos que, sempre, em grupos numerosos vem há tantos séculos penetrando em diversos territórios pelo mundo.
    Alcançaram os Balcãs nos primeiros anos do século XIV e depois de um período de cem anos já estavam espalhados por toda a Europa. O surgimento desses errantes na Europa coincide com uma época de perturbações sociais e intenso movimento nas estradas.
    Independente da precisão da entrada dos ciganos na Europa sabe-se que o caráter misterioso deles transformou a curiosidade inicial em hostilidade devido a seus hábitos muito diferenciados. Eram considerados inimigos da Igreja que condenava suas práticas sobrenaturais como a cartomancia e a leitura das mãos. A partir do século XV esses ciganos migraram também para a Europa Ocidental, onde quase sempre afirmavam que sua terra de origem era o Pequeno Egito, por isso foram denominados egípcios, egitano, gipsy entre outros. Alguns grupos se apresentaram como gregos e atsinganos e ficam conhecidos com grecianos na Espanha, ciganos em Portugal e Zingaros na Itália. Na Holanda a partir do século XVI se utiliza a denominação heiden, que significa pagão. Na França também foram chamados de tsi – ganes, manouches, romaniche e boémiens.
    Distribuíram-se por várias zonas da Europa, mas as razões históricas que levaram ao seu nomadismo devem-se essencialmente à sua difícil integração social. Devido ao tom escuro da sua pele, eram vistos nas terras aonde chegavam pelos gadje (estrangeiros em romani) como malditos ou enviados do demônio. Também pelo fato de alimentarem práticas de quiromancia e adivinhação fez com que fossem repudiados pela Igreja Católica e pelas diferentes religiões cristãs.
    Os preconceitos e a hostilidade geraram diversos tipos de perseguições. Na Europa, a perseguição aos ciganos não se fez esperar. O Estado que viu no seu nomadismo uma ameaça social, mais propriamente através da Inquisição, desencadeou os seus mecanismos de perseguição. Os ciganos foram assim proibidos de usar os seus trajes típicos, cujas cores berrantes e gosto extravagante fugiam à norma social, de falar a sua língua, de viajar, de exercer os seus ofícios tradicionais ou até mesmo de se casar com pessoas do mesmo grupo étnico. Isto fez com que os traços fisionômicos dos ciganos se alterassem, e por isso não é hoje invulgar encontrar ciganos de olhos claros e cabelo louro. Em alguns países foram mesmo reduzidos à escravidão: na Romênia, os escravos ciganos só foram libertados em meados do séc. XIX, através da apresentação de um projeto resultado de uma campanha de libertação apresentado a Assembléia e em 1855 libertaram-se os duzentos mil ciganos feitos escravos pelos senhores moldo valáquios, outros pertenciam ao Estado e ao clero. Também foram escravos na Hungria e Transilvânia sob as acusações de roubo, antropofagia e outras violações da lei. Na Boêmia os ciganos tinham a orelha esquerda cortada se aparecessem na região e lá também foram acusados de canibalismo. Em períodos mais recentes, juntamente com os judeus, prevê-se que talvez cerca de meio milhão tenha perecido no Holocausto. Os seus cavalos foram mortos a tiro, os seus nomes alterados (daí que não seja invulgar encontrar ciganos com nomes dos gadje) e as suas mulheres foram esterilizadas. Os seus filhos foram brutalmente retirados às suas famílias e entregues a famílias não-ciganas.
    Na Hungria e Pensilvânia sob pretexto da antropofagia são esquartejados e enterrados vivos nos pântanos.
    Na Sérvia também foram mantidos escravos até meados do século XIX e a sua caça era feita com muita crueldade. Deportações, torturas e matanças ocorreram em vários pontos desse país.
    Hordas de ciganos vindos dos Pirineus chegam a Espanha banidos dos países que já tinham passado. Foi um período de paz durante o reinado de Carlos III que os utilizou nas artes, mas governos posteriores derramaram contra eles perseguições, tirando seus empregos e privilégios. Numerosos emigraram para Portugal, indo mais tarde alimentar as chamas da fogueira da Inquisição de D. João II que promulgou leis de punição. Documentos atestam que chegaram na Inglaterra por volta de 1430 e logo se espalharam pelas Ilhas Britânicas, País de Gales, Irlanda e Escócia, onde também foram perseguidos e em 1563 as autoridades ordenam que abandonem o país em três meses sob pena de morte. Acreditando que os ciganos vinham do Egito, os ingleses chamaram os de "gypsies". Trabalhavam como menestréis e mercenários, ferreiros, artistas, e damas de companhia.
