Vôo do Beija-flor

Vôo do Beija Flor - Elisa Cristal

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Love Letters Nat King Cole


Love Letters Nat King Cole


Love Letters / Nat King Cole

Love Letters
Nat King Cole

VídeosÁlbum
[Love Letters]

The sky may be starless,
The night may be moonless,
But deep in my heart there's a glow.
For deep in my heart
I know that you love me.
You love me because you told me so.

Love letters straight from your heart
Keep us so near while apart.
I'm not alone in the night
When I can have all the love you write.

I memorize ev'ry line,
I kiss the name that you sign.
And, darling, then I read again right from the start
Love letters straight from your heart.

I memorize ev'ry line,
I kiss the name that you sign.
And, darling, then I read again right from the start
Love letters straight from your heart.

I memorize ev'ry line,
I kiss the name that you sign.
And, darling, then I read again right from the start[Cartas de Amor]

O céu pode estar sem estrelas,
A noite pode ser sem lua,
Mas no fundo do meu coração há um brilho.
Porque no fundo do meu coração
Eu sei que você me ama.
Você me ama porque você me disse isso.

Cartas de amor direto de seu coração
Mantêm-nos tão próximos enquanto estamos distantes.
Eu não estou sozinho na noite
Quando posso ter todo o amor que você escreve.

Eu memorizo cada linha,
Eu beijo o nome que você assina.
E, querido, então eu li de novo desde o início
Cartas de amor direto de seu coração.

Eu memorizo cada linha,
Eu beijo o nome que você assina.
E, querido, então eu li de novo desde o início
Cartas de amor direto de seu coração.

Eu memorizo cada linha,
Eu beijo o nome que você assina.
E, querido, então eu li de novo desde o início
The Ultimate Collection
Faixas
Let There Be Love
When I Fall In Love
Mona Lisa
Unforgettable
Too Young
Smile
On The Street Where You Live
Pretend
Nature Boy
Love Letters
A Nightingale Sang
Answer Me
The Party's Over
You'll Never Know
Stardust
It's All In The Game
Autumn Leaves
The More I See You
You Made Me Love You
Because You're Mine

Cartas de amor

 

Blog da Cida Torneros: Este Silêncio - Camané

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Blog da Cida Torneros: Se ao menos houvesse um dia, Camané

Blog da Cida Torneros: Se ao menos houvesse um dia, Camané

Camané e o fado


Ouvi está tarde varios Fados  na voz de Camané.  Ora me alegram e ora me inquietam.
Assim é  mesmo o fado.  Bateu me uma nostalgia  Lisboeta.  Uma terrivel  saudade da tasca  do Chico no Bairro Alto. Aquela sensação  de além  mar que os fadistas  transmitem.  Vozes  choradas.  Sotaques  carregados  de paixão.  E hoje fujo dela literalmente. 
Cida Torneros 

Fado Camané documentário



Título original:
Fado Camané
De:
Bruno de Almeida
Género:
Documentário
Classificação:
M/6
Outros dados:
POR, 2014, Cores, 72 min.
Carlos Manuel Moutinho Paiva dos Santos nasceu em Oeiras, em 1967. Doze anos depois, vencia a Grande Noite do Fado. Ao longo da carreira, passaria pelos palcos de Filipe La Féria, recriaria António Variações no projecto Humanos, daria voz a música para cinema e, acima de tudo, tornar-se-ia um dos maiores nomes do fado da sua geração.
Versatilidade. Emoção. Tradição enriquecida com a dose certa de risco. Tudo isto faz parte da personalidade artística de Camané. E tudo isto se conjuga num filme que oferece uma luz sobre o seu processo criativo. Duas pessoas ocupam lugares determinantes: José Mário Branco, produtor e director musical, e Manuela de Freitas, poetisa. Porque é nesta trindade de música, poesia e interpretação que Camané se destaca e define a sua essência. E é sobre ela que o filme se detém. Em jeito de "fadocumentário", o realizador entra em estúdio e acompanha as gravações do álbum "Sempre de Mim" (2008), registando as cumplicidades, subtilezas e intensidades do trabalho. O resultado é "Fado Camané", que chega às salas de cinema um ano depois da compilação "O Melhor | 1995-2013", disco duplo que reúne os momentos mais marcantes do percurso do fadista, desde a estreia discográfica com "Uma Noite de Fados" (1995).
Realizado por Bruno de Almeida – que assinou "Amália, Estranha Forma de Vida" (a propósito do qual conheceu Camané), "The Lovebirds" (em que o seu contributo teve um papel essencial) e também o vídeo de "Sei de um rio" –, "Fado Camané" estreou-se na abertura da secção Heart Beat do DocLisboa

CMaria
Camané
Uma voz...um olhar...e o fado acontece!
Maria Selene Parente
FADO CAMANÉ
Que magnífico trabalho! Parabéns a todos, principalmente ao Bruno Almeida por nos possibil …

Blog da Cida Torneros: Camané - Guerra das Rosas

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quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Blog da Cida Torneros: RITA PAVONE PER TUTTA LA VITA live

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mamãe  com 88 e eu com 65
Um amor pra toda a vida

MARIA APARECIDA TORNEROS : Blog da Mulher Necessária: Freddie e Monserrat, vo...

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Blog da Cida Torneros: Mart'nália - Namora comigo (2012)

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Bagagem para viajar ao teu coração : Amor!