    Na Espanha um decreto de 1449 ordena o desterro de todos os que não tenham ofício reconhecido, nos séculos XVI e XVII são perseguidos e torturados para confessarem seus crimes. Em 1663 Felipe IV os proíbe de se reunirem, de usarem seu idioma, suas roupas e danças. O objetivo era a desculturalização e desintegração como grupo até que em 1783 sob o reinado de Carlos II fez se uma política mais favorável e foram, considerados neo castelhanos.
    Depois de atravessarem a Pérsia e viverem durante séculos no Império Bizantino, foram para norte no séc. XIV. Portugal foi um dos países que deportou muitos ciganos para as suas colônias, neste caso África e Brasil.
    No século XVIII os ciganos são o avesso do ideal social da época, o século das luzes honra o trabalho.
    No final do séc. XIX houve uma terceira migração de ciganos do leste Europeu para os EUA. Sem pátria, num mundo onde tudo muda a uma velocidade alucinante, o destino previsto para os ciganos é, muitas vezes, sombrio.
    Após a Segunda Guerra Mundial, muitos ciganos das áreas rurais da Eslováquia foram forçados pelos governos a trabalhar nas fábricas da Morávia e da Boémia, as regiões centrais, mais industrializadas, do território checo. Porém, em 1989, com a Revolução de Veludo e o fim do comunismo no país, os ciganos foram os primeiros a perder os seus empregos, até então garantidos por um regime que pregava a igualdade e homogenia social. É verdade que existe uma pequena e assimilada elite intelectual cigana, mas a maioria dos ciganos da Europa Central ainda vivem em esquálidos cortiços das grandes cidades. Junte-se a isso as perspectivas econômicas sombrias, um surto de ataques neonazistas e o fascínio que a prosperidade ocidental exerce e temos um panorama desolador da região do mundo que mais ciganos alberga. O resultado é que milhares de ciganos emigram para países ocidentais, onde trabalham ilegalmente, pedem esmola ou buscam asilo político. Estima se hoje que existam 10 milhões de ciganos, 60% vivendo na Europa Oriental. A Romênia com 2,5 milhões de ciganos abriga a maior concentração mundial. Em vários países europeus e em demais continente onde emigraram vivem populações flutuantes em que se atribui origem nômade, mas com marcas culturais bem definidas. As denominações variam conforme o lugar que estão. Mesmo possuindo uma só origem, o povo cigano, durante perseguições e injustiças ao longo dos séculos, tentam conservar sua cultura e tradição inalteradas até os dias de hoje. Uma prova disto é o romanês, o idioma universal cigano falado pelos clãs no mundo. Atualmente, dentre dezenas de grupos ciganos, os que predominam são os seguintes:
    Grupo Kalon – falam o calon, são originários do Egito; durante séculos situaram-se na Península Ibérica (Portugal e Espanha) e se espalharam por outros países inclusive da América do Sul deportados ou migrantes. Os Kalons, em algumas situações, tiveram que ocultar sua origem, criando um dialeto próprio, extraído da língua regional. O nomadismo é maior entre esse grupo.
    Os Rom ou Roma falam a língua romani e são divididos em vários sub grupos com denominações próprias como os Matchuaia (originários da Iugoslávia), Lovara e Churara (Turquia), Moldovano (originários da Rússia), Kalderash (originários da Romênia) Marcovitch (Sérvia), .
    Sinti falam a língua sintó e são mais encontrados na Alemanha, Itália e França, onde também são chamados Manouche. Fazem parte desta divisão as famílias Valshtiké, Estrekárja e Aachkane todas francesas.
    Ciganos, ao contrário dos judeus, nunca demonstraram um desejo de ter o seu próprio país, assumindo-se párias. Nas palavras de Ronald Lee, escritor cigano nascido no Canadá, "a pátria dos roma é onde estão os meus pés".