Y

Blog da Mulher Necessária: Duo Roberto Carlos y Lani Hall - De repente el amor

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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Blog da Mulher Necessária: Despedida de solteiro...

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No hago otra cosa que pensar en ti





No hago otra cosa que pensar en ti
por halagarte y para que se sepa,
tome papel y lápiz y esparcí
las prendas de tu amor sobre la mesa.
Buscaba una canción y me perdí
en un montón de palabras gastadas,
no hago otra cosa que pensar en ti
y no se me ocurre nada.
Enciendo un cigarrillo, y otro más,
un día de esos he de plantearme
muy seriamente dejar de fumar,
con esa tos que me entra al levantarme.
Busqué, mirando al cielo, inspiración
y me quedé colgao en las alturas,
por cierto al techo no le iría nada mal
una mano de pintura.
Miré por la ventana y me fugué
con una niña que iba en bicicleta,
me distrajo un vecino que también
no hacia más que rascarse la cabeza.
No hago otra cosa que pensar en tí
nada me gusta más que hacer canciones,
pero hoy las musas han pasao de mí,
andarán de vacaciones.
Fuente: musica.com
Joan Manuel Serrat
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Julio Iglesias em Italia

Julio Iglesias , em Italia, Parte 1: http://youtu.be/MI6YpE57r3w


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

The Way You Look Tonight



The Way You Look Tonight !
http://br.youtube.com/watch?v=-iXyM6TCMIU

The Way You Look Tonight!
Maria Aparecida Torneros da Silva
http://br.youtube.com/watch?v=Wi2g9UmB1kU&feature=related

The Way You Look Tonight! Você vem, parece até que vem voando...como uma pluma, flutua na minha direção. Sou a criatura mais feliz do mundo esta noite, porque esperava você e agora sei que chegou. Olho minuciosamente para o ser que se encaminha ao meu encontro. Olho os passos cadenciados, o gingado humano, esse resfolegar de pernas e braços, cujo balanço me proporciona a certeza da beatitude da criação. Olho mais profundamente par seus olhos brilhantes que fulguram e refletem minha imagem cada vez maior, dentro deles, nas meninas olhudas, íris centrais, incríveis câmeras fotográficas a me espreitarem com distinção. Aí vem você, pessoa que me atrai, há tanto tempo, nos meus sonhos, muito mais do que na minha dura realidade. E seu rastro se faz iluminado, quando me deixo envolver pelo seu calor que se aproxima. O modo como você se apresenta para mim , esta noite, faz a diferença entre estar vivo ou simplesmente viver. Sinto-me um personagem de filme romântico quando abro os braços para receberem seu corpo e me derreto num sorriso que me brota das entranhas mais energizadas para premiar a sua vinda com minha mais completa dedicação. Todo o mundo que havia até agora, deixou de existir. Nada é mais revelador do que a sensação de renascer para estar com sua encantadora aparição, bem junto do meu ansioso deslumbramento. Você veio e me invade a alma, em alívio absurdamente ensurdecedor. Ouço os sinos de que falam os ciganos, consigo divisar as melodias de mares distantes, parece que os trovões de tempestades condensadas estão a penetrar meu coração com descargas elétricas de forte impacto. Controlo meu estado adolescente por me sentir ridiculamente idiota diante dessa possibilidade gratificante que é estar ao seu lado, misturando afeto e triunfo. Você me dá a medida certa do que é viável sentir em termos de transcender a carne, em movimentos de espírito inquieto, como num purgatório de desejos profanos, pecados a serem perdoados algum dia, e ainda, como um duende brincalhão, ou uma fadinha saltitante, é capaz de me fazer esquecer o tempo. Com você, nada é sólido. Os dedos se desintegram em carícias perdidas, que teimo recuperar a cada minuto seguinte, como uma tolice a mais, não conseguindo deveras repetir nenhuma vez a mesma performance. Com tanta liquidez, gente que me torna uma vítima apaixonada inebriando-me com maestria, pergunto-me em que lugar do universo terão concebido seus predicados infindos, estes mesmos que me deslocam na magia de uma meninice incontida, como me identifico, provando o doce da sua pele, na minha boca. E a cada beijo que trocamos, no exato instante do reencontro, deixo de ser eu para ser você, e me surpreendo. Você está aqui, esta noite, comigo, de um modo que me parece eternamente louco, pois nada sei da morte, como também nada mais sei da vida, só consigo sentir seu cheiro de amor, e nele me perco em arabescos. Cada abraço, como grude, como cola, como goma poderosa, me prende sua oferta de prazeres, e me domina seu sussurro ( ou será gemido?), até que possamos finalmente, dizer qualquer coisa, que não traduzirá nada, nada além do feitiço estranho de estarmos adentrando um no outro, para sempre... Você veio para me fazer feliz, do modo como sabe, esta noite.





Estamos à beira da total destruição? Noam Chomsky


Noam Chomsky: estamos à beira da total auto-destruição?
Existem mais processos de longo prazo apontando na direção, talvez não da destruição total, mas ao menos da destruição da capacidade de uma vida decente.

Noam Chomsky, Alternet

O que o futuro trará? Uma postura razoável seria tentar olhar para a espécie humana de fora. Então imagine que você é um extraterrestre observador que está tentando desvendar o que acontece aqui ou, imagine que és um historiador daqui a 100 anos - assumindo que existam historiadores em 100 anos, o que não é óbvio - e você está olhando para o que acontece. Você veria algo impressionante.

Pela primeira vez na história da espécie humana, desenvolvemos claramente a capacidade de nos destruirmos. Isso é verdade desde 1945. Agora está finalmente sendo reconhecido que existem mais processos de longo-prazo como a destruição ambiental liderando na mesma direção, talvez não à destruição total, mas ao menos à destruição da capacidade de uma existência decente.

E existem outros perigos como pandemias, as quais estão relacionadas à globalização e interação. Então, existem processos em curso e instituições em vigor, como sistemas de armas nucleares, os quais podem levar à explosão ou talvez, extermínio, da existência organizada.

Como destruir o planeta sem tentar muito

A pergunta é: O que as pessoas estão fazendo a respeito? Nada disso é segredo. Está tudo perfeitamente aberto. De fato, você tem que fazer um esforço para não enxergar.

Houveram uma gama de reações. Têm aqueles que estão tentando ao máximo fazer algo em relação à essas ameaças, e outros que estão agindo para aumentá-las. Se olhar para quem são, esse historiador futurista ou extraterrestre observador veriam algo estranho. As sociedades menos desenvolvidas, incluindo povos indígenas, ou seus remanescentes, sociedades tribais e as primeiras nações do Canadá, que estão tentando mitigar ou superar essas ameaças. Não estão falando sobre guerra nuclear, mas sim desastre ambiental, e estão realmente tentando fazer algo a respeito.

De fato, ao redor do mundo - Austrália, Índia, América do Sul - existem batalhas acontecendo, às vezes guerras. Na Índia, é uma guerra enorme sobre a destruição ambiental direta, com sociedades tribais tentando resistir às operações de extração de recursos que são extremamente prejudiciais localmente, mas também em suas consequências gerais. Em sociedades onde as populações indígenas têm influência, muitos tomam uma posição forte. O mais forte dos países em relação ao aquecimento global é a Bolívia, cuja maioria é indígena e requisitos constitucionais protegem os “direitos da natureza”.

O Equador, o qual também tem uma população indígena ampla, é o único exportador de petróleo que conheço onde o governo está procurando auxílio para ajudar a manter o petróleo no solo, ao invés de produzi-lo e exportá-lo - e no solo é onde deveria estar.

O presidente Venezuelano Hugo Chávez, que morreu recentemente e foi objeto de gozação, insulto e ódio ao redor do mundo ocidental, atendeu a uma sessão da Assembléia Geral da ONU a poucos anos atrás onde ele suscitou todo tipo de ridículo ao chamar George W. Bush de demônio. Ele também concedeu um discurso que foi interessante. Claro, Venezuela é uma grande produtora de petróleo. O petróleo é praticamente todo seu PIB. Naquele discurso, ele alertou dos perigos do sobreuso dos combustíveis fóssil e sugeriu aos países produtores e consumidores que se juntassem para tentar manejar formas de diminuir o uso desses combustíveis. Isso foi bem impressionante da parte de um produtor de petróleo. Você sabe, ele era parte índio, com passado indígena. Esse aspecto de suas ações na ONU nunca foi reportado, diferentemente das coisas engraçadas que fez.

Então, em um extremo têm-se os indígenas, sociedades tribais tentando amenizar a corrida ao desastre. No outro extremo, as sociedades mais ricas, poderosas na história da humanidade, como os EUA e o Canadá, que estão correndo em velocidade máxima para destruir o meio ambiente o mais rápido possível. Diferentemente do Equador e das sociedades indígenas ao redor do mundo, eles querem extrair cada gota de hidrocarbonetos do solo com toda velocidade possível.

Ambos partidos políticos, o presidente Obama, a mídia, e a imprensa internacional parecem estar olhando adiante com grande entusiasmo para o que eles chamam de “um século de independência energética” para os EUA. Independência energética é quase um conceito sem significado, mas botamos isso de lado. O que eles querem dizer é: teremos um século no qual maximizaremos o uso de combustíveis fóssil e contribuiremos para a destruição do planeta.

E esse é basicamente o caso em todo lugar. Admitidamente, quando se trata de desenvolvimento de energia alternativa, a Europa está fazendo alguma coisa. Enquanto isso, os EUA, o mais rico e poderoso país de toda a história do mundo, é a única nação dentre talvez 100 relevantes que não possui uma política nacional para a restrição do uso de combustíveis fóssil, e que nem ao menos mira na energia renovável. Não é por que a população não quer. Os americanos estão bem próximos da norma internacional com sua preocupação com o aquecimento global. Suas estruturas institucionais que bloqueiam a mudança. Os interesses comerciais não aceitam e são poderosos em determinar políticas, então temos um grande vão entre opinião e política em muitas questões, incluindo esta. Então, é isso que o historiador do futuro veria. Ele também pode ler os jornais científicos de hoje. Cada um que você abre tem uma predição mais horrível que a outra.

“O momento mais perigoso na história”

A outra questão é a guerra nuclear. É sabido por um bom tempo, que se tivesse que haver uma primeira tacada por uma super potência, mesmo sem retaliação, provavelmente destruiria a civilização somente por causa das consequências de um inverno-nuclear que se seguiria. Você pode ler sobre isso no Boletim de Cientistas Atômicos. É bem compreendido. Então o perigo sempre foi muito pior do que achávamos que fosse.