      Ciganos no Brasil e no mundo,  Renato Neder
    
    Hoje, na seção Mulheres pelo Mundo, Renata Neder, assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional no Brasil, fala sobre o preconceito sofrido pelo povo cigano.
    Livros cuidadosamente desenhados e decorados e cadernos preenchidos de textos escritos com letras caprichadas restavam destruídos em meio aos escombros das casas demolidas. Esse cenário é o que restou depois da remoção de famílias ciganas de suas casas, sem aviso prévio. Móveis, roupas, utensílios de cozinha, tudo se perde quando os tratores avançam sobre as casas. As crianças não puderam nem salvar seu material escolar. No fim, ficaram apenas os escombros, e nenhum lugar onde morar.
    Isso não é ficção. É uma cena real que, infelizmente, tem acontecido com frequência. Hoje, alguns países da Europa aprofundam a política de remoção forçada de ciganos de suas casas e destruição de seus assentamentos.
    Na periferia de Roma, o assentamento cigano Tor de’ Cenci surgiu há uns 15 anos atrás e já estava bastante consolidado, tinha até sistema de esgoto. Grande parte da comunidade de 400 pessoas é oriunda da Bósnia ou Macedônia. Mas as crianças já são nascidas na Itália, frequentavam regularmente o colégio e viviam, de certa forma, uma inserção maior na sociedade. Tinham mais acesso a serviços e direitos básicos, como saúde e educação.
    Mas, desde 2008, o contexto mudou. O governo de Silvio Berlusconi declarou “emergência nômade” dando poderes especiais a alguns oficiais para lidar com os assentamentos de ciganos. A medida abriu portas para uma série de ações locais discriminatórias contra os ciganos.
    A administração de Roma, por exemplo, anunciou um novo “plano nômade” que previa, dentre outras coisas, a remoção do assentamento Tor de’ Cenci. Os moradores seriam transferidos para um novo campo chamado La Barbuta, inaugurado em junho deste ano.
    La Barbuta foi construído fora da cidade de Roma e é totalmente rodeado de cercas e câmeras. A maioria das pessoas não quer ser transferida para lá. Alí, ficarão totalmente isolados, segregados, excluídos da vida normal da cidade. Mas parece que a intenção das novas políticas voltadas para os ciganos é mesmo essa: segregar, expulsar da cidade.
    Desde então, os moradores de Tor de’ Cenci vivem a apreensão do despejo iminente, que acabou acontecendo nos últimos dias de setembro.
    A remoção e segregação dos ciganos em campos específicos não sai barato. Em Roma e Milão, algo em torno de 1.000 assentamentos ciganos foram removidos desde 2007. Cada remoção pode custar algo em torno de 10 a 20 mil Euros. Faz as contas… Outros 10 milhões de Euros foram usados para construir o campo de La Barbuta.
    E a pergunta que fica é: porque todo esse recurso não é utilizado para proporcionar moradia adequada e integrar os ciganos à cidade? Provavelmente, a resposta reside em antigos (antigos?) preconceitos e discriminação.
    Os ciganos, em geral, são vistos como um povo que é nômade e não quer se fixar. Ainda são tratados como forasteiros indesejáveis que não merecem um futuro digno, que não merecem sequer serem ouvidos. Mas, na verdade, a esmagadora maioria dos quase 170 mil ciganos da Itália não são nômades e desejam se integrar à sociedade.
    Essa política de remoção e segregação é discriminatória e uma clara violação de direitos humanos, inclusive o direito à moradia adequada. E não é uma prática isolada da Itália. Acontece também na França, na República Tcheca, na Sérvia, na Romênia.
    Atualmente, são mais de 10 milhões de ciganos morando na Europa. Em geral, tem pouco acesso à educação e saúde e vivem em condições precárias. Dezenas de milhares moram em assentamentos isolados sem eletricidade ou água. Com frequência, são removidos de suas casas e não recebem qualquer alternativa. Quando são reassentados, geralmente é em campos isolados e segregados, localizados em áreas desvalorizadas e inadequadas (próximos a lixões, sem saneamento e água potável).
    Hoje, a discriminação, na lei e na prática, impede que os ciganos usufruam de seus direitos. Isso é uma dura realidade. E não basta a gente se indignar ao ler as notícias ou ao ver as imagens. A indignação, sozinha, não muda essa realidade. Chegou a hora da gente fazer alguma coisa para acabar com a discriminação.

    
     comentários
    DEVAIR QUESADA 2/02/2013 | 18:50
    E inacreditavel que ainda nos dia de hoje ainda exista descriminação para um povo que não passa de seres Humanos como qualquer um!!,ainda mais na Europa que tenta passar para o mundo de que é primeiro mundo ah!! isto não é mesmo!!, E um povo que vem sofrendo a milhares de anos e que foi atingido pelo então tirano Adof Hitler que mandou centenas de milhares para o campo de exterminio.
    Bernadete Lage Rocha 6/10/2012 | 23:41
    23:00h. Sábado.
    Acabo de receber notícias de amigos de vários lugares do país sobre o artigo de vocês. Estou em estado de graça. Estado de alma na mais pura gratidão.
    Isto porque que sou Ativista Social, há 27 anos, dedicando os
    últimos seis anos lutando por uma causa, sem o menor glamour,
    e com pouquíssimos voluntários. Todos exaustos.
    Uma causa que, na Rio + 20, Cúpula dos Povos, com representantes de minorias do mundo inteiro, de diversas etnias,
    ou grupos sociais e religiosos, lutavam somente três brasileirinhos dessa etnia, e em dias alternados. Durante os seis dias do evento, em que vaguei,
    de tenda em tenda, pedi a palavra e li um Manifesto por socorro a essa minoria totalmente abandonada. E todos se mostraram surpresos.
    Eles, CIGANOS, que em meu país são, segundo o IBGE mais de 800.000, 90% analfabetos, e até então fora de todas as políticas públicas, sofrendo todo tipo de preconceito, humilhação diária,
    e a mais absoluta exclusão.
    Pela primeira vez, a partir de agora, serão atendidos pelo SUS, e terão acesso a bolsa família, bolsa escola, pré-natal, vacinação, etc.
    Só, que o maior problema será a população aceitá-los. Será os funcionários de instituições de saúde e educacional aceitá-los e
    atendê-los com respeito e sem demonstração de medo ou
    aversão.
    Essas famílias, tidas como nômades, mas que são expulsas das cidades em que passam, cujos chefes quase não saem das tendas, não entram em lojas, supermercados, farmácias, por medo da constante rejeição e humilhação a que são submetidos.
    Venho buscando continuamente que a midia em nosso país ajude a esclarecer a população sobre esse drama.
    Eu só tenho, sinceramente, que agradecer à Revista Época por se manifestar, com belíssima coragem, denunciando uma situação
    internacional, num verdadeiro compromisso com um jornalismo socialmente transformador.
    Gostaria de que, se possível, ampliassem, em uma segunda etapa, focando agora os representantes da Etnia Cigana em nosso país, os 90% em abandono, consolidando esse trabalho jornalístico tão valioso, que é a informação que importa verdadeiramnte- aquela que muda a história da sociedade humana.
    Obrigada, em nome dos nossos brasileirinhos Ciganos.

    

    quinta-feira, 16 de abril de 2015

    contra-ataque do amor: ROMANTICA MUSICA FRANCESA _ EDITH PIAF...L'ACCORDEONISTE...( Su vida sen...

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    MARIA APARECIDA TORNEROS : Rosas vermelhas para uma dama triste

    MARIA APARECIDA TORNEROS : Rosas vermelhas para uma dama triste: Ela se viu cansada na curva da vida.  Para trás  ficaram seus feitos.  Muitos sonhos e lutas.  Algumas vitórias.  Amargas perdas e...