Acabamos de passar pelo 50o aniversário da Crise dos Mísseis Cubanos, a qual foi chamada de “o momento mais perigoso na história” pelo historiador Arthur Schlesinger, o conselheiro do presidente John F. Kennedy. E foi. Foi uma chamada bem próxima do fim, e não foi a única vez tampouco. De algumas formas, no entanto, o pior aspecto desses eventos é que a lições não foram aprendidas.

O que aconteceu na crise dos mísseis em outubro de 1962 foi petrificado para parecer que atos de coragem e reflexão eram abundantes. A verdade é que todo o episódio foi quase insano. Houve um ponto, enquanto a crise chegava em seu pico, que o Premier Soviético Nikita Khrushchev escreveu para Kennedy oferecendo resolver a questão com um anuncio publico de retirada dos mísseis russos de Cuba e dos mísseis americanos da Turquia. Na realidade, Kennedy nem sabia que os EUA possuíam mísseis na Turquia na época. Estavam sendo retirados de todo modo, porque estavam sendo substituídos por submarinos nucleares mais letais, e que eram invulneráveis.

Então essa era a proposta. Kennedy e seus conselheiros consideraram-na - e a rejeitaram. Na época, o próprio Kennedy estimava a possibilidade de uma guerra nuclear em um terço da metade. Então Kennedy estava disposto a aceitar um risco muito alto de destruição em massa afim de estabelecer o princípio de que nós - e somente nós - temos o direito de deter mísseis ofensivos além de nossas fronteiras, na realidade em qualquer lugar que quisermos, sem importar o risco aos outros - e a nós mesmos, se tudo sair do controle. Temos esse direito, mas ninguém mais o detém.

No entanto, Kennedy aceitou um acordo secreto para a retirada dos mísseis que os EUA já estavam retirando, somente se nunca fosse à publico. Khrushchev, em outras palavras, teve que retirar abertamente os mísseis russos enquanto os EUA secretamente retiraram seus obsoletos; isto é, Khrushchev teve que ser humilhado e Kennedy manteve sua pose de macho. Ele é altamente elogiado por isso: coragem e popularidade sob ameaça, e por aí vai. O horror de suas decisões não é nem mencionado - tente achar nos arquivos.

E para somar um pouco mais, poucos meses antes da crise estourar os EUA haviam mandado mísseis com ogivas nucleares para Okinawa. Eram mirados na China durante um período de grande tensão regional.

Bom, quem liga? Temos o direito de fazer o que quisermos em qualquer lugar do mundo. Essa foi uma lição daquela época, mas haviam outras por vir.

Dez anos depois disso, em 1973, o secretário de estado Henry Kissinger chamou um alerta vermelho nuclear. Era seu modo de avisar à Rússia para não interferir na constante guerra Israel-Árabes e, em particular, não interferir depois de terem informado aos israelenses que poderiam violar o cessar fogo que os EUA e a Rússia haviam concordado. Felizmente, nada aconteceu.

Dez anos depois, o presidente em vigor era Ronald Reagan. Assim que entrou na Casa Branca, ele e seus conselheiros fizeram com que a Força Aérea começasse a entrar no espaço aéreo Russo para tentar levantar informações sobre os sistemas de alerta russos, Operação Able Archer. Essencialmente, eram ataques falsos. Os Russos estavam incertos, alguns oficiais de alta patente acreditavam que seria o primeiro passo para um ataque real. Felizmente, eles não reagiram, mesmo sendo uma chamada estreita. E continua assim.

O que pensar das crises nucleares Iraniana e Norte-Coreana

No momento, a questão nuclear está regularmente nas capas nos casos do Irã e da Coréia do Norte. Existem jeitos de lidar com esse crise contínua. Talvez não funcionasse, mas ao menos tentaria. No entanto, não estão nem sendo consideradas, nem reportadas.

Tome o caso do Irã, que é considerado no ocidente - não no mundo árabe, não na Ásia - a maior ameaça à paz mundial. É uma obsessão ocidental, e é interessante investigar as razões disso, mas deixarei isso de lado. Há um jeito de lidar com a suposta maior ameaça à paz mundial? Na realidade existem várias. Uma forma, bastante sensível, foi proposta alguns meses atrás em uma reunião dos países não alinhados em Teerã. De fato, estavam apenas reiterando uma proposta que esteve circulando por décadas, pressionada particularmente pelo Egito, e que foi aprovada pela Assembléia Geral da ONU.

A proposta é mover em direção ao estabelecimento de uma zona sem armas nucleares na região. Essa não seria a resposta para tudo, mas seria um grande passo à frente. E haviam modos de proceder. Sob o patrocínio da ONU, houve uma conferência internacional na Finlândia dezembro passado para tentar implementar planos nesta trajetória. O que aconteceu? Você não lerá sobre isso nos jornais pois não foi divulgado - somente em jornais especialistas.

No início de novembro, o Irã concordou em comparecer à reunião. Alguns dias depois Obama cancelou a reunião, dizendo que a hora não estava correta. O Parlamento Europeu divulgou uma declaração pedindo que continuasse, assim como os estados árabes. Nada resultou. Então moveremos em direção a sanções mais rígidas contra a população Iraniana - não prejudica o regime - e talvez guerra. Quem sabe o que irá acontecer?