    Ne me quite pas


    Luiz Melodia


    Dia feliz


    terça-feira, 14 de abril de 2015

    Soy loco por ti América


    Quando Vi Eric Nepomuceno falando sobre Memorias se referindo a muitas de todos nós, claro que me vi também...

    A entrevista foi na Globo News  e ele falou sobre seu livro Memorias  de todos nós.

    Concidentemente ao saber da morte de Eduardo Galeano ontem,  me veio um sentimento que andava adormecido ou melhor contido dentro de mim que hoje tenho 65 anos.  Soy Loca por ti América. Eu me revi com 25 questionador o futuro da América Latina.


    Soy Loca por ti de amores.

    E o escritor se referia a diversos episodios das vidas emaranhadas de nossas Patrias exploradas com as Nossas revolucoes  constantes e as consequentes decepcoes das veias por onde corre nosso sangue misturado.

    Desaparecidos ou perseguidos pouco importa se nos tiram a identidade.

    Uma jovem que foi criada por um pai policial argentino e sua esposa e que so aos 24 anos soube que era neta de um militante politico explain em Roma cujo filho e nora gravida foram presos e mortos em lugar do seu avo.  Este Descobriu que sua neta nascera  e estava viva.

    Eric Nepomuceno falou disso na entrevista. Era amigo do avo que lhe contou tudo uma vez em Barcelona.

    São milhares de veias sangrando ainda aqui ou acola. Nuestra América ainda esconde de si mesma o lado pior. Quando passamos por cima o que deveria ser passado a limpo.

    Vou ler livro do Eric e chorar mais um pouquinho a partida do Eduardo.
    Cida Torneros


    Retrato brasileiro de Eduardo Galeano
    O escritor uruguaio amava o Brasil, e muitos brasileiros conheciam sua obra
    Com ele, somos mais América Latina do que nunca
    Morre o escritor uruguaio Eduardo Galeano, aos 74 anos


    Eduardo Galeano em 2008. / BERNARDO PÉREZ

    Um pequeno país latino-americano, o Uruguai, chora nesta segunda-feira a morte de Eduardo Galeano, um de seus grandes escritores. O eco desse lamento chega ao Brasil, com milhões de brasileiros que se somam à dor dessa perda, e somos hoje mais América Latina do que nunca. Só Galeano, amante do país e – na contracorrente do que é comum acontecer – reconhecido aqui por muitos, seria capaz de orquestrar essa rara comunhão entre dois lados de uma mesma moeda que muitos insistem em descolar.

    “O Eduardo sempre teve uma ligação fortíssima com o Brasil desde muito antes de ser conhecido”, diz o escritor Eric Nepomuceno, seu grande amigo e o tradutor de sua obra ao português. Sua primeira visita ao Brasil acontece no final dos anos 60, começo dos 70, quando passou uma longa temporada no Rio de Janeiro, e a partir daí ele se torna um visitante frequente. Literariamente, sua estreia acontece em 1974, quando Eric traduz um de seus contos para um livro da coleção Contos jovens, da extinta editora brasiliense. Dois anos depois, seu Vagamundo, coletânea de contos publicada originalmente em 1973, ganha tradução ao português –, e então já estava estabelecida uma sólida ponte.

    “Ele mantinha um trânsito muito fluente com o pensamento e com a arte do Brasil. Dizia que Darcy Ribeiro foi um dos responsáveis pela sua formação. Era muito próximo do Brizola, do Chico, do Caetano”, conta o tradutor sobre seu amigo, que ainda por cima era um louco por futebol. Eles se conheceram em 1973, numa época em que viveram na Argentina e os intelectuais de esquerda “conspiravam por correspondência”. “O Eduardo Gasparian me pediu para entregar ao jornalista uruguaio Alberto Carbone um envelope, que eu nunca soube do que tratava. Depois, o Carbone me levou pra conhecer o Galeano, que estava terminando de pôr de pé a revista Crisis”.