No nordeste da Ásia, é a mesma coisa. A Coréia do Norte pode ser o país mais louco do mundo. É certamente um bom competidor para o título. Mas faz sentido tentar adivinhar o que se passa pela cabeça alheia quando estão agindo feito loucos. Por que se comportariam assim? Nos imagine na situação deles. Imagine o que significou na Guerra da Coréia anos dos 1950’s o seu país ser totalmente nivelado, tudo destruído por uma enorme super potência, a qual estava regozijando sobre o que estava fazendo. Imagine a marca que deixaria para trás.

Tenha em mente que a liderança Norte Coreana possivelmente leu os jornais públicos militares desta super potência na época explicando que, uma vez que todo o resto da Coréia do Norte foi destruído, a força aérea foi enviada para a Coréia do Norte para destruir suas represas, enormes represas que controlavam o fornecimento de água - um crime de guerra, pelo qual pessoas foram enforcadas em Nuremberg. E esses jornais oficiais falavam excitadamente sobre como foi maravilhoso ver a água se esvaindo, e os asiáticos correndo e tentando sobreviver. Os jornais exaltavam com algo que para os asiáticos fora horrores para além da imaginação. Significou a destruição de sua colheita de arroz, o que resultou em fome e morte. Quão maravilhoso! Não está na nossa memória, mas está na deles.

Voltemos ao presente. Há uma história recente interessante. Em 1993, Israel e Coréia do Norte se moviam em direção a um acordo no qual a Coréia do Norte pararia de enviar quaisquer mísseis ou tecnologia militar para o Oriente Médio e Israel reconheceria seu país. O presidente Clinton interveio e bloqueou. Pouco depois disso, em retaliação, a Coréia do Norte promoveu um teste de mísseis pequeno. Os EUA e a Coréia do Norte chegaram então a um acordo em 1994 que interrompeu seu trabalho nuclear e foi mais ou menos honrado pelos dois lados. Quando George W. Bush tomou posse, a Coréia do Norte tinha talvez uma arma nuclear e verificadamente não produzia mais.

Bush imediatamente lançou seu militarismo agressivo, ameaçando a Coréia do Norte - “machado do mal” e tudo isso - então a Coréia do Norte voltou a trabalhar com seu programa nuclear. Na época que Bush deixou a Casa Branca, tinham de 8 a 10 armas nucleares e um sistema de mísseis, outra grande conquista neoconservadora. No meio, outras coisas aconteceram. Em 2005, os EUA e a Coréia do Norte realmente chegaram a um acordo no qual a Coréia do Norte teria que terminar com todo seu desenvolvimento nuclear e de mísseis. Em troca, o ocidente, mas principalmente os EUA, forneceria um reator de água natural para suas necessidades medicinais e pararia com declarações agressivas. Eles então formariam um pacto de não agressão e caminhariam em direção ao conforto.

Era muito promissor, mas quase imediatamente Bush menosprezou. Retirou a oferta do reator de água natural e iniciou programas para compelir bancos a pararem de manejar qualquer transação Norte Coreana, até mesmo as legais. Os Norte Coreanos reagiram revivendo seu programa de armas nuclear. E esse é o modo que se segue.

É bem sabido. Pode-se ler na cultura americana principal. O que dizem é: é um regime bem louco, mas também segue uma política do olho por olho, dente por dente. Você faz um gesto hostil e responderemos com um gesto louco nosso. Você faz um gesto confortável e responderemos da mesma forma.

Ultimamente, por exemplo, existem exercícios militares Sul Coreanos-Americanos na península Coreana a qual, do ponto de vista do Norte, tem que parecer ameaçador. Pensaríamos que estão nos ameaçando se estivessem indo ao Canadá e mirando em nós. No curso disso, os mais avançados bombardeiros na história, Stealth B-2 e B-52, estão travando ataques de bombardeio nuclear simulados nas fronteiras da Coréia do Norte.

Isso, com certeza, reacende a chama do passado. Eles lembram daquele passado, então estão reagindo de uma forma agressiva e extrema. Bom, o que chega no ocidente derivado disso tudo ...

TEXTO COMPLETO NESTE ENDEREÇO:
CARLOS - Professor de Geografia: Noam Chomsky: estamos à beira da destruição





CARLOS - Professor de Geografia: Noam Chomsky: estam...

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Veneza sem nós ainda.. M


Texto de 2010
Veneza sem nós! Ainda!


Há séculos, Veneza sobrevive, com símbolos que remetem a amores eternos e passionais como o de Romeu e Julieta. Através das suas histórias de carnavais mascarados, de intenso mercantilismo e trocas de produtos medievais, deixando-se levar pelo vagaroso traçado de gôndolas por entre seus canais, Veneza ultrapassa festivais de cinema, reorganiza mentalidades, cristaliza sonhos de paixões avassaladoras, cenas de lua de mel, magias de casais que a ela recorrem com esperanças de momentos inesquecíveis.

Considerada a cidade mais romântica do mundo, é cenário de turismo afetivamente compartilhado por pessoas de todos os lugares do planeta, que sonham pelo menos ir a Veneza, um dia durante toda a vida.

Ela nos espera, pacientemente, afundada, dizem os experts, em problemas ambientais graves, mas com seus ares de soberba inconsequencia para estudiosos do seu planejamento urbano inconcebível para os séculos XX e XXI.

Mesmo assim, Veneza não perdeu o glamour. Com certeza, eu a incluirei numa próxima viagem a Europa, esperando encontrar alguém especial que a valorize como eu. Um mago da idade Média estará,por essas horas a movimentar seus pendores extra-sensoriais e decerto premedita os instantes em que a Veneza lendária se livrará do estigma de ter sobrevivido sem nós, por tantos séculos.