    Nos capítulos que seguem, Galeano convida Eric para colaborar com essa que foi por vários anos a revista cultural mais importante da América Latina, que o uruguaio dirigiu nos anos em que viveu em Buenos Aires. “Ele me adotou. Ligava pra mim às cinco da tarde e perguntava o que eu estava fazendo. Aí dizia ‘vem pra cá, vamos tomar um café com o Mario’, e era o Mario Benedetti. Ou então ‘o Julio está na cidade, mas ninguém pode saber’, e era Cortázar. Foi tudo muito rápido e muito forte”, relembra Eric, para quem Galeano é “um irmão mais velho”.

    MAIS INFORMAÇÕES
    Morre o escritor uruguaio Eduardo Galeano, aos 74 anos
    “Eu não leria de novo ‘As Veias Abertas da América Latina’”
    Leia mais notícias sobre literatura no EL PAÍS

    Os anos de chumbo do Brasil foram tema para o escritor, que escreveu Dias e noites de amor e de guerra em parte sobre o país, e também para seu lado de jornalista, quando, ainda jovem, relatava das ruas do Rio de Janeiro o que as pessoas pensavam sobre a ditadura. Ele, próprio, não pensava nada de bom – e em documentos recentes da Comissão da Verdade seu nome aparece em relatórios de espionagem a cidadãos comuns.

    Galeano era fã do Rio e não gostava nada de São Paulo, que, como boa megacidade, ele dizia não entender. Uma passagem de Galeano por terras cariocas é especialmente recordada pela jornalista e editora Gabriela Aguerre, uruguaia radicada em São Paulo. “Minha mãe e Eduardo são primos, e nos conhecemos quando eu tinha 15 anos. Ele veio para fazer uma leitura de um livro dele, e me pediu dicas para ler em português, apesar de falar o idioma perfeitamente e com sotaque carioca”, ela conta. “Foram cinco dias em que passamos tempos juntos, caminhávamos, ele fazia anotações em seus microcadernos, que tinham o tamanho de uma caixa de fósforo”. À prima-sobrinha Gabi, ele dava conselhos sobre ser jornalista e escritora como ele, a maioria deles através das cartas que intercambiavam. “Nessa ocasião, fomos à casa do Leonardo Boff, que vivia no apartamento que tinha sido de Darcy Ribeiro. Ele me levou para esse mundo, e eu estava orgulhosa dele ser meu parente”, diz Gabriela, hoje muito mais ligada à literatura que ao jornalismo.

    Sua última passagem por aqui foi em abril do ano passado, quando a 2a Bienal do Livro de Brasília o homenageou. Falante e carinhoso como sempre, deu atenção a todos e chegou a criticar duramente o seu As Veias Abertas da América Latina  - uma espécie de Bíblia de cunho político, histórico, literário e afetivo para pensadores, em geral posicionados mais à esquerda, que pinta um duro retrato da região nos anos 70. Eric Nepomuceno conta que o amigo já estava abatido pelo câncer de pulmão que o levou nesta segunda-feira aos 74 anos. Mas lhe contava uma ou outra coisa sobre um livro que estava escrevendo “em papeizinhos de todo tipo, até canhoto de cheque”. É provável que esse livro não exista para ser publicado, diz Eric. Mas, se existir, ele tem caminho e leitores certos aqui no Brasil.

    Este,  muitos anos depois,  contou ao Eric Nepomuceno que Descobriu que a neta nascer e estava viva.


    Retrato brasileiro de Eduardo Galeano, a opinião de Eric Nepomuceno



    Retrato brasileiro de Eduardo Galeano



    O escritor uruguaio amava o Brasil, e muitos brasileiros conheciam sua obra
    Com ele, somos mais América Latina do que nunca
    Morre o escritor uruguaio Eduardo Galeano, aos 74 anos
    CAMILA MORAES São Paulo 13 ABR 2015 - 13:04 BRT
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    Eduardo Galeano em 2008. / BERNARDO PÉREZ

    Um pequeno país latino-americano, o Uruguai, chora nesta segunda-feira a morte de Eduardo Galeano, um de seus grandes escritores. O eco desse lamento chega ao Brasil, com milhões de brasileiros que se somam à dor dessa perda, e somos hoje mais América Latina do que nunca. Só Galeano, amante do país e – na contracorrente do que é comum acontecer – reconhecido aqui por muitos, seria capaz de orquestrar essa rara comunhão entre dois lados de uma mesma moeda que muitos insistem em descolar.

    “O Eduardo sempre teve uma ligação fortíssima com o Brasil desde muito antes de ser conhecido”, diz o escritor Eric Nepomuceno, seu grande amigo e o tradutor de sua obra ao português. Sua primeira visita ao Brasil acontece no final dos anos 60, começo dos 70, quando passou uma longa temporada no Rio de Janeiro, e a partir daí ele se torna um visitante frequente. Literariamente, sua estreia acontece em 1974, quando Eric traduz um de seus contos para um livro da coleção Contos jovens, da extinta editora brasiliense. Dois anos depois, seu Vagamundo, coletânea de contos publicada originalmente em 1973, ganha tradução ao português –, e então já estava estabelecida uma sólida ponte.

    “Ele mantinha um trânsito muito fluente com o pensamento e com a arte do Brasil. Dizia que Darcy Ribeiro foi um dos responsáveis pela sua formação. Era muito próximo do Brizola, do Chico, do Caetano”, conta o tradutor sobre seu amigo, que ainda por cima era um louco por futebol. Eles se conheceram em 1973, numa época em que viveram na Argentina e os intelectuais de esquerda “conspiravam por correspondência”. “O Eduardo Gasparian me pediu para entregar ao jornalista uruguaio Alberto Carbone um envelope, que eu nunca soube do que tratava. Depois, o Carbone me levou pra conhecer o Galeano, que estava terminando de pôr de pé a revista Crisis”.

    Nos capítulos que seguem, Galeano convida Eric para colaborar com essa que foi por vários anos a revista cultural mais importante da América Latina, que o uruguaio dirigiu nos anos em que viveu em Buenos Aires. “Ele me adotou. Ligava pra mim às cinco da tarde e perguntava o que eu estava fazendo. Aí dizia ‘vem pra cá, vamos tomar um café com o Mario’, e era o Mario Benedetti. Ou então ‘o Julio está na cidade, mas ninguém pode saber’, e era Cortázar. Foi tudo muito rápido e muito forte”, relembra Eric, para quem Galeano é “um irmão mais velho”.

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    Galeano era fã do Rio e não gostava nada de São Paulo, que, como boa megacidade, ele dizia não entender. Uma passagem de Galeano por terras cariocas é especialmente recordada pela jornalista e editora Gabriela Aguerre, uruguaia radicada em São Paulo. “Minha mãe e Eduardo são primos, e nos conhecemos quando eu tinha 15 anos. Ele veio para fazer uma leitura de um livro dele, e me pediu dicas para ler em português, apesar de falar o idioma perfeitamente e com sotaque carioca”, ela conta. “Foram cinco dias em que passamos tempos juntos, caminhávamos, ele fazia anotações em seus microcadernos, que tinham o tamanho de uma caixa de fósforo”. À prima-sobrinha Gabi, ele dava conselhos sobre ser jornalista e escritora como ele, a maioria deles através das cartas que intercambiavam. “Nessa ocasião, fomos à casa do Leonardo Boff, que vivia no apartamento que tinha sido de Darcy Ribeiro. Ele me levou para esse mundo, e eu estava orgulhosa dele ser meu parente”, diz Gabriela, hoje muito mais ligada à literatura que ao jornalismo.

    Sua última passagem por aqui foi em abril do ano passado, quando a 2a Bienal do Livro de Brasília o homenageou. Falante e carinhoso como sempre, deu atenção a todos e chegou a criticar duramente o seu As Veias Abertas da América Latina  - uma espécie de Bíblia de cunho político, histórico, literário e afetivo para pensadores, em geral posicionados mais à esquerda, que pinta um duro retrato da região nos anos 70. Eric Nepomuceno conta que o amigo já estava abatido pelo câncer de pulmão que o levou nesta segunda-feira aos 74 anos. Mas lhe contava uma ou outra coisa sobre um livro que estava escrevendo “em papeizinhos de todo tipo, até canhoto de cheque”. É provável que esse livro não exista para ser publicado, diz Eric. Mas, se existir, ele tem caminho e leitores certos aqui no Brasil.