A cidade viverá então um renascer de possibilidades, já que abriga saudosas lembranças, e há, no seu entorno, a mescla possível quando se mistura realidade e fantasia, nossa presença encherá de alegria a tal Veneza que parece triste.

Assim foi cantada tantas vezes, por Charles Aznavour, quando alguém volta a ela, solitário e nostálgico. "Venezia sin ti " é o titulo da famosa canção em espanhol, apontando para o fato de que estar naquela cidade italiana recordando alguém, deve ser mesmo uma tortura emocional, uma prova de fogo ou a suprema sensação do abandono.

Chegar a Veneza como a personagem Rosalba, do filme Pão e Tulipas, fugindo da vida cansativa de dona de casa incompreendida pela família, e extasiar-se com a manhã na Praça s. Marco, traduz o encantamento que a cidade tão antiga e tão misteriosa nos oferce.

Entretanto, a Veneza inconfundível pela alegria do seu carnaval que, a nu, é mesmo tão vestido quanto se oculta em castelos de velas mágicas, e age, no amor, sob o feitiço de máscaras de renda e plumas, com tantas inquietações, esta é infestada de expectativas.

Suas construções nos indagam, posso ouvir : - como Veneza sobrevive ainda, sem eu e sem ti?

Logo estaremos juntos, ali, para proclamar a emoção dos que transformam sonhos em realidade, assim como eu e como tu, cavaleiro solitário que me fará a corte, cópia fiel dos velhos tempos. Eu e tu, em Veneza, finalmente, juntos.

Cida Torneros

Sapos goela abaixo (artigo de março de 2013)



09
Postado em 09-03-2013
Cida Torneros:Sapos do mundo múltiplo digeridos nos últimos dias e a lembrança do gaúcho Leonel Brizola
Arquivado em (Artigos) por vitor em 09-03-2013 19:06

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Sapos goela abaixo
Maria Aparecida Torneros
Aquela sombra de sonho ainda me fareja a alma inquieta quando o balanço dos últimos dias me faz lembrar do carismático político gaúcho Leonel Brizola quando aludia à figura de engolir sapos!
Deles, de variados tamanhos, senti-me entalada , com sufocação e perplexidade nos dias recentes.
Como aceitar o julgamento espetaculoso do goleiro Bruno e suas nuances monstruosas em meio à semana dedicada a cada mulher contemporânea que merece respeito e dignidade?
Terá sido obra do acaso observar a marcha da violência proposta pelo governante da Coreia do Norte em contraponto ao desdobramento da agonia, morte e embalsamento do polémico e idolatrado Hugo Chaves, cuja Venezuela nossa vizinha e aliada busca conquistas sóciais entre arroubos nacionalistas ?
Somos observadores de velorios dolorosos em que fãs se despedem tanto de líderes políticos como de artistas do rock como o Chorao famoso entre seus pares e seguidores.
Vi uma delegada entrevistada a falar sobre o goleiro Bruno lembrando que o fato de ter sido um ídolo era um agravante para alguém como ele cometer crime tão bárbaro!
Então me pergunto onde está a responsabilidade social dos que lideram ao agir e dar exemplos?
Ídolos nos esportes de repente viram assassinos! Comandantes de governos surtam e podem levar seus povos a guerras insanas ! Artistas de grande penetração na juventude sucumbem na triste derrocada da droga também assassina!
De resto, a vida segue no mundo múltiplo e há esperança para a posdigestao de tantos salões!
Deixo-me envolver por canção antiga como defesa pessoal e busco a paz onde ela pode estar: na torcida paraque o ser humano não atribua tantos predicaados de super heróis a quem pode ser tão frágil e se tornar um decepcionante gerenciador de sapos!
Cida Torrneros, jornalista e escritora. mora no Rio de Janeiro.

Contardo Calligaris

56L



O que me ofende

Domingo passado, nas páginas da "Ilustríssima", houve um debate (imperdível) entre Slavoj Zizek e João Pereira Coutinho.
Zizek começou bem, mas terminou repetindo uma das mais persistentes trivialidades culturais dos últimos dois séculos: o Ocidente é hoje decadente, faltam-lhe valores –por isso, ele só poderia ser salvo por uma nova esquerda radical, animada por ideais fundamentais.
Que cansaço. Não precisamos de fundamentalismo, novo ou antigo que seja. Ao contrário: nossa grandeza está na capacidade (recém e mal conquistada ainda) de conviver sem dramas e sem mentiras com a tragédia humana, que é a falta efetiva de fundamentos. Não há verdades absolutas, não há sentido da história, nem significado da existência: viva-se (dignamente) com esse silêncio.
As religiões, aliás, poderiam ser definidas assim, como os dramas e melodramas fundamentalistas inspirados pela condição trágica de não termos fundamentos.
Inspirado pelo espírito de "Charlie Hebdo", lembro-me que cresci numa época em que não existiam jeans, e a flanela do pós-guerra não era grande coisa.
A gente crescia rápido, e as calças duravam pouco; mesmo assim, era preciso trocar regularmente o cavalo ou fundo das calças. Em italiano, o cavalo se chama "fondello". "Fondello" se confundia, para mim, com "fondamento", preparando meu futuro psicanalítico, pelo qual fundamento é o lugar onde a gente se senta, entre a zona do sexo e a das funções corporais menos nobres.
Enfim, por sorte, João Pereira Coutinho respondeu a Zizek: o que Zizek enxerga como nossa "fraqueza" é nossa força. Não é preciso injetar um novo fundamentalismo no Ocidente. Ao contrário, é preciso esperar que os fundamentalismos que sobram passem por uma crise comparável àquela que produziu a cultura moderna, a nossa. Que crise foi essa?
Fala-se de liberdade de expressão como se fosse a mesma coisa que a liberdade de consciência. Prefiro fazer uma diferença.
A liberdade de expressão é um direito político pelo qual é possível lutar, mesmo que o preço seja alto. Já a liberdade de consciência é mais difícil de ser conquistada. Ou seja, os censores podem cortar sua cabeça, mas essa questão só surge se você faz um uso autônomo da mesma.
Os fundamentalismos podem inibir a liberdade de expressão, mas sua grande esperança é controlar a liberdade das consciências –fazer que todos pensem igual.
A conquista da modernidade ocidental não é tanto a liberdade de expressão quanto a liberdade da consciência. Na cristandade, isso aconteceu mesmo com a Reforma protestante, quando os cristãos começaram a pensar que talvez eles pudessem dialogar livremente com Deus, em seu foro íntimo, sem a mediação da Igreja.
Enfim, a modernidade não é cômoda: para ela, a própria ausência de fundamentos (substituídos pelos "fondelli" de minha infância) é o supremo valor positivo. Claro, os fundamentalismos preferem considerar que essa ausência de fundamentos seja uma fraqueza moral, uma degenerescência que não merece o respeito de ninguém. Errado: ela é o grande valor positivo moderno.
O papa Francisco disse, na semana passada, que "não se pode provocar, não se pode insultar a fé dos outros". Concordo, mas achei que ele estava de brincadeira.
Não vou me deter na época em que os papas queimavam vivas, em Campo dei Fiori, as pessoas que pensavam que talvez Deus fosse um pouco diferente do que reza o catecismo. Não vou me deter nisso, embora seja um hábito cuja lembrança me ofende um pouco. Mas vamos aos nossos tempos.
Tive sorte, encontrei salesianos, jesuítas e dominicanos cuja amizade ainda me honra. Mas, no conjunto, durante a educação religiosa de minha infância, fui ofendido por inverdades, primariedades, estupidez moral e pensamentos sem dignidade teológica.
Me ofende que uma adúltera seja apedrejada ou que, na baboseira do sermão de domingo, um divorciado seja excomungado ou um gay considerado doente. Me ofende que pessoas, a cada dia, sejam perseguidas e trucidadas pelas suas escolhas de vida amorosa e de prazeres. Assim como me ofende e ofende minha ideia de Deus imaginar que ele se importe com nosso uso (ou não) de preservativos.
Ia esquecer. Também me ofendem os programas noturnos de pastores evangélicos expulsando demônios. Por sorte, no mesmo horário, tem canais pornôs, que são muito ruins, mas menos ofensivos –desculpe, leitor, esse foi, de novo, o espirito de "Charlie". 


contardo calligaris
Contardo Calligaris, italiano, é psicanalista, doutor em psicologia clínica e escritor. Ensinou Estudos Culturais na New School de NY e foi professor de antropologia médica na Universidade da Califórnia em Berkeley. Reflete sobre cultura, modernidade 

Estou aqui



Moro dentro  de mim
Estou aqui
Tu estás  também 
Nem sei explicar como
Mas sinto  que ao beijares minha mao 
Entraste em meus poros
Estranha sensação  
Estás  comigo
E me abrigas  no peito 
Tu me acolhes
Proteges
És  sonho?
Talvez
Queres que te large? 
Queres que te Pegue? 
Confundes  meus sentidos. 
Por favor. 
Decide.  
E faz contato. 
Cambio. 
Estou aqui. 
Pérdida numa Floresta. 
Resgata-me. 
Onde te escondes  em mim? 
Ou te escondes de mim? 
Aparece  e mostra-me
Teu coração 
Que parece pulsar
Dentro do meu... 
Cida Torneros 

Universo Carlos Villarrubia: PASOS DE BAILE de CARLOS VILLARRUBIA

Universo Carlos Villarrubia: PASOS DE BAILE de CARLOS VILLARRUBIA: Mi poema con sabor a comedia y a días de vino y rosas danzando en los cielos del ensueño.Para ilustrarlo el Singing in the rain       ...

Blog da Mulher Necessária: Roberto Carlos e Caetano Veloso - Garota de Ipanema

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Blog da Mulher Necessária: poemas fêmeos amores efêmeros

Blog da Mulher Necessária: poemas fêmeos amores efêmeros

Volare


Sonhos e delicadezas que a Vida pode oferecer




Segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Sonhos e delicadezas que a Vida pode oferecer


A conversa com o cardiologista  da mamãe  me fez refletir.  Falou dos sintomas  que indicam a chamada  demência  senil.  Esquecimento das memórias  recentes.  Agravamento  no caso dela da disfunção  da tiróide.  E no meu Caso,  entender que a Vida precisa ser vivida com delicadeza.
Saí  dali com as novas receitas que ele passou depois  de examinar  os resultados laboratoriais da coleta de sangue de três  dias atrás.
Mas ele também  me deu um conselho.  Que eu curta mais a vida porque é  preciso viver os sonhos.
Caminhei sozinha por uns vinte minutos e senti fome.  Olhei a hora é já  eram três  e meia da tarde.  Me dei conta que nem tinha almoçado.
Busquei um restaurante  e entrei  num italiano antigo que não  ia há  muitos anos.
Pedí um prato delicioso e uma taça  de vinho tinto.
Comi exatamente  com Delicadeza  e alimentei meus Sonhos.
Comi sobremesa com sorvete de morango.
Mesmo solitária pude refrescar minha emoção  e agradecer o momento.
Quando saí  de lá  peguei o táxi rumo a casa  da mamãe  e passei para meu irmão os novos parâmetros  de medicação.
Voltei para minha casa com aquela sensação  do quanto é  necessário manter a paz interior diante  da sequência  inevitável  da decrepitude  do tempo nos corpos e mentes.
Observo delicadamente  mais uma vez o meu dia a dia  repleto de questionamentos  e vou eliminando tantas indagações.  Basta crer em sonhos vividos.  Sonhos possíveis.  Sonhos atingiveis. Pedacinhos deliciosos  para saborear em momentos especiais.
Descubro respostas simples no descanso merecido.  E ouço  umas canções  italianas que me emocionam já  que me preparo para assistir Peppino di Capri  nessa sexta-feira.
Vou  com um casal de amigos  que me convidaram.  Para comemorar  vou oferecer o champanhe. E brindaremos à  nossa longa amizade com um brilho no olhar  que conservamos  depois de décadas.
Afinal, somos da geração  que aprendeu  a amar ouvindo Volare!
Resgato minha intensa  alegria  de viver  aceitando  e compreendendo o que talvez não  tenha respostas.
Cida Torneros

Quizás Quizás Quizás

Quizas Quizas Quizas by Nat King Cole (Lyric): http://youtu.be/FW0p6vMKnXk

MARIA APARECIDA TORNEROS : Blog da Cida Torneros: Fala Comigo, Coração!

MARIA APARECIDA TORNEROS : Blog da Cida Torneros: Fala Comigo, Coração!: Blog da Cida Torneros: Fala Comigo, Coração! : Tenho um que bate e rebate Ressoa. Repercute. Desanda. Ele sai fora do ritmo. Esmorece. Al...

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Blog da Mulher Necessária: Maria Figueroa - Señora

Blog da Mulher Necessária: Maria Figueroa - Señora

Mania de chapéu. Ganhei mais um!

Desde que me entendo por gente,  tenho Mania de usar chapéu.
As amigas sabem disso e me presenteiam.  Adoro.
Tenho colecionado tantos e de Estilos diferentes.
Hoje ganhei mais um.  Uma graça.


Viva São Paulo!



Cida Torneros:Tributo a aniversariante São Paulo, cidade de todos os encontros e sabor do sanduiche de mortadela do Mercado Municipal

Blog da Cida Torneros: cinema argentino na tarde de domingo com duas amig...

Blog da Cida Torneros: cinema argentino na tarde de domingo com duas amig...: Um programinha que adoramos fazer. Assistir um filme e depois sentar para debater sobre ele. Não fazíamos isso há muito tempo. Neste domingo...



É Cinematográfico

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sábado, 27 de dezembro de 2014
É Cult - 'O Crítico' rende belo tributo às comédias românticas
Roteirizado e dirigido por Hernán Guerschuny, O Crítico faz uma inteligente e deliciosa leitura dos códigos da comédia romântica e os transpõem para a tela sob uma perspectiva racional, mas o que a princípio parece uma crítica se revela uma grande homenagem ao gênero. Aliado ao conteúdo, as experimentações de câmera exibem cenas repletas de metalinguagem e beleza.
Imagem/Esfera Filmes
Na trama, Victor Tellez (Rafael Spregelburd) é um crítico de cinema prestigiado e implacável, especialmente, quando o assunto é comédia romântica. Dono de uma visão cética em relação aos romances exibidos pelos filmes, ele passará por uma experiência transformadora ao conhecer Sofia (Dolores Fonzi), escrevendo assim um novo roteiro para a sua história.

Cenas de referência, como aquelas protagonizadas pela atriz Julia Roberts dão base ao embate entre o crítico sisudo e  as possibilidades de uma experiência cinematográfica. A irreverência e a comédia na trajetória de um homem que vivenciará todos os ditos clichês dos romances hollywoodianos no encontro 'inesperado' com o amor.


Imagem/Haciendo Filmes
"A vida é um transcorrer repleto de oportunidades", o filme que fala de si. Roteiro dentro de roteiro, filmagem dentro de filmagem, o cinema exibido na tela do cinema; nada mais é que a metalinguagem adotada de modo bem-sucedido. Destaque para a cena em que Rafael repete uma das típicas cenas de correria pelo grande amor, com direito a muita chuva no melhor estilo romance de Hollywood.



Experimentações de movimentos de câmera com amplitudes gradativas dos planos em um roteiro permeado por referências a ensaístas do cinema como Bazin, além das críticas coerentes ao gênero. Tudo isso com um senso de humor contagiante refletido em cenas e diálogos apaixonantes; mas lembre-se, o longa bebe na fonte da comédia romântica mas tem os pés na realidade.

No melhor estilo Victor Telles, concedo quatro de cinco poltronas (douradas) a esta simpática produção argentina. Confira o trailer.


Postado por Gustavo Rocha às 23:38 
Marcadores: Comédia Romântica, Crítica, Drama

